19 dezembro 2011

Precisamos voltar ao Evangelho puro e simples no Festival Promessas da Rede Globo

É com muita tristeza de acabo de assistir à edição do Festival Promessas, evento patrocinado pela Rede Globo e que contou com a presença de vários artistas (pois só “louvam” cobrando cachê) e pastores gospel. Quem assistiu ao vivo, no Aterro do Flamengo (RJ), ouviu alguns pastores pregando durante os intervalos dos shows. Na edição da tv, isso foi cortado, afinal não dá audiência.
O que sobrou para o público da tv foi os artistas gospel cantando seus sucessos, apresentados pelo Serginho Groisman. Tudo bonitinho, mas será que foi para Deus?
A reportagem que saiu hoje no jornal Folha de São Paulo, replicada pelo Pavablog (http://www.pavablog.com/2011/12/18/a-festa-e-sua-hoje-e-um-novo-dia-de-um-novo-tempo-que-comecou-para-a-globo-e-os-evangelicos/) nos dá uma pista sobre os propósitos disso tudo, se é que alguém ainda não desconfiou.
Na reportagem, fica claro que esse festival gospel só existiu porque a Rede Globo está a cada dia perdendo audiência, precisando assim repor os telespectadores perdidos. Por outro lado, os que se dizem evangélicos estão em pleno crescimento, sendo hoje cerca de 20% da população. Assim, da mesma forma que houve a onda dos pagodeiros, a onda dos sertanejos, a onda do É o Tchan, a onda dos funkeiros, agora é preciso uma nova onda: a onda da música gospel.
Essa onda gospel está sendo testada há algum tempo. O mega-sucesso Faz um Milagre em Mim, do Regis Danese, estourou há algum tempo atrás em todo o país, sendo tocado também nas versões pagode, sertanejo e forró. Antes dele, o tal do Restitui. Esses sucessos mostraram que há um grande público ávido por músicas que falem de transformação pessoal, vitória, restituição e afins, e é claro que a Rede Globo viu aí um belo nicho de mercado a ser explorado.
Tudo bem, escolhido que a nova onda musical seria a evangélica, um problema: como se achegar a esse público, já que a Globo por anos foi considerada uma inimiga, também contribuindo para isso ao fazer minisséries sobre pastores corruptos, ou colocar uma personagem crente santinha-do-pau-oco numa novela das nove? Aí entra o Silas Malafaia.
O pr. Malafaia há tempos quer entrar na Globo. Seu grande sonho – e ele discorre sobre isso em alguns dos seus programas – é de ter um horário na Vênus Platinada. Daí a aceitar um convite da Globo para uma reunião, foi um pulinho. Nessa reunião, segundo a reportagem da Folha, o Malafaia sugeriu à Globo o tal Festival Promessas, como forma de se aproximar do público evangélico. A idéia foi aceita, mas como tudo precisa ser preparado, subliminarmente a Globo passou, nesse ano, a apresentar reportagens sobre eventos evangélicos (como as Marchas para Jesus) e a mostrar trabalhos sociais de algumas denominações, entre as quais os do Malafaia.
Missão dada, missão cumprida. E missão culminada hoje, onde no final do programa gospel global tivemos a triste surpresa de ver o Malafaia anunciando uma bíblia, editada pela Central Gospel. Isso na Rede Globo!!!
Enfim, já não são mais necessárias mensagens subliminares. Literalmente falando, o Malafaia fez comércio da Palavra de Deus na chamada Vênus Platinada. Quem tiver olhos para ver, que veja.
Engana-se completamente quem crê que o acordo Rede Globo x Evangélicos será para que o Brasil se torne do Senhor Jesus. Na verdade, não passa de mais uma artimanha daquela que levanta e derruba quem ela quer aqui no Brasil. Essa emissora sugou ao máximo os pagodeiros, os sertanejos, os grupos de axé, os funkeiros, e fará o mesmo com os gospel, e após ninguém mais aguentar ouvir esse tipo de música o fará com outros estilos musicais. Não tem nada de bom nessa parceria, a não ser para os próprios cantores, que lucrarão horrores com a venda dos cd’s e shows pelo Brasil. Fora isso, nada de novo debaixo do sol. O Brasil continuará uma terra de desigualdades, a maioria dos evangélicos continuará indo nos domingos na igreja para pedir restituição e vitória financeira, sem se importar com o próximo ao lado. Enfim, o Império Global não será de forma nenhuma afetado. Ao contrário, pela Som Livre, a Rede Globo poderá controlar mais proximamente os tais gospel.
Quem tem olhos de ver, que veja. A Bíblia já nos alertava que no fim seria assim, que nos conformaríamos com o mundo, que o amor de muitos esfriaria, que cometeríamos apostasia. Mas a Palavra de Deus também dá um alento de esperança: um pequeno remanescente não se dobrará aos deuses desse mundo (Mamom, Vênus, Belial, etc), e sofrerá perseguições por amor a Jesus Cristo.
Que venham as perseguições, para a honra e glória de Deus.

VIA GRITOS DE ALERTA
 

4 Razões porque eu não assisti o festival Promessas da Rede Globo

"Aleluia! Chegamos lá!", "Que Bênção, o Brasil todo está vendo a música gospel na tela da Globo"," Aha, Uhu, a Globo é nossa!"

Pois é, essas são algumas frases que recebi de irmãos em Cristo sobre o Festival Promessas, promovido pela Rede Globo de Televisão.  Ao contrário destes e de milhares de evangélicos deste país, eu não vejo esse evento com bons olhos. Na verdade, a impressão que tenho sobre este festival é a pior possível. 

Ora, vamos combinar uma coisa? É ingenuidade da nossa parte achar que a Vênus Platinada, resolveu alegremente privilegiar a música evangélica brasileira, não é verdade? É claro que os interesses globais estão bem além dos ritmos e melodias entoadas pelos cantores evangélicos tupiniquins.

Isto posto enumero dentre muitas, pelo menos 04 razões pelas quais eu não assisti o Festival promessas:

1- A motivação da Rede Globo de televisão é exclusivamente financeira. É sabido que os evangélicos são os que menos pirateiam CDS e DVDS. Um publico deste tipo é interessantíssimo, o que contribui para o desejo platinado de adentrar em um mercado tão promissor.

2- A briga com a Record. A Globo nitidamente resolveu polarizar com a Rede Record tentando trazer para o seu lado milhões de evangélicos decepcionados com a TV de Edir Macedo. Na verdade, o objetivo final da emissora carioca é  audiência, dinheiro  e novos negócios além é claro de esvaziar a audiência da concorrente.

3- O famigerado show business evangélico. Os shows evangélicos afrontam o nome de Deus. Em nome de um cristianismo tosco, cantores comercializam a fé fazendo da adoração ao Senhor um grande e bom negócio.

4- A industria do entretenimento gospel. Em nenhum momento nós vemos nas Escrituras qualquer tipo de mandamento ou instrução por parte do Senhor de que a Igreja deveria promover entretenimento. A igreja foi chamada para glorificar a Cristo e pregar o Evangelho da Salvação Eterna. Ao fazer de Deus seu instrumento de lazer e descontração, a igreja peca contra o sétimo mandamento tomando o nome do Senhor em vão.

Pense nisso!
Renato Vargens

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