No dia 25 de setembro é comemorado o Dia do Rádio. A data foi escolhida em comemoração do aniversário de Roquete Pinto, considerado “Pai do Rádio Brasileiro”. Em 1923, Roquete inaugurou a primeira rádio do Brasil, a Sociedade do Rio de Janeiro. Vale lembrar que a primeira transmissão de rádio no país já havia ocorrido no dia 7 de setembro de 1922, para um discurso de Epitácio Pessoa, na época presidente do Brasil.
Segundo fontes histórias o inventor do rádio foi Guglielmo Marconi, com a criação do “telégrafo sem fio” em 1896. A invenção do italiano proporcionou o desenvolvimento do rádio que conhecemos hoje. Porém é de conhecimento nacional que o rádio poderia ter nascido no Brasil, em 1894, nas mãos de Roberto Landell de Moura, com o desenvolvimento de um aparelho semelhante ao telégrafo de Marconi, transmitindo e receptando sinais em São Paulo, mais precisamente da Avenida Paulista até o bairro de Santana (Zona Norte).
Informações dão conta que somente em 1900 Landell conseguiu mostrar publicamente o seu invento, dando brecha para que Marconi ficasse conhecido como inventor do rádio.

O rádio tinha apenas dois
meses de idade. A empresa Westinghouse, em Pittsburgh, foi a pioneira na
utilização desse meio de comunicação, quando anunciou os resultados das
eleições de 1920 em uma emissora que utilizava o prefixo kdka. Os primeiros
ouvintes usavam aparelhos primitivos, feitos em casa, mas, agora, a
Westinghouse vendia um grande número de aparelhos de rádio já prontos — e os
compradores precisavam ter programas para ouvir. Diante da busca frenética por
programas, aquela estação de rádio decidiu transmitir o culto de uma igreja.
Um dos engenheiros da
Westinghouse era membro do coro da Igreja Episcopal do Calvário, em Pittsburgh.
Desse modo, foram feitos acertos para transmitir um culto daquela igreja no
primeiro domingo de 1921. O ministro-principal, bastante cético, deixou o culto
a cargo de seu ministro auxiliar, Lewis B. Whittemore. Dois engenheiros da kdka
— um católico e um judeu — operaram o equipamento. Eles vestiram as mesmas
becas do coro para que sua presença na plataforma não distraísse a congregação.
A resposta à transmissão foi tão positiva que o culto se tornou um programa
regular da kdka.
Na área de Chicago, o
pregador Paul Rader levou um quarteto de metais para um “estúdio” no telhado de
uma casa, composto de uma grande caixa de madeira com um buraco em um dos lados.
“Aprontem-se e apontem seus instrumentos para este buraco aqui”, disse o
técnico. “Quando eu der o sinal para tocar, vocês tocam.”
Ele colocou o microfone de
um aparelho telefônico antigo pelo buraco e disse: “Toquem!”. O quarteto tocou.
Rader pregou. A resposta favorável levou Rader a procurar outras estações de
rádio da área de Chicago. Percebendo que a rádio wbbm de Chicago fechava todos
os domingos, ele deu um jeito para conseguir usar seus estúdios naquele dia.
Por catorze horas, todos os domingos, Rader conduzia sua estação de rádio
semanal, chamada wibt, Where Jesus blesses thousands [Onde Jesus
abençoa milhares].
Assim como ocorreu com
muitos outros avanços tecnológicos, muitos cristãos evangélicos temiam a
introdução do rádio. Além do mais, Satanás não era o “o príncipe das potestades
do ar”? A maioria dos pregadores pioneiros do rádio enfrentou mais oposição
vinda da própria igreja do que da sociedade secular.
Na cidade de Omaha, no
Estado norte-americano de Nebraska, a rádio woaw (mais tarde conhecida por wow)
começou a transmitir em abril de 1923. A estação foi desprezada por diversos
pregadores, até que pediram a R. R. Brown, ministro da Aliança Cristã
Missionária, novo na cidade, que assumisse a programação da Rádio. Brown pediu
conselho a um amigo. Este lhe disse que estava orando para que Deus “concedesse
autoridade” sobre essa nova (e potencialmente mundana) estação de rádio. Seria
Brown aquele que exerceria essa autoridade?
Brown concordou em fazer
apenas o primeiro programa, mas, ao deixar o estúdio depois da transmissão, um
homem se encontrou com ele, afirmando que fora convencido pelo Espírito Santo e
que se convertera pela transmissão do programa. Brown gritou: “Aleluia! A unção
pode ser transmitida!”.
Em Chicago, a wges
preparava uma transmissão remota da Exposição de Produtos de Illinois em 1925.
Estavam prontos para entrar no ar, mas os músicos ainda não haviam chegado. Por
acaso, um dos funcionários da estação ouvira dois estudantes tocando cometas no
estande do Instituto Bíblico Moody e correram para eles a fim de “pedir o
serviço deles emprestado”. Alguns dias depois, a estação de rádio convidou o
Instituto Bíblico Moody para realizar um programa de uma hora todos os
domingos. Isso acabou por levar à criação da própria estação de rádio do
Instituto, chamada wmbi.
Em 1928, Donald Grey
Barnhou-se tornou-se o primeiro pregador de rádio a comprar um horário em rede
nacional, transmitindo seu programa pela cbs a partir da Décima Igreja
Presbiteriana da Filadélfia. Em 1930, Clarence Jones e Reuben Larson lançaram a
primeira estação de rádio missionária, a hcjb, na cidade de Quito, Equador, e
essa foi a primeira estação de rádio daquele país.
Durante a grande moda do
rádio no meio da década de 1920, muitas igrejas e ministérios começaram a fazer
transmissões. Em 1928, havia sessenta estações de rádio de cunho religioso.
Nesse momento, a comissão federal de rádio instituiu novas regras, padronizando
freqüências e eliminando muita confusão. As regulamentações extinguiram as
rádios menores, mas ajudaram as que estavam mais bem aparelhadas. Em 1932,
apenas trinta estações de rádio religiosas ainda operavam. Contudo, na segunda
metade do século, a mídia cristã cresceu bastante. Líderes como Billy Gra-ham,
Rex Humbard, Oral Roberts e Pat Robertson, sem falar do bispo Fulton Sheen,
abriram o caminho para a televisão nas décadas de 1950 e 1960. O rádio e a
televisão desempenharam um papel muito importante no ressurgimento do
fundamentalismo no final da década de 1970.
O envolvimento dos
cristãos com o rádio, na década de 1920, revelou um pouco da esquizofrenia do
fundamentalismo americano. “Separação” era a palavra em voga. Pregadores
fundamentalistas, como Billy Sunday, pediam a seus ouvintes que evitassem o
“mundanismo” em todas as suas formas. Os fundamentalistas também foram os que
preservaram um evangelho expansivo. Para serem verdadeiros com ele, precisavam
levar a palavra aos outros. Para isso, era necessário usar todos os meios
disponíveis — inclusive as ondas de rádio — para pregar sobre Jesus. Desse
modo, o surgimento das rádios cristãs foi o acontecimento precursor dos
movimentos evangélicos das décadas de 1930 e 1940, nos quais o ímpeto
evangelístico começou a suavizar a abordagem radical dos separatistas.
Conforme as emissoras de
televisão cristãs se expandiam a partir das rádios cristãs, a transmissão
religiosa tornou-se um grande negócio. Nos eua, o encantamento da televisão
capturara o público em geral, de modo que ela se tornou a maior fonte de
entretenimento — ou de inatividade — para a maioria das pessoas. Os cristãos
também foram cativados por sua mística. Pregadores empreendedores construíram
grandes organizações e instituições (parques de diversão, universidades,
catedrais de cristal) como base para seus ministérios televisivos. Eles procuravam
firmar uma forte presença política nos anos de 1980, em que um deles, Pat
Ro-bertson, chegou até mesmo a concorrer à presidência dos EUA.
Os ministérios religiosos
televisivos alcançavam apenas uma pequena fração do público americano. Os
analistas de audiência das transmissões seculares sempre souberam disso e nunca
encararam a programação religiosa como ameaça suficientemente forte para tirar
sua audiência. Os cristãos, no entanto, ficaram enamorados com a idéia de que
ao menos estavam presentes no poderoso mundo da televisão e, no final da década
de 1980, subsidiavam a transmissão de programas religiosos a um custo de 2
bilhões de dólares por ano nos EUA.
Infelizmente, escândalos morais envolvendo
dois dos maiores ministérios atingiram a “grande audiência”, cuja repercussão
foi muito maior do que aquela que os programas religiosos alcançaram. Assim
como a televisão mudou a maneira de os americanos elegerem os políticos durante
as décadas de 1970 e 1980, a religião televisiva sem dúvida influenciou, de
forma decisiva, a percepção pública da natureza e do significado do
cristianismo. É muito cedo para realmente sabermos de que maneira a programação
religiosa da televisão atingiu a igreja durante esse período, mas será
importante descobrir isso.
HISTÓRIA
DO RÁDIO EVANGÉLICO NO BRASIL
A trajetória do rádio
evangélico no Brasil é marcada por aventuras e emoções, acompanhada com o
crescimento e até o surgimento das igrejas, que agora já investem em outros
meios de comunicação de massa, ampliando, assim as “suas áreas de domínio”.
Guglielmo Marconi,
inventor do rádio, declarou a um grupo de religiosos americanos que o rádio era
uma invenção que Deus tinha propiciado a igreja. Daí, concluímos duas verdades
importantes: Marconi não esconde o seu lado religioso (herança de seu pai), e
nessa afirmação, está implícita a missão evangelística da igreja no rádio (Mc
16.15).
O PRIMEIRO PROGRAMA
DO RÁDIO EVANGÉLICO
Segundo Elvis Tavares, o
primeiro programa evangélico de rádio no Brasil, estreou no dia 26 de março de
1929, na Rádio Club do Brasil, quando o Reverendo Rodolfo Hasse(foto acima), da Igreja
Presbiteriana apresentou o seu programa semanal de 30 minutos. Já a Igreja
Adventista do Sétimo Dia afirma que o pioneiro foi o Pastor Roberto Mendes
Rabelo (foto abaixo), que após um teste vocal, em 1943, foi eleito o orador
principal do programa “A Voz da Profecia”, que na época era produzido nos
Estados Unidos, 52 programas para serem apresentados semanalmente durante um
ano. E no dia 23 de setembro de 1943, 17 rádios brasileiras retransmitiram “a
Voz da Profecia”. O fato foi comprovado em 1984, pela Revista veja em homenagem
aos 40 anos do programa.
Atualmente, o pastor
Fernando Iglesias Martins apresenta o programa desde 2007, sucedendo Roberto
Mendes, que faleceu em 16 de agosto de 1996, em Curitiba, Paraná.
Afinal é quase incerto o
pioneirismo do rádio gospel; só abemos que este veículo foi fundamental para a
pregação do evangelho.
O RÁDIO
PENTECOSTAL, UMA BATIDA DIFERENTE!
Nas Assembleias de Deus a
discussão sobre a licitude do rádio para fins evangelísticos iniciou com o
missionário sueco Albert Wedmer, na Convenção geral de 1937, no Estado de São
Paulo. Finalmente aprovaram o uso do rádio para estes fins, mas, quanto ao
crente tê-lo em casa, foi proibido para evitar que alguém o supervalorizasse,
deixando de congregar-se ao ouvir músicas e programações seculares. Quem
procedesse dessa forma podia até ser excluído da igreja.
No ano seguinte à
Convenção, chega o missionário Nils Lawrence Olson (imagem abaixo) trazendo uma
vasta experiência radiofônica dos Estados unidos, quando pastoreava na cidade
de Portage, Estado de Wisconsin. Aqui no Brasil ele lança o seu primeiro
programa, em Minas Gerais, na Rádio Cultura de Lavras. No dia 2 de janeiro de
1955, Olson lança o programa “Voz das Assembleias de Deus”, na Rádio Tamoio.
Todo o Brasil ouvia Lawrence Olson. Os crentes mais antigos ainda colecionam os
seus LPs, como por exemplo, “O dia mais longo da história”. A “voz das
Assembleias de Deus” foi essencial na evangelização do Brasil.
Em janeiro de 1956, a Igreja Pentecostal O
Brasil para Cristo inicia as suas atividades radiofônicas por meio de seu
fundador Mis. Manoel de Mello(foto abaixo), quando criou a “A voz do Brasil para Cristo”,
apresentado em São Paulo pela Rádio Piratininga. Este apresentador
diferenciava-se de Lawrence Olson por criticar o Catolicismo Romano, algo que
permanece até hoje no rádio evangélico!
Com os despertamentos
espirituais que “sacudiu” o Brasil nos anos 60, o zelo evangelístico marcou
fortemente as igrejas avivadas. Nesse tempo, o Pr. José Rêgo do Nascimento(foto abaixo) e Rosalee
Aplebby estrearam “Renovação espiritual”, pela Igreja Batista da Lagoinha, na
Rádio Guarani, em Belo Horizonte. Na mesma década, Harold Willians(segunda foto abaixo) apresenta
“Visita ao seu lar”, pela Rádio Difusora, São Paulo. Este foi o primeiro
programa radiofônico da Igreja Quadrangular, que naquela época tinha por nome original Cruzada Nacional de Evangelização.
Em 1961, entra no ar
“Renovação Espiritual” de Eneás Tognini(foto abaixo ao microfone), pela Rádio América, São Paulo. Este
foi um dos mais bem sucedidos locutores, haja vista a expansão do seu trabalho
em rádios, como: Copacabana, Piratininga, Gazeta de São Paulo, dentre outras.
Ainda na década de 60
entra no ar “A voz da Nova Vida”, por Roberto MacAlister(foto abaixo), em 01 de agosto de
1960, pela Rádio Copacabana. Segundo Isael de Araújo, os programas eram
produzidos no estúdio da sua própria casa; num quarto coberto por panos e
lençóis, para minimizar o barulho. O estúdio contava com dois gravadores Ampex
e um toca-discos. Para gravar um programa de 15 minutos MacAlister gastava, em
média, 8 horas.
Nessa época, a Igreja Pentecostal Nova Vida comprou a Rádio
Relógio, que atualmente é propriedade exclusiva da Igreja Internacional da
Graça de Deus.
Os registros de Isael de
Araújo informam que a Igreja Pentecostal Deus é Amor investe em rádio desde a
sua fundação (1964), quando lançou “Voz da Libertação”, apresentado por David
Miranda. Tudo era feito em São Paulo e retransmitido em dezenas de rádios do
Brasil e até no exterior.
Como nas outras igrejas, o
rádio exerceu grande importância para a igreja Universal do Reino de Deus. A
Universal comprava horários em várias emissoras e o seu primeiro programa
durava apenas 15 minutos, na Rádio Copacabana. Esta rádio, como você já
observou, transmitiu muitos programas evangélicos de várias denominações,
apesar de não ser evangélica. Atualmente a Copacabana faz parte do grupo da
Universal, desde 1984. No ano de 1995, a IURD criou a Rede Aleluia, com 19
afiliadas, cobrindo 75% de todo o território nacional, sendo a maior rede de
rádios evangélicas do Brasil.
Como já sabemos a Igreja
Internacional da Graça de Deus adquiriu a Rádio Relógio e apartir daí montou a
“Nossa Rádio FM”. A Igreja Evangélica Cristo Vive está no ar desde 1985 e
mantinha o programa “Posso Crer no Amanhã”, na Radio Bandeirantes e na Rádio
Metropolitana.
Portanto queridos
internautas, a história do rádio gospel está intimamente ligada com a história
das diversas denominações do Brasil. Há 14 anos O Estado de São Paulo informou
que 20% das rádios brasileiras estavam nas mãos de evangélicos. Com o advento
da Internet o rádio evangélico não ficou para traz. Pelo contrário ele já
acompanha o crescimento tecnológico e nunca cai de moda. Continua sendo o meio
mais acessível na Pregação das boas-novas. As igrejas investem nas rádios-web,
como por exemplo, a Rádio CPAD.
O próximo passo das igrejas evangélicas é o
Rádio Digital. Enquanto isso cabe a nós orarmos para que Deus abra as portas e
assim cumpriremos o “Ide” de Jesus(Mc 16.15).
Extraído
do Livro: Os 100 acontecimentos mais importantes da história
cristã





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