Lição 12: As Conseqüências do Jugo Desigual
18 de Dezembro de 2011
TEXTO ÁUREO
“Não vos prendias a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14). – O termo ‘comunhão’ (Gr koinonia), significa ‘compartilhamento’, ‘uniformidade’, ‘associação próxima’, ‘parceria’, ‘participação’. Quando essa Koinonia é fruto do Espírito Santo, o individuo compartilha o vínculo comum e íntimo de companheirismo com os demais crentes. Já o termo ‘trevas’, do Gg ‘skotos’, é utilizado para traduzir a escuridão física, bem como a escuridão espiritual, moral e intelectual. As trevas surgem do erro, da ignorância, da desobediência, da cegueira voluntária e da rebelião. Nesse versículo, Paulo ratifica seu ensino anterior para que os crentes evitem toda sorte de associações com idolatria e qualquer união comprometedora com infiéis (veja 1Co 10.1 a 11.1).
VERDADE PRÁTICA
O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Neemias 13.23-29.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
· Conscientizar se de que o casamento é uma instituição divina;
· Compreender que Deus não aprova o casamento misto; e
· Entender que o jugo desigual acarreta pesadas conseqüências
PALAVRA CHAVE
Casamento: União voluntária de um homem e uma mulher.
COMENTÁRIO
(I. Introdução)
O que é o casamento? O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa define o termo como “Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais”, bem como o termo equivalente ‘Matrimônio’ como “União legítima entre duas pessoas, legalizada com as cerimônias e formalidades religiosas ou civis para constituir uma família”. Gênesis 2.18: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele..” O Matrimônio não é um produto cultural humano. Foi o próprio Deus quem ajuntou o homem e a mulher mesmo antes da existência do pecado (Gn 2.21,22; 1Co 7.7; 1Tm 4.3). Se podemos concluir que o casamento é uma instituição de Deus não devemos tratá-lo como se fosse do homem usando a sabedoria do homem para o melhorar, manipular ou regulamentar. Deus tem dado a Sua palavra sobre o assunto e é essa que queremos e devemos seguir: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). De uma forma geral, tanto o homem quanto a mulher possuem uma necessidade nata de ter um ao outro e nessa união glorificar a Deus. Quando essa união não acontece, o que há é um vazio e solidão. Deus mesmo testificou que “não é bom que o homem esteja só”. Por este motivo criou Deus essa instituição que, apesar da perseguição e oposição, permanece firme. Hoje, temos a oportunidade de aprendermos mais sobre o casamento e também sobre como as uniões mistas podem ser prejudiciais. Boa aula!
I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A natureza do casamento. O casamento foi instituído por Deus com o objetivo de proporcionar felicidade ao homem e a mulher. Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, macho e fêmea, e também instituiu o casamento. São estas as palavras ditas pelo Eterno: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). Nesse texto encontramos três princípios que norteiam o casamento: (a). Heterossexual - um homem unindo-se à sua mulher; Não há, em termos bíblicos, legitimidade para a relação homossexual, ela está em desordem com o propósito de Deus; (b). Monogâmico - o homem deve deixar pai e mãe para unir-se à sua mulher; não há legitimidade à prática da poligamia ou da poliandria; (c). Monossomático - os dois tornam-se uma só carne; é no casamento que se pode desfrutar da relação sexual com alegria, santidade e fidelidade. Não há outra ‘receita’ para um casamento feliz, esses princípios estabelecidos por Deus, se aplicados, fará do matrimônio a base da sociedade. Curiosamente, a poligamia não era comum nos tempos bíblicos, embora fosse permitido o casamento com mais de uma mulher ao mesmo tempo, como quando Jacó casou-se com Lia e Raquel e teve relações sexuais com as servas delas. Uma razão era que o marido tinha de ser muito rico para sustentar mais de uma mulher. A realeza era mais tendenciosa à poligamia; Davi tinha várias, inclusive Mical, Abigail e Bate Seba, e Salomão teve um número ainda maior durante o período mais próspero do seu reinado. Levítico 21.13,14 proíbe o sumo sacerdote de ter várias esposas, também há outros vultos importantes do Antigo Testamento que foram monógamas: Noé, José [1].
2. Casamentos proibidos. Os casamentos eram arranjados, se possível dentro da mesma família (Gn 24.3,4), as vezes acontecia com membros de outros clãs (Gn 41.45; Rt 1.4), geralmente por razões políticas (1Rs 11.1; 16.1,3), mas nunca era aprovado por motivos religiosos que sempre contaminavam todo o povo (1Rs 11.4). Temos registros de proibição de casamentos com membros familiares muito próximos em Levíticos 18.6-18. Israel estava proibido de entrar em qualquer tipo de sociedade com as nações da terra – sete estados pequenos, juntos eram mais populosos e poderosos do que Israel (Dt 7.1). Havia razões para essa proibição: as esposas pagãs acabariam levando o povo de Deus à idolatria, fato tristemente observado na vida de Salomão, justo o homem mais rico e sábio, através de suas muitas esposas, tornou-se seguidor de Astarote, a deus Cananéia da fertilidade cujo culto envolvia ritos sexuais e astrologia. Também seguiu a Milcom e Moloque, cujos cultos envolvia sacrifícios humanos, particularmente de crianças (veja 1Rs 11.1-7). Não basta sabedoria, mesmo que sobrenaturalmente concedida, devemos, acima de tudo, ser obedientes!
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Os israelitas receberam a ordem divina de não se misturar com os cananeus.
II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS
1. A constatação do erro. Deus havia ordenado a extinção das nações pagãs que ocupavam a terra de Canaã quando Israel conquistou seus limites – “Deuteronômio 7.2 usa um verbo derivado do termo hebraico herem – ‘Totalmente destruirás’. Tal ação pode nos parecer impiedosa, mas Deus certamente agiu soberanamente e visou prevenir Israel de pôr em risco o seu relacionamento de aliança com o Eterno” [2]. Israel era uma nação santa, separada para um relacionamento com Deus. Essa escolha recai na soberania divina e sua essência permanece um mistério. O sucesso desse relacionamento baseava-se na conservação dessa aliança que por sua vez, dependia da separação total daqueles povos pagãos. Não obstante isso, o povo que regressou com Neemias, mesmo depois daquele reavivamento, arrependimento e concerto com Deus, voltou a incorrer no mesmo erro que Salomão: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (Ne 13.23).
2. As consequências do casamento misto. “Na época de Neemias, era necessário que o pecado fosse claramente identificado e que o povo de Deus fosse mantido rigorosamente separado da influência das nações pagãs daquela época. Só assim o plano redentor de Deus poderia ser executado em seu devido tempo, e todos os povos do mundo teriam a oportunidade de receber os benefícios da salvação. Apesar da grande reforma feita por Esdras, a respeito de alianças matrimoniais com nações estrangeiras, e, apesar do pacto que havia sido recentemente ratificado no qual o povo havia prometido abster-se desse costume, Neemias descobriu ao voltar de Susã que muitos judeus da comunidade haviam novamente voltado à pratica de se casar com mulheres (pagãs) estranhas. Mulheres estranhas seriam ‘esposas estrangeiras’. Como consequência, as crianças seriam criadas em lares judeus que não falavam a língua de seus pais. Nesta questão, até a família do sumo sacerdote Eliasibe havia desobedecido à lei de Moisés. Eliasibe estava ligado, por casamento, a Tobias [...]. Mas, o que era pior, um de seus netos, que estava na sua linhagem de sucessão, havia se casado com a filha de Sambalate, o maior inimigo dos judeus desse período” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. II, 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.535) [3]. Uma drástica conseqüência de casamentos mistos é a influência negativa que os filhos dessa união terão. No caso dos judeus que voltaram do exílio, “seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo” (Ne 13.24). Certamente há uma inclinação em nossa natureza que é tendenciosa ao pecado, e a maior influência na educação dos filhos de uma união mista, como se vê nesse caso das mulheres asdoditas, é exercida pela parte infiel/pagã.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Por causa do casamento misto as famílias judaicas passaram a enfrentar problemas.
III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO
1. O jugo desigual. Deus enxerga o casamento como a união de duas pessoas que se tornam uma só. Não há possibilidade de juntar opostos harmoniosamente. Disso fala Paulo em 2Co 6.14 ao expor as alianças mistas – casamentos, associações de negócios impróprios ou relacionamentos com pagãos idólatras. Alguns intérpretes entendem que Paulo tinha em mente a associação com falsos apóstolos e profetas, a quem ele considerava responsáveis pela recente divisão de seu relacionamento com a Igreja de Corinto (2Co 11.13-15). Qual tenha sido o pensamento de Paulo, isso nos mostra que o jugo desigual se aplica não apenas ao matrimônio, mas a toda sorte de união com descrentes e inclusive falsos crentes. Casamento é tomado como figura da união entre Cristo e a Igreja, por isso mesmo a escolha de cônjuges torna-se muito importante, visto que cada um irá identificar-se com o outro em sua união. Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. Deus advertiu com freqüência o povo sobre o perigo do jugo desigual por causa da tendência disso resultar em comprometimentos perigosos e por fim, no abandono do compromisso com o Senhor. Malaquias alerta especificamente sobre o perigo dos casamentos mistos (Ml 2.11). Os crentes da Nova Aliança são advertidos a não contrair aliança com pessoas de outra fé (1Co 7.39; 2Co 6.14). Casamentos assim são freqüentemente problemáticos, causam dores à parte crente, e têm a tendência de fracassar quando os dois cônjuges estão firmes em suas respectivas crenças. Da mesma maneira, aqueles crentes que se acham ligados a descrentes pelo matrimônio, o Novo Testamento tem princípios norteadores (1Co 7.12-16; 1Pe 3.1-2). O crente nessa situação deve agir com muita sabedoria, respeitando a crença do seu cônjuge e ao mesmo tempo, aplicando-se ainda mais a sua fé. Quanto à educação dos filhos que nascerem, deve haver um acordo sobre como irão ensinar espiritualmente seus filhos. Muita dor e sofrimento poderiam ser evitados se formos obedientes ao Senhor.
2. As consequências do jugo desigual. Aqueles crentes que contraíram matrimônio com pessoas não crentes devem observar, especialmente, os conselhos de Pedro; às mulheres ele diz que elas não devem fiar-se em suas próprias palavras para ganhar seu marido para Cristo, mas com um espírito dedicado e devoto a Cristo e num comportamento reverente perante o marido ímpio. Esse comportamento não é fruto da intimidação, mas da confiança em Deus. A educação dos filhos deve ser, dentro do possível, conduzida de modo que estes quando crescerem, não se desvie do Senhor, através de um espírito reverente, dedicado e devoto ao Senhor, sendo referência espiritual.
3. Uma recomendação sempre atual. A meu ver, precisamos de equilíbrio, saber quem sou e com quem me relaciono, sem extremismos. Entendendo o que vem a ser ‘jugo desigual’ – ‘conflito de valores’; ‘visão de mundo diversa’, é quase impossível para o crente que se relaciona com os que não partilham a mesma fé, não tomar decisões levianas. Não sou adepto da cultura ‘ditatorial do proibido’ imposta por lideranças, contudo sabemos que nossos atos trazem conseqüências. Nossos jovens estão a mercê desse perigo, e seria utopia que eles se envolvessem apenas com jovens do nosso meio; estão num ‘dualismo vivencial’, igreja e cotidiano, e isso muitas vezes implica no arriscado jogo da mistura. Não há outra intercessão por nossos jovens do que a oração de Cristo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17.15). Também não acredito no mito de que a jovem crente só deve casar com o jovem da igreja, por que supostamente não há ‘jugo desigual’ dentro da Igreja, já que todos são crentes na mesma doutrina. Como discorri nesse subsídio, ‘jugo desigual’ é todo caminhar em desnível. Casar com alguém sem o verdadeiro amor, apenas porque pertence à mesma fé, ou por imposição, será uma tragédia, uma prisão. Crente quando não ama o outro caminha em desnível, é um jugo desigual. Não podemos admitir que as formalidades, as aparências, as opiniões, conveniências, ministérios, liderança, constituam um jugo desigual para nossos jovens. Não podemos esquecer que somos crentes pela Graça de Deus e somos cidadãos vivendo a liberdade do evangelho em Seu reino. Quando Paulo se refere a ‘não prender-se a um jugo desigual’, ele fala do ponto de vista de um contexto bem diferente desse nosso. Corinto era uma cidade portuária e receptora/difusora das maiores mazelas espirituais daquela época de frouxidão moral; ele se referia na verdade a ‘um modo de ser’, fato comprovado quando ele escreve na segunda carta que o ‘incrédulo’ ao qual não se deve associar em hipótese alguma é justamente aquele que se diz ‘crente’. Paulo fala de ‘um modo de ser’, e não uma filiação religiosa. Paulo diz claramente que não se deve prender a desníveis relacionais com o que anda conforme outra consciência, pois não há possibilidade de harmonia. O Jugo desigual não está restrito apenas ao casamento, mas a toda forma de vínculo que pretenda ser estável. Meu entendimento é que casamento é a profissão de fé do amor, e onde há amor, há harmonia, pois o amor não se porta com indecência, não busca os seus próprios interesses, insistindo em seus próprios direitos e exigindo precedência, pelo contrário, é altruísta; folga com a verdade, tudo sofre, defendendo e suportando o outro; tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1Co 13).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Os líderes devem orientar os jovens acerca das terríveis consequências de se contrair matrimônio com infiéis.
CONCLUSÃO
Paulo exultou com a liberdade que há em Cristo. Os crentes legalistas criticavam sua maneira de ser, mas ele respondeu: ‘sou livre da servidão religiosa. Por que todos querem que eu volte para ela?’ Somos livres para servir ao Senhor de todas as maneiras coerentes com a sua Palavra, vontade, natureza e santidade. Jesus e o Pai modelam o relacionamento para o matrimônio: Marido e esposa devem compartilhar um amor mutuo (Jo 5.20;14.31); Marido e esposa vivem em unidade (Jo 10.30; 14.9,11). Maridos expressam amor por sua esposa através de cuidado, vida compartilhada, atenção (Jo 5.20,22; 8.29; 11.42; 16.15; 17.2); Esposas expressam amor pelo seu cônjuge tendo as mesmas vontades e propósitos que ele; exercendo autoridade que lhes foi confiada com humildade e serenidade, não rivalizando ou competindo, mas mostrando respeito tanto em comportamento quanto em ação (Jo 4.34; 5.19,300; 8.28; 14.31; 15.10; Fp 2.55,6,8). Se estes princípios norteadores baseados no relacionamento do Pai com o Filho não estiverem presentes em nosso relacionamento conjugal, o casamento não passa de um caminha em desnível, de um jugo desigual. Deus instituiu o casamento para ser uma bênção, no entanto, precisamos obedecer ao Senhor, para que as suas promessas cumpram-se em nossa vida, não omitindo os conselhos bíblicos quanto à vida conjugal, mas evitando estereótipos, preconceitos e falsa moral, precisamos estar sempre atentos quanto à preservação dos valores familiares cristãos investindo em aconselhamento aos nubentes, em instrução aos jovens para que a liberdade que vivemos em Cristo não venha ser causa de tropeço.
"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Francisco A Barbosa
Subsídio para o Professor
O casamento não é um contrato social. É a união divinamente dirigida, de um homem com uma mulher, com o objetivo de constituir família e servir e adorar a Deus. Essa união deve ser entendida no sentido amplo e abrangente; trata-se de uma união, ao mesmo tempo, espiritual, física e social.
O casamento é a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus quem instituiu o matrimônio. Na Bíblia, vemos o casamento elevado a um nível bem alto, como observamos na Epístola aos Hebreus 13.4: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros Deus os julgará”.
Nesta aula estudaremos acerca do casamento misto; veremos como o cristão deve encarar o casamento, e compreender que as uniões mistas prejudicam o povo de Deus. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os outros povos. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel; a Bíblia chama isso de jugo desigual. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Diz a Bíblia: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Os 3:3).
O casamento é a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus quem instituiu o matrimônio. Na Bíblia, vemos o casamento elevado a um nível bem alto, como observamos na Epístola aos Hebreus 13.4: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros Deus os julgará”.
Nesta aula estudaremos acerca do casamento misto; veremos como o cristão deve encarar o casamento, e compreender que as uniões mistas prejudicam o povo de Deus. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os outros povos. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel; a Bíblia chama isso de jugo desigual. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Diz a Bíblia: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Os 3:3).
O escritor aos Hebreus diz que devemos respeitar o casamento e que este deve ser constituído “sem mácula“, ou seja, sem mancha (Hb 13:4). Qual seria a mancha deste casamento? O mesmo texto que nos manda respeitar o casamento responde: a prostituição, ou seja, a impureza sexual (que envolve toda e qualquer prática sexual antes do casamento) e o adultério (que é a prática sexual de um casado com quem não é seu cônjuge).
O casamento entre o homem e uma mulher quando é realizado com amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família.
O casamento é uma aliança, um pacto, então não deve ser quebrado. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança. Lemos em Malaquias 2:16: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio…”.
Precisamos compreender o texto de Mateus 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mateus 19:7? Jesus responde em Mateus 19:9: “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…”. Note bem que a única razão para o divórcio conforme Jesus é o adultério, e isto para proteger a parte inocente, e não para dar às pessoas uma maneira fácil de cair fora de um relacionamento desagradável. Fora do adultério, o casamento só pode ser dissolvido pela morte. Divórcio é o atestado do pecado humano.
O casamento entre o homem e uma mulher quando é realizado com amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família.
O casamento é uma aliança, um pacto, então não deve ser quebrado. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança. Lemos em Malaquias 2:16: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio…”.
Precisamos compreender o texto de Mateus 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mateus 19:7? Jesus responde em Mateus 19:9: “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…”. Note bem que a única razão para o divórcio conforme Jesus é o adultério, e isto para proteger a parte inocente, e não para dar às pessoas uma maneira fácil de cair fora de um relacionamento desagradável. Fora do adultério, o casamento só pode ser dissolvido pela morte. Divórcio é o atestado do pecado humano.
Neemias usou como exemplo os erros de Salomão para ensinar o seu povo (Ne 13:26). Se um dos maiores reis de Israel caiu por causa da influência dos incrédulos, outras pessoas também poderiam cair. Neemias enxergou este principio no exemplo de Salomão. Seus dons e pontos fortes não terão beneficio algum se você falhar em lidar com suas fraquezas. Embora Salomão tenha sido um grande rei, seus casamentos com mulheres estrangeiras trouxeram uma grande tragédia para todo o seu reino (ler 1Reis cap. 11). Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, Salomão construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (ler 1Rs 11:6-8). Uma propensão ao pecado deve ser rapidamente reconhecida e tratada; caso contrario, ela pode nos dominar e derrubar. Portanto, devemos ter cuidado com as uniões que vão de encontro aos princípios estabelecidos por Deus ao seu povo, exarados na Bíblia Sagrada.
O motivo de se proibir o casamento misto não era racial, mas espiritual. A questão não era preconceito racial, mas pureza doutrinária. A mistura de credos levaria ao afrouxamento das relações com Deus. Esdras (Ed 9:1-3), Neemias (13:23- 29) e Malaquias (Ml 2:10-16) confrontaram esse problema de forma firme depois do cativeiro babilônico.
Os casamentos mistos foram tão sérios em Israel que até filhos de sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10:18; cf Ne 13:28). Isto quase atingiu fatalmente o coração da religião judaica. Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, casou-se com uma filha de Sambalate, o grande inimigo dos judeus (cf Ne 13:28).
Portanto, o princípio espiritual de se evitar o casamento misto é lealdade a Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros pagãos eram condenadas pela lei (Ex 34:12-16; Dt 7:3; Ed 9:12,14), mas era permitida quando o estrangeiro era convertido a Deus. Rute, por exemplo, sendo moabita, casou-se com Boaz e tornou-se membro da família genealógica do Messias.
Os casamentos mistos foram tão sérios em Israel que até filhos de sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10:18; cf Ne 13:28). Isto quase atingiu fatalmente o coração da religião judaica. Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, casou-se com uma filha de Sambalate, o grande inimigo dos judeus (cf Ne 13:28).
Portanto, o princípio espiritual de se evitar o casamento misto é lealdade a Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros pagãos eram condenadas pela lei (Ex 34:12-16; Dt 7:3; Ed 9:12,14), mas era permitida quando o estrangeiro era convertido a Deus. Rute, por exemplo, sendo moabita, casou-se com Boaz e tornou-se membro da família genealógica do Messias.
III. Responsabilidade Ministerial acerca do casamento
1. O jugo desigual. O povo de Israel havia prometido não permitir que seus filhos se casassem com pagãos (Ne 10:30). Mas na ausência de Neemias o povo havia se casado com pagãos, desobedecendo, ostensivamente, a aliança que havia previamente firmada com Deus. Neemias ficou indignado com a desobediência do povo. A reação de Neemias foi bastante enérgica e contundente (Ne 13:25). Ele adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério. Ele sabia que o povo jamais teria a benção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras. O severo tratamento aplicado por Neemias aos israelitas que quebraram o pacto com Deus contrasta sua profunda fidelidade a Deus e a negligencia, desobediência e infidelidade do povo (ver também Esdras 10:3). O jugo desigual não era e nem é permitido.
Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. O apostolo Paulo, escrevendo sob a influência e inspiração do Espírito Santo, diz que precisamos nos separar dos incrédulos e não nos envolvermos em alianças ou sociedades com eles. Ele admoesta: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?“(2Co 6:14).
A palavra “jugo” refere-se à canga, um implemento de madeira, utilizado para prender uma junta de bois pelo pescoço e ligá-los à carroça ou ao arado. Se alguém tentasse prender um boi com uma mula por meio do jugo, o resultado seria desastroso, pois eles não trabalhariam bem em conjunto (ler Dt 22:10). Dois bois ou duas mulas seriam bons, mas as diferenças de temperamento e de tamanho entre bois e mulas não permite combinar os dois. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui exemplos como namoro, casamento, sociedades nos negócios, associações voluntárias (clubes, etc.) por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. As amizades íntimas com as pessoas erradas também devem ser evitadas.
2. As consequências do jugo desigual. O casamento é considerado um pacto entre duas pessoas e Deus (Pv 2:17; Ml 2:14). Assim, o casamento misto(jugo desigual) corrói a própria base do casamento. O lar deve ser a base da sociedade, a estrutura sobre a qual uma nação se constrói. O Novo Testamento testemunha contra o casamento de cristãos com incrédulos. Como já frisei acima, Paulo pede aos cristãos que se casem “somente no Senhor“(1Co 7:39). Hoje, porém, como em outras épocas, alguns cristãos tentam apresentar boas justificativas, imaginando que conseguirão levar o cônjuge incrédulo a Cristo. Todavia, isso raramente acontece, e os filhos tendem a seguir o caminho do cônjuge não regenerado, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, que não possuíam quaisquer referencias espirituais. E muitos, que no inicio era cristão, com o decorrer do tempo se tornam apóstatas por influencia do outro cônjuge descrente.
Querido irmão, tudo aquilo que não contribui em coisa alguma para nossa aproximação com Deus deve ser evitado. Portanto, quando formos meditar sobre esta ou aquela conduta, lembremo-nos que o que está em jogo é o nosso relacionamento com Deus e que Deus quer que nós nos santifiquemos.
3. Uma recomendação sempre atual. Com relação ao casamento misto, o rev. Hernandes Dias Lopes aponta três possibilidades: (1) o cônjuge incrédulo não se converter; (2) o cônjuge incrédulo converter-se; (3) o cônjuge crente afastar-se da igreja. Setenta e cinco por cento dos casamentos mistos tornam-se experiências amargas para o cônjuge crente. Você teria coragem de pegar um vôo para determinado destino sabendo que naquela rota 75% dos vôos estão caindo? Você se aventuraria num casamento misto, sabendo que 75% por cento deles estão naufragando ou enfrentando sérios problemas?
Os jovens precisam se acautelar nessa área vital da vida. Creio que todo jovem crente precisa observar alguns aspectos antes de dizer sim no altar. A pessoa com quem vai se casar já nasceu de novo? É uma pessoa que tem caráter aprovado? Ela possui valores familiares sólidos? É uma pessoa que respeita os pais? Ela respeita você? Essa pessoa ama você e demonstra isso em palavras e atitudes? Seus pais apóiam esse relacionamento? As pessoas que acompanham você testificam positivamente acerca desse relacionamento? Pense nisso!
Sejamos cautelosos e prudentes ao tomarmos decisões que influenciarão as nossas vidas para sempre. A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe que venha abençoar e purificar o seu povo(Ne 13:29)
CONCLUSÃO:
Água e óleo não se misturam, porque são substancias heterogêneas. Com os casamentos mistos acontece a mesma coisa, ou seja, humanamente pode haver uma ligeira impressão de unidade, mas Deus não vê assim. Isto significa que casamentos, cujos cônjuges professam fé diferente e que não tem a Bíblia como regra de fé e pratica é como água e óleo num mesmo recipiente, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos,a ordem do Senhor de não contrair matrimonio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele.
Referências Bibliográficas:
William Macdonald - Comentário Bíblico popular(Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão - nº 48.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon - CPAD.
Comentário Bíblico NVI - EDITORA VIDA.
Hernandes Dias Lopes - Neemias -o líder que restaurou uma nação.
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