15 dezembro 2017

APOSTASIA EM FRANCO PROGRESSO: PR. ED RENE NÃO ACEITA A IDÉIA DE UM INFERNO


Veja o vídeo:





Claro que não nega abertamente. Mas, o vídeo é confuso e escapatório. Ele em 2.:10 em diante, diz que o inferno como punição é incompatível com o caráter de Deus.
Bem, não sei em que Bíblia ele encontrou isso. É como se o inferno existisse sem a vontade de Deus. Deus não quer, mas fazer o que?
De 3:20 em diante, ele começa a dizer que a sua oração é que "eu". Sempre usando a primeira pessoa. Salvos não podem se incluir na possibilidade de condenação. Muito confuso.



Apesar de ter muito respeito pelo pastor Ed. Rene Kivitz, nesse assunto ele pisou na Teologia Bíblica.
A doutrina do inferno além de ser bíblica é afirmada em toda história e tradição cristã, desde os pais da igreja, passando pela traição da igreja romana e ortodoxa grega, afirmado também por todos os reformadores e grandes teólogos até hoje.

Acho muita pretensão de um pastor tão novo, baseado em "achismos" acabar influenciando os "leigos" de sua igreja, os quais deveria pastorear bem.

13 dezembro 2017

ARCEBISPO DA AUSTRÁLIA ACOBERTOU PEDÓFILO, ACUSA MP

Wilson teria comprado silêncio de  uma testemunha por US$ 10 mil


O Ministério Público da Austrália denunciou o arcebispo de Adelaide, Philip Wilson (foto), 67, de ter pagado US$ 10 mil para calar uma mulher que acusava um padre da diocese de Newcastle de pedofilia contra um familiar.

Ele é o mais alto prelado católico no mundo todo a ser julgado por ocultação de abusos sexuais contra menores de idade por parte de sacerdotes e pode ser condenado a até dois anos de prisão.

Segundo a acusação, Wilson recebeu informações de que um padre de Newcastle, James Fletcher, morto tempos depois, havia violentado um menino de 10 anos na década de 1970.
A denúncia podia ter levado à abertura de um processo contra o sacerdote, mas o arcebispo não informou a polícia.

Em seu depoimento, a vítima, Peter Creigh, contou que relatara o caso a Wilson quando tinha 15 anos, mas o arcebispo falou para ele “se envergonhar por aquelas mentiras” e ordenou 10 Aves-Maria como penitência.
Para se livrar de uma condenação à prisão, Wilson apresentou à Justiça uma perícia médica de que ele não é “mentalmente hábil”, por sofrer do mal de Alzheimer.

Com informação das agências



12 dezembro 2017

TABELA DE RELIGIÕES E SEITAS MUITO ATUANTES

Tabela de Religiões e Seitas comparadas — nº1
(Compilada pelo CPR - Centro de Pesquisas Religiosas)

Nome do grupoFundadorMensagemIgrejaDeusJesusSalvaçãoRessurreição
de Jesus
Escrituras
Cristianismo Bíblico (Protestantismo)Jesus CristoJesus morreu para salvar pecadoresAqueles que são salvosTrindade
três pessoas em um Deus
Deus em carne. 2ª pessoa da TrindadePela Graça,
através da Fé somente
Jesus elevou-se no mesmo corpo em que Ele morreuA Bíblia somente
(66 livros)
Catolicismo RomanoJesus, sobre a pedra que é Pedro (considerado como primeiro Papa)Sacramentos, caridade, culto a Maria e aos "Santos"Os membros da Igreja Católica Apostólica RomanaTrindade
três pessoas em um Deus
Deus em carne. 2ª pessoa da TrindadeFora da Igreja Católica Apostólica Romana não há SalvaçãoSimA Bíblia (+ 7 livros apócrifos) + a Tradição (Dogmas)
Legião da Boa Vontade - LBVAlziro Zarur(04-03-1949)Assim como Jesus, todos poderão alcancar a perfeição após muitas reencarnações.Todos são cristãos independente da religiãoImpessoalNão é Deus nem teve corpo humanoAtravés da caridade e reencarnações sucessivasNãoLivros da LBV
Espiritismo KardecistaDr. Hippolyte Léon Denizard Rivail, vulgo
Allan Kardec (1857)
Assim como Jesus, todos poderão alcancar a perfeição após muitas reencarnações.O Espiritismo é a Igreja restaurada e o Consolador prometido por JesusImpessoalNão é Deus nem teve corpo humanoAtravés da caridade e reencarnações sucessivasNãoLivros de Allan Kardec e outros
Testemunhas
de Jeová
Charles Taze Russell
(1852-1916) Fundada em 1881
Jesus abriu a porta para conquistarmos nossa salvação144.000 ungidos que irão para o céuJeová, que é uma só PessoaNão é Deus; é o Arcanjo Miguel, a primeira e única criatura de JeováObedecendo as ordens da Sociedade Torre de VigiaNãoBíblia deles (Tradução do Novo Mundo) + literaturas dos líderes
MaçonariaAnderson e Desagulliers
(Londres, 1717
Buscar o próprio aperfeiçoamentoImpessoal como força superiorUm grande mestre semelhante a Buda, Maomé, e etc."Erguer templos à virtude e cavar masmorras aos vícios"NãoRituais e manuais secretos
Adventistas
do Sétimo Dia
Ellen Gould White
(1860)
Crer em Jesus e observar a LeiSomente os adventistasTrindade
três pessoas em um Deus
Deus em carne. 2ª pessoa da TrindadeGuardando o sábado e os mandamentosSimBíblia e livros de Ellen White
MormonismoJoseph Smith (1805-1844) fundado em 1830Alcançar a divindade pelas ordenanças do evangelho mórmonMembros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasTríade
3 deuses
Não é Deus. É irmão de Lúcifer e dos homensSalvação pelas boas obras da igreja mórmonSimA Bíblia, Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor
TeosofiaMadame Helena Blavatsky (1831-1891) fundada em 1875Deus é um princípioUm grande MestreNãoA Doutrina Secreta, Isis sem Véu,
A Chave para a Teosofia e A Voz do Silêncio
Ciência CristãMary Baker Eddy (1821-1910Crenças religiosas extraídas dos ensinos de Jesus. Rejeitam a expiaçãoUma coletânea de idéias espirituaisPresença Impessoal UniversalUm homem afinado com a consciência divinaPensamento
correto
NãoCiência e Saúde com Chave para as Escrituras, Miscelânea
UnitarismoCharles Filmore(1854-1948) fundado 1889Os princípios gerais do UnitarismoUma coleção de idéias espirituaisForça Universal ImpessoalUm homem, não o CristoAdotando a correta Unidade através de principiosNãoRevista Unitarista, Dicionário Bíblico de Metafísica

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RELIGIÕES E SEITAS


Tabela de Religiões e Seitas comparadas — nº2
(Compilada pelo CPR - Centro de Pesquisas Religiosas)

Nome do grupoFundadorMensagemIgrejaDeusJesusSalvaçãoRessurreição
de Jesus
Escrituras
MoonismoSun Myung Moon(1920)Igreja da UnificaçãoDeus é tanto positivo como negativo. Não há Trindade. Deus precisa de Moon para fazê-lo felizJesus foi um homem perfeito, não Deus. Jesus falhou em sua missão. Moon vai completar sua obraObediência e aceitação dos verdadeiros pais (Moon e sua
esposa)
Jesus não ressuscitou fisicamentePrincípio divino por Sun Myung Moon, Esboço do Princípio, Nível 4 e a Bíblia
CientologiaRon Hubbard(1954)Todos são "thetans", espíritos imortais com poderes ilimitadosRejeita o Deus revelado na Bíblia.Raramente mencionado. Jesus não morreu pelos pecados de ninguémSalvação é a libertação da reencarnaçãoDianética: A Ciência Moderna da Saúde Mental, e outros de Hubbard, e A Chave para a Felicidade
Meninos de DeusDaniel Brandt Berg (1968)Desistir de tudo para seguir a Jesus. Já usaram a prostituição para atrair novos adeptosFamília do AmorPai, Filho e Espírito Santo, mas não TrindadeFoi uma criação de Deus.Cartas MO - cartas escritas por David "Moses" Berg. Mesmo nível de inspiração do Antigo e Novo Testamentos
Nova EraTodos são deuses e só precisam se conscientizar dissoDeus é uma força impessoal ou princípio, não uma pessoa. Tudo e todos são Deus.Não é o verdadeiro Deus nem Salvador, mas um mestre elevadoO mau carma tem que ser compensado com bom carmaJesus não ressuscitou fisicamente, mas subiu a um nível espiritual mais altoEscritos I Ching, hindus, budistas, taoístas, crenças americanas nativas e magia em geral
HinduísmoO homem deve se conformar com sua condição para alcançar uma vida melhor na próxima encarnaçãoO Absoluto. Um espírito universal (Brahman). Vários deuses são manifestações deleÉ um mestre ou avatar (uma encarnação de Vishnu). Sua morte não foi expiatóriaLibertação dos ciclos de reencaranção, e absorção em Brahman alcançadas através da Yoga e meditação.Vedas, Upanishads, Bhagavad Gita
BudismoBuda (Siddartha Gautama em 525 a.C.)O alvo da vida é o Nirvana para escapar do sofrimentoNão existe. Buda é considerado por alguns como uma consciência universal iluminadaO Nirvana (inexistência) que pode ser alcançado seguindo-se o Caminho das Oito ViasA Tripitaka (Três Cestos),que têm mais de100 volumes
IslamismoMaomé (610 d.C.)Só Allah é Deus e Maomé o seu profetaAlá, um juiz severo. Não é descrito como amorosoÉ um dentre mais de 124 mil profetas enviados por Deus a várias culturas. Não é Deus, não foi crucificado, voltará para viver e morrerO equilíbrio entre as boas e más obras determina o destino eterno no paraíso ou no infernoNão ressuscitou, porque não morreuCorão e Hadith. A Bíblia é aceita, mas considerada corrompida
JudaísmoDeus (o Eterno), através de Abraão, formou o povo escolhidoO Eterno é o único DeusO Eterno, chamado de Jeová ou IavéSimples judeuObediência à Lei e aos MandamentosNegamTanach (o Velho Testamento), dividido em Lei, Profetas e Escritos
UmbandaSolução de problemas imediatos com a ajuda dos espíritosZambi é único, onipotente, irrepresentável, adorado sob vários nomesOxalá novoPrática de caridade material e espiritual como meio de evolução cármicaTradição oral
CandombléPrimeiro templo erguido na Bahia, na primeira metade do século XIXDança religiosa de origem africana através da qual as pessoas homenageiam seus orixásOlodumarê, criador de todas as coisas, eterno e todo-poderosoAo morrer o candomblecista vai para o Orum( nove céus sob o comando de Iansã)Tradição oral
AteísmoA evolução é um fato científico, portanto ética e moral são relativasNão há Deus ou diabo, uma vez que não podem ser provados cientificamenteJesus foi um mero homemNão há vida após a morteNão há ressurreição, pois não existem milagres
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(Ao reproduzir, citar a fonte)

11 dezembro 2017

APOSTASIA CRESCENTE: KLEBER LUCAS NO 'ENCONTRO': “FALAR DA INTOLERÂNCIA É COLOCAR DEUS DENTRO DE UMA CAIXINHA OU DE UMA GAIOLA”. EXTERNOU AINDA QUE SUA TEOLOGIA É MUITO INFLUENCIADA PELO HUMANISMO


“Todas as religiões são muito parecidas, o que as diferencia é a prática” e “Deus criou todas as religiões”, estas foram as principais mensagens do programa Encontro, apresentado por Fátima Bernardes na manhã desta terça-feira (5).
Entre os convidados estavam Érico Brás, ator da Globo; Kenia Maria, adepta de religião afro e ativista; Ana Vilela, cantora que se declara agnóstica – embora não parecia saber bem o que isso significa, o artista plástico Vik Muniz, além do pastor e cantor gospel Kléber Lucas.

No início foram exibidas imagens de seguidores de várias linhas religiosas explicando aquilo que eles creem sobre a vida e a morte. Um umbandista, uma espírita, uma católica e um budista resumiram sua fé em poucas frases. Por causa da edição do programa, a impressão final é de que todos falavam sobre (quase) a mesma coisa.

Vestindo uma camiseta com os símbolos de várias religiões, abaixo, em letras garrafais a palavra “Respeito”, o pastor não falou sobre o aspecto único do evangelho entre os sistemas religiosos nem mencionou o nome de Jesus durante o programa.

O tom do Encontro foi dado por declarações como a do neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, que costuma participar do programa. Ele defendeu que todas as religiões “abrem um canal” com Deus para que “a energia floresça”.

Para a Kenia Maria, os negros – por questões históricas que remetem à escravatura – têm algum tipo de dívida com as religiões de matriz africana e quem não deseja conhecer é “racista” e preconceituoso”.

Surpreendeu ver Kléber Lucas chamando a candomblecista Kenia de “irmã” enquanto criticava a “bandeira de ódio” levantada por grupos protestantes contra os adeptos de religiões afro.  Ainda que a intolerância religiosa seja uma lamentável realidade em todo o mundo, para o telespectador desavisado fica a impressão que as únicas vítimas são os fiéis de religião de matriz africana.
“Deus foi tão sábio e seus filhos tão diversos que, se ele fizesse uma religião só, não atenderia a todos”, filosofou Fátima. Nenhum dos convidados discordou.
Em seguida, Kléber acrescentou, enigmático: “Falar da intolerância é colocar Deus dentro de uma caixinha ou de uma gaiola”. Externou ainda que sua teologia é muito influenciada pelo humanismo. “Eu gosto da fala do Rubem Alves que dizia: a teologia não é uma rede que a gente tece para pescar Deus, por que Deus não pode ser pescado. A gente pesca a nós mesmos”, enfatizou.
O cantor contou ainda que, na infância, sua família que era evangélica foi muito ajudada por uma vizinha mãe de santo, sem que a religião fosse um empecilho para a solidariedade.

Como em várias edições do programa, o bloco seguinte foi sobre um tópico não relacionado. Usando uma conhecida tática de doutrinação, as ideias apresentadas apenas reforçavam – de modo indireto – o que havia sido dito antes.

O tema eram as ilusões de ótica e o processo de percepção da realidade pelo cérebro. Através de imagens e pequenos filmes, o telespectador foi convencido que a realidade pode não ser o que se vê. Ou seja, tudo é uma questão de perspectiva.

Em outras palavras, fiel ao discurso de Fátima: só existe um Deus, o que muda é a maneira como você olha para ele.

Veja os vídeos:


Você pode ver o Programa completo AQUI




10 dezembro 2017

JERUSALÉM, MAIS UMA VEZ É NOTICIA EM TODO O MUNDO

O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe proclamação que reconhece Jerusalém como capital de Israel nesta quarta-feira (6) na Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque/ Reuters)
Jerusalém é uma das cidades mais antigas do mundo. Ela foi fundada há mais de 4.000 anos. Sua história dramática e instável, repleta de altos e baixos não tem similar. Nenhuma outra cidade do mundo consegue nos cativar como faz justamente esta cidade.

O centro da História da Salvação

Esta cidade – Jerusalém – localizada a 760 metros de altura no planalto judeu, situa-se no ponto de encontro de três continentes – Ásia, África e Europa. Por sua posição central, nos tempos antigos ela também formava o ponto de intersecção das grandes civilizações antigas – Sumeriana (Mesopotâmia Austral), Egípcia e Grega.
De acordo com as afirmações da Bíblia, Jerusalém forma o centro geográfico do Plano de Salvação de Deus. Em Ezequiel 5.5, lemos:“Assim diz o Senhor, o Eterno: Esta é Jerusalém! Eu a coloquei no centro entre as nações e terras ao seu redor”. [1]

O significado do nome

Placa indicativa bilíngüe para Jerusalém.
A expressão hebraica do nome Jerusalém é “Yerushalaim”, que significa “fundação da paz”.
No entanto, entre o nome e a realidade há uma profunda e inquietante área de tensões:No decorrer de sua história empolgante, ela não foi marcada pela paz, mas por muitas lágrimas, sofrimento e derramamento de sangue. E hoje? Jerusalém – a “cidade da paz” hoje coloca em risco a paz e a segurança de todo o mundo!

A área do Templo: O lugar mais ameaçado do planeta

A disputa atual por Jerusalém se concentra principalmente na área do Templo, na Cidade Antiga, em cujo centro se ergue a cúpula dourada da Mesquita de Omar. Já há vários anos, em uma de suas edições, o New York Times se referiu com muita propriedade a este pedaço de chão do Monte Moriá, ou Monte de Sião[2], como “os metros quadrados mais explosivos do mundo”. Surge, então, a pergunta: Por que existe tanto interesse em torno dessa fraçãozinha de terra?

Reivindicação judaica

Por um período de cerca de 1.000 anos, havia o Templo judaico sobre o Monte Moriá, desde o Séc. XI a.C. até o Séc. I d.C.. De acordo com as orientações da Torá, a Lei de Moisés, aquele era o único lugar em que este Templo poderia ser construído.
Multidão em oração no Muro das Lamentações
O Templo representava o ponto central geográfico dos israelitas para o culto a Deus, sendo especialmente o lugar onde deveriam ser trazidos os sacrifícios de animais. Hoje, perfazem quase 2.000 anos que o povo judeu tem o profundo anseio de ver esse Templo reconstruído.
O “Muro das Lamentações”, a imensa parede de pedras talhadas ao lado oeste do Monte Moriá, é um resquício da majestosa muralha protetora que emoldurava a área do Templo judeu.
Há 2.000 anos, o povo judeu comparece ali para lamentar a perda do seu santuário. É impossível que alguém consiga avaliar quantas lágrimas foram derramadas e quantas orações foram elevadas pela reconstrução do Templo diante daquele muro. Para o Judaísmo, estas pedras são um símbolo da glória perdida e também de esperança para a salvação vindoura.

Reivindicação islâmica

Por outro lado, essa região também desempenha um papel importante para o Islamismo. Desde o Séc. VIII, ou melhor, Séc. VII d.C. até hoje, ali estão a Mesquita de Al-Aksa e o chamado Domo da Rocha (= Mesquita de Omar). Esta área, localizada acima do Muro das Lamentações, com seus dez portões e quatro minaretes é chamada de “O santuário distinto” (árabe: Haram esh-Sharif). Esse lugar ocupa a terceira posição na hierarquia islâmica, ficando abaixo apenas das cidades de peregrinação Meca e Medina, que são Consideradas as mais importantes.
A. Mesquita de Omar; B. Mesquita Al-Aksa; C. Muro das Lamentações

09 dezembro 2017

OS JUDEUS "ROUBARAM" A TERRA DOS PALESTINOS?

Nos dias atuais, o povo judeu está na Terra Prometida graças ao decreto divino e a muito sangue, suor e lágrimas. Apesar da propaganda árabe alegar que os judeus “roubaram” a terra dos palestinos, a verdade dos fatos mostra que os judeus, além de não roubarem a terra, compraram-na legalmente dos proprietários muçulmanos que não davam valor à terra nem a queriam mais. Os turco-otomanos saquearam e pilharam a terra, mas os pioneiros judeus lhe restauraram a vida. A história comprova que aquela terra só floresce e frutifica quando o povo de Deus está de posse dela.
Nos dias atuais, o povo judeu está na Terra Prometida graças ao decreto divino e a muito sangue, suor e lágrimas.
O Império Otomano se estabeleceu no século XIII e sua influência se estendeu sobre a Terra Santa em 1516, quando o Império Turco, sob o comando do sultão Salim al-Yavuz derrotou e expulsou os mamelucos que dominavam aquele território e o Egito desde 1270.[1]
Os otomanos, que apesar de não serem árabes professavam a fé islâmica, dividiram aquele território recentemente anexado ao seu império em quatro sanjaks(termo turco que significa “estandarte” ou “bandeira”).[2] Eram eles: Jerusalém, Gaza, Nablus e Safed. Cadasanjak se constituía numa entidade organizacional, militar, econômica e jurídica.[3] Contudo, aquela terra viveu em estado de miséria sob o governo otomano.
Os primeiros três séculos de domínio otomano isolaram a Palestina da influência externa [...] O sistema tributário otomano foi nocivo e muito contribuiu para que a terra continuasse subdesenvolvida e sua população permanecesse pequena. Quando [o historiador] Alexander W. Kinglake atravessou o rio Jordão nos idos de 1834-1835, utilizou a única ponte que havia sobre o Jordão, uma antiguidade romana que sobreviveu.[4]
No entanto, apesar de toda sorte de privações, um remanescente do povo judeu sempre permaneceu na terra.
Mesmo depois da destruição do Estado judeu pelos romanos, comunidades judaicas continuavam a existir. Vez por outra, todos os governos subseqüentes tentaram eliminar os judeus, porém nenhum deles conseguiu, segundo comprovam vários relatos no decorrer dos séculos. No século XIX, quando iniciaram o atual “retorno” àEretz Yisrael [N. do T.: do hebraico “Terra de Israel”], os sionistas se juntaram aos judeus que nunca deixaram a terra.[5]
Os judeus foram perseguidos impiedosamente pelos turcos e tiveram que pagar tributos conforme índices que equivaliam à extorsão. Em seu extraordinário livro, intitulado From Time Immemorial [i.e., “Desde Tempos Imemoriais”], Joan Peters citou frases de alguns cristãos que visitaram a importante cidade judaica de Safed no século XVII. Eles declararam: “os judeus pagam pelo próprio ar que respiram”.[6] Contudo, a senhora Peters escreveu: “na virada do século, a população judaica aumentara de 8-10 mil (em 1555) para algo entre 20-30 mil habitantes”.[7]
Entretanto, a situação deles era trágica pelo fato de que todos os não-muçulmanos eram oficialmente tolerados (num status de segunda classe denominado dhimmi), mas não eram considerados iguais perante a lei. Desse modo, o povo judeu não tinha direitos nem proteção sob a lei islâmica. E mais, eles estavam sujeitos a pagar tributos exorbitantes, a serem humilhados e, até mesmo, mortos – como a maioria deles foi – pelos cruéis muçulmanos.
Mustafá Kemal Ataturk, o herói nacional da Turquia. Ele fundou a atual República Turca a partir das cinzas do Império Otomano.
Em 1660, por exemplo, os judeus de Safed foram massacrados e a cidade foi destruída, apesar das aviltantes taxas e tributos que o povo judeu pagava. A senhora Peters escreveu que em 1674, “os judeus de Jerusalém foram igualmente empobrecidos pela opressão do regime turco-muçulmano”. Ela citou as seguintes palavras do padre jesuíta Michael Naud: “Eles [i.e., os judeus] preferem ser prisioneiros em Jerusalém a desfrutarem da liberdade que poderiam ter em outro lugar [...] O amor dos judeus pela Terra Santa [...] é inacreditável”.[8]
Um judeu que visitou a terra de Israel em 1847 escreveu o seguinte:
Eles [i.e., o povo judeu] não têm nenhuma proteção e estão à mercê de policiais e paxás (título dos governadores de províncias do Império Otomano) que os tratam do jeito que bem entendem [...] as suas propriedades [i.e., dos judeus] não estão à disposição deles e eles não ousam reclamar de algum dano sofrido por temerem a vingança dos árabes. A vida deles é precária e todos os dias correm o risco de morrer.[9]

Uma “Vastidão Deplorável”

Quando Mark Twain, o famoso escritor e humorista americano, visitou aquela terra em 1869, a descrição que fez da terra, então governada pelos muçulmanos turco-otomanos, estava muito distante de uma “terra que mana leite e mel”:
Nós atravessamos algumas milhas de um território abandonado cujo solo é bastante rico, mas que estava completamente entregue às ervas daninhas – uma vastidão deplorável e silenciosa [...] lagartos cinzentos, que se tornaram os herdeiros das ruínas, dos sepulcros e da desolação, entravam e saíam por entre as rochas ou paravam quietos para tomar sol. Onde a prosperidade reinou e sucumbiu; onde a glória resplandeceu e desvaneceu; onde a beleza habitou e foi embora; onde havia alegria e agora há tristeza; onde o esplendor da vida estava presente, onde silêncio e morte jaziam nos lugares altos, lá esse réptil faz a sua morada e zomba da vaidade humana.[10]
Em outro capítulo, Twain escreveu o seguinte:
Não há um único vilarejo em toda a sua extensão – nada num raio de trinta milhas em qualquer direção. Existem dois ou três agrupamentos de tendas de beduínos, mas não há sequer uma habitação permanente. Uma pessoa pode cavalgar dez milhas pelas redondezas sem conseguir ver dez seres humanos.
Uma das profecias se aplica a essa região: “Assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. Espalhar-vos-ei por entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas” (Lv 26.32-33).
Nenhum ser humano que esteja aqui nas proximidades da deserta Ain Mellahah pode dizer que a profecia não se cumpriu.[11]
De fato, a desobediência do povo de Israel na Antiguidade trouxe desolação. Porém, a terra nem sempre foi assim. A Bíblia descreve a terra dada a Abraão, Isaque e Jacó como “uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Êx 3.8). Deus prometera a Seu povo que eles seriam abençoados na seguinte condição: “Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno...” (Dt 28.1). Além disso, Deus advertiu que a desobediência deles lhes causaria o afastamento da Terra Prometida e que a própria terra ficaria desolada.
Entretanto, Deus também prometeu uma restauração:“Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6).A Palavra de Deus é categórica: a terra de Israel só gerará o fruto recompensador quando o povo que biblicamente lhe faz jus ao título e a quem pertence, estiver de posse dela. Do contrário, ficará sem cultivo, vazia e desolada.
O povo judeu alimenta dentro de si um anseio natural e intenso pela terra de Israel e por Jerusalém, sua amada cidade. O salmista compreendeu esse desejo singular, quase inexplicável, quando escreveu: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita” (Salmo 137.5).
Na realidade, o povo judeu alimenta dentro de si um anseio natural e intenso pela terra de Israel e por Jerusalém, sua amada cidade. O salmista compreendeu esse desejo singular, quase inexplicável, quando escreveu: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita” (Salmo 137.5).
Por outro lado, os conquistadores muçulmanos não tinham nenhum interesse nem amor pela terra que dominavam. A senhora Peters escreveu que embora aquele território tenha se tornado propriedade islâmica, os árabes que lá viviam “não tinham vontade nem experiência no trabalho agrícola; eles não tinham nenhum interesse ‘no trabalho duro’ nem no cultivo do solo”’.[12]
Hal Lindsey, em seu livro intitulado Everlasting Hatred [i.e., “Ódio Perpétuo”], fez a seguinte descrição da Terra Prometida sob o domínio dos turcos-otomanos:
A Terra Santa sofreu mais assolações nos quatrocentos anos de domínio turco-otomano do que nos mil e quinhentos anos anteriores. Por volta do século XIX, o antigo canal e os sistemas de irrigação foram destruídos. A terra estava estéril e cheia de brejos infestados de transmissores de malária. Os morros estavam completamente devastados, sem árvores e sem mata, de modo que toda a camada superior e arável do solo, bem como os terraços, já tinham sofrido erosão, restando somente a camada pedregosa.[13]
As coisas estavam tão ruins que a maioria dos muçulmanos ficou feliz por vender sua terra a qualquer pessoa que pudesse pagar os pesados impostos. Em 1901 foi instituído o Jewish National Fund [i.e., Fundo Nacional Judaico]. Esse fundo começou com a coleta de dinheiro no mundo todo, a fim de comprar a terra que estava nas mãos dos usurpadores muçulmanos e torná-la acessível à população judaica nativa e a muitos imigrantes judeus que quisessem fazer da Palestina – a antiga Terra Prometida – novamente o seu lar.
Golda Meir, que junto com seu marido foi uma das pioneiras a chegar àquela terra em 1921 e que, posteriormente, se tornou primeira-ministra de Israel, escreveu:
As únicas pessoas que talvez pudessem se encarregar do serviço de drenagem da região pantanosa do Emek [i.e., o vale de Jezreel] eram os pioneiros altamente motivados do movimento Sionistas Trabalhistas, que estavam preparados para recuperar a terra a despeito da dificuldade das circunstâncias e apesar do risco para a vida humana. Além do mais, eles estavam prontos a realizar aquela obra por si mesmos, em vez de empreendê-la através da contratação de trabalhadores árabes supervisionados por administradores agrícolas judeus.[14]

A falecida primeira-ministra de Israel, Golda Meir.

“Já estou muito cansada de ouvir alegações de que os judeus ‘roubaram’ a terra dos árabes na Palestina. A verdade dos fatos é bem diferente. Muito dinheiro de boa procedência foi dado em pagamento pela terra e a realidade é que muitos árabes ficaram riquíssimos. Naturalmente houve outras organizações [além do Jewish National Fund (JNF) – “Fundo Nacional Judaico”] e inúmeros indivíduos que também compraram extensões de terra. Entretanto, no ano de 1947, só o JNF – com o dinheiro arrecadado em milhões das famosas ‘caixas azuis’ que se enchiam – já havia comprado mais da metade de todas as propriedades rurais judaicas naquele país. Portanto, acabem ao menos com essa calúnia”. – Golda Meir, no livro My Life.
À medida que o povo judeu continuou na prática do aliyah (i.e, um termo hebraico que significa “subir”; imigração) a Israel, ficou evidente o seu amor pela terra. Eles adquiriram áreas estéreis assoladas e instalaram sistemas de irrigação; roçaram o terreno, retiraram as pedras e fizeram o plantio do solo. Além disso, drenaram vales pantanosos, brejos infestados de mosquitos, e os transformaram em terra fértil cultivada.
Há 40 anos atrás, quando os israelenses começaram a se mudar para a região de Gush Katif na Faixa de Gaza, os árabes lhes disseram que a terra era amaldiçoada e que nada podia ser colhido daquele solo. Contudo, recentemente, quando os israelenses foram obrigados a deixar aquele território em virtude da política governamental de retirada da Faixa de Gaza, eles já tinham transformado Gush Katif no celeiro de cereais de Israel. Na realidade, esses judeus conseguiram fazer ali o que sempre fizeram: levar o deserto a florescer.
Os turco-otomanos muçulmanos deixaram um legado de desolação. Porém, Deus prometera que a terra ficaria desolada até que Seu povo – os filhos de Abraão, Isaque e Jacó – retornassem a ela:
“Portanto, profetiza e dize: Assim diz o SENHORDeus: Visto que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fôsseis possessão do resto das nações e andais em lábios paroleiros e na infâmia do povo [...] Portanto, assim diz o SENHORDeus: Certamente, no fogo do meu zelo, falei contra o resto das nações e contra todo o Edom. Eles se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração e com menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la. Portanto, profetiza sobre a terra de Israel e dize aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que falei no meu zelo e no meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações. Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Levantando eu a mão, jurei que as nações que estão ao redor de vós levem o seu opróbrio sobre si mesmas. Mas vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir” (Ez 36.3,5-8).
Apesar da opinião do mundo acerca de Israel ser predominantemente anti-semita, a Escritura Sagrada é muito clara: o Deus soberano do universo criou os céus e a terra (Gn 1.1). Ele também criou o povo judeu, como uma nação constituída que nunca existira anteriormente. Além disso, Ele prometeu aos judeus um bem imóvel [i.e., um território] que se localiza literalmente no centro do mundo. Israel é uma Terra Prometida a um Povo Escolhido. O relacionamento entre a terra e o povo é simbiótico, ou seja, eles podem existir como entidades distintas, mas somente juntos são capazes de cumprir plenamente tudo o que o Senhor Deus prometeu. (Thomas C. Simcox - Israel My Glory -http://www.beth-shalom.com.br)
Thomas C. Simcox é o diretor de The Friends of Israel no Nordeste dos Estados Unidos.
Notas:
  1. Hal Lindsey, The Everlasting Hatred: The Roots of Jihad, Murrieta, CA: Oracle House, 2002, p. 163.
  2. “Sanjak”, publicado no site http://en.wikipedia.org/wiki/Sanjak
  3. Haim Z’ew Hirschberg, “Israel, Land of: History”, publicado na Encyclopaedia Judaica, edição em CD-ROM, 1997.
  4. “Early History, Palestine History”, publicado no site www.palestinefacts.org
  5. Ibid.
  6. Joan Peters, From Time Immemorial (1984); reimpressão, Chicago: J. Kap Publishing, 1993, p. 178.
  7. Ibid.
  8. Ibid., p. 178-179.
  9. Ibid., p. 190-191.
  10. Mark Twain, Innocents Abroad, Electronic Text Center, Biblioteca da Universidade de Virginia, cap. 47, p. 489.
  11. Twain, cap. 46, p. 485.
  12. Ibid., p. 151.
  13. Lindsey, p. 167.
  14. Golda Meir, My Life, Londres: Futura Publications, 1976, p. 63.

08 dezembro 2017

LIÇÃO 11 - 10/12/2017- " ADOTADOS POR DEUS"

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TEXTO ÁUREO
 
"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor,mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." (Rm 8.15)


VERDADE PRÁTICA

 A obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou ser adotados como filhos amados de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 8.12-17

 
Introdução

A adoção espiritual é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus. Isso significa que deixamos a condição de criaturas, servos e servas do pecado, para viver a condição de filhos libertos que desfrutam dos privilégios da obra de salvação. Embora usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.
"A 'adoção', um termo jurídico, é o ato da graça soberana mediante o qual Deus concede a todos os direitos, privilégios e obrigações da filiação àqueles que aceitam Jesus Cristo. Embora o termo não apareça no Antigo Testamento, a ideia se acha ali (Pv 17.2).
A palavra grega huiothesia, aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Ressalve-se que, ao sermos feitos filhos de Deus, não nos tornamos divinos. A divindade pertence ao único Deus verdadeiro.

A doutrina da adoção, no Novo Testamento, leva-nos, desde a eternidade passada e através do presente, até a eternidade futura (se for apropriada semelhante expressão). Paulo diz que Deus 'nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo' e 'nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo' (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: ´Porque não recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebeste o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho pater]' (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos 'a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo' (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 374).


I - CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

 
Definição etimológica

O dicionário Houaiss (2001, p. 88) diz que adoção é: “ação ou efeito de adotar, de aceitar alguém ou algo; processo legal que consiste no ato de se aceitar espontaneamente como filho, desde que respeitadas as condições jurídicas para tal, aceitação como parte integrante da vida de uma família, aceitação ou admissão do que antes era externo, alheio, estranho ou não era conhecido ou cogitado, ato jurídico que cria relações de paternidade e filiação entre duas pessoas e este ato faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa”.
Humanamente falando, adoção é o processo pelo qual uma criança é trazida e aceita numa família, quando por natureza não tinha direito algum de pertencer àquela família. Esta transação legal traz como resultado, a criança tornar-se um filho; um novo membro da família, com plenos direitos sobre o patrimônio da família que a adotou. A adoção espiritual é baseada neste mesmo princípio, se bem que a adoção divina é infinitamente mais abrangente no seu alcance e finalidade. Depois que o homem, que por natureza é filho da ira, (Ef 2.3) crê em CRISTO, é feito filho de DEUS, e passa a ter os direitos e privilégios inerentes àquela posição: o privilégio da filiação, de ser membro da família de DEUS, e o direito de ser herdeiro de DEUS e co-herdeiro com CRISTO (Rm 8.15-17).

1. O Crente Como Filho de DEUS
O relacionamento filial do crente com DEUS independe do tempo. Não é uma esperança futura, mas um usufruto presente. Quanto a isto escreve o apóstolo João: "Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é" (1 Jo 3.2). Um dos privilégios que goza o filho de DEUS diz respeito à estreita comunhão que ele goza com o seu Pai celestial. Contrastando o relacionamento amoroso e filial que o crente goza com DEUS, com a atitude de um escravo que treme de medo diante do seu senhor, escreve o apóstolo Paulo: "Porque não recebestes o espírito da escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai" (Rm 8.15). A Bíblia ensina o crente a temer a DEUS, mas numa atitude de respeito e reverência, e não de angústia e de medo. O ESPÍRITO de CRISTO libertou o crente do medo servil de ser castigado ou rejeitado por causa do menor erro que pudesse desagradar a seu Senhor. O crente deve saber que é filho e não mero empregado de DEUS. Como filho de DEUS o crente deverá obedecer-lhe; (Mt 5.16Fp 2.152 Co 6.17.18), sujeitar-se à orientação e disciplina do seu Pai; (Rm 8.14,16Hb 12.5,6,12,13) ir à presença do Pai livre e desimpedidamente, tantas vezes deseje (Ef 2.18Mt 6.31,32Fp 4.19).