01 agosto 2011

O massacre da serra elétrica


A cara da violência
É mais conhecida do que você pensa!
É o menino que morre arrastado no rio,
Outro que vive tremendo de frio.

É a capa do mês da Playboy,

É a outra que chora enquanto o olho roxo dói.
A violência é o morro, a rua, o vale da sombra e da morte.
É um tiro, um soco, um xingo, um ato, um fato, um corte.

Violência gera violência...

E a única regra do jogo, é a sobrevivência.
A bala perdida que sempre encontra um jeito
De eliminar alguns sonhos, na cabeça ou no peito.

A fome é violenta, o desemprego é brutal,

No entanto, violência é mais que injustiça social.
Violência é o futebol, o Rock and Roll, o carnaval...
O ópio de um povo embriagado, que troca com prazer o bem pelo mal.

O hospital lotado, o estomago vazio;

O tráfico de mulheres, crianças, pretos, pobres e drogas nas ruas do Rio.
Abuso sexual de crianças pelos próprios pais,
Mais um adolescente morto num choque entre gangues rivais.

Violência é morrer, violência é viver sem esperança.

Morrer na fila e ser enterrado na vala comum da irrelevância.
A violência é o show do pecado!
Ignorado, venerado, desculpado, noticiado, interpretado, televisionado.
Para ruminar vida afora:
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o desígnio do seu coração... A terra estava corrompida diante de Deus e cheia de violência.” Gênesis 6:5,11

 Mário Machado

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