
Comissão acredita que celibato
é uma das causas dos estupros
é uma das causas dos estupros
Depois
de cinco anos de investigação, a Comissão Real da Austrália que apura abusos
sexuais infantis está recomendando que a Igreja Católica derrube a
obrigatoriedade do celibato para seus clérigos, uma vez que tal condição pode
aumentar os riscos, notou um relatório divulgado nesta sexta-feira, 15 de
dezembro de 2017.
Uma
das maiores apurações sobre o tema já vistas no mundo, a averiguação durou
cinco anos e resultou em um documento de 17 volumes e 189 recomendações de
ações para o governo e instituições religiosas.
A
investigação não focou apenas na Igreja Católica e incluiu outras entidades
religiosas, abrigos para menores e escolas.
Agora,
foram entrevistadas 7 mil vítimas e 61,4% daqueles que foram abusados em uma
instituição religiosa citaram que o caso ocorreu na Igreja Católica. 64,3% dos
entrevistados eram homens e mais da metade tinha entre 10 e 14 anos de idade
quando os crimes aconteceram. 93,8% foram abusados por homens e 83,8% foram
vítimas de adultos. Constatou-se, ainda que a duração média dos abusos foi de
2,2 anos.
Além
da medida relacionada ao celibato, há, ainda, a sugestão para uma lei que torne
obrigatório que clérigos reportem às autoridades os casos de abusos sexuais
infantis relatados durante confissões.
Sugere
também que a Santa Sé passe a considerar esse tipo de violência um crime à luz
do Direito Canônico.
O
arcebispo de Sydney, Anthony Fisher, disse em entrevista à rede de notícias
CNN, que a sugestão de fim do celibato obrigatório é uma “distração”, já que
isso não necessariamente impactaria no fim dos abusos.
http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-12-15-Australia-quer-celibato-voluntario-de-padres-para-combater-a-pedofilia
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