Dia da Reforma Protestante na Câmara de Vereadores do RJ: Homenagem
Convidamos Vossa Senhoria e estimada família para participarem da solenidade em comemoração ao Dia da Reforma Protestante, nessa segunda-feira 31/10 às 19h no Plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Na ocasião, acontecerá a homenagem e entrega do conjunto de Medalhas Pedro Ernesto, a mais alta condecoração do Poder Legislativo Municipal.Antecipamos nossos agradecimentos por sua nobre presença. Que Deus os abençoe.
Não há como negar a influência da reforma em nosso século. Qualquer livro de história que aborde o tema: idade média, tem obrigatoriamente a necessidade de discorrer sobre um dos principais marcos dessa época que veio a ser conhecido como “A Reforma Protestante”, liderada pelo monge agostiniano Martinho Lutero. Todavia, apesar de tão velho (quase 500 anos) ainda é um tema vivo em debate hoje em dia.
Mas o que venha a ser “A Reforma Protestante” ? Por que começou ? Quais foram as suas principais causas ? Quem foram seus líderes ? Não pretendendo ser prolixos ao analisarmos este assunto, mesmo porque, existem livros abalizados para tratar de forma exaustiva desse tema, desejamos dar apenas uma sinopse do mesmo.
Antes de adentrarmos ao tema proposto, vamos acentuar as razões que levaram à causa.
Os historiógrafos mostram que ao fim da idade média os fundamentos do velho mundo estavam ruindo. Houve várias transformações nessa época, mesmo antes, cuja importância não podem ser alienadas do pano de fundo histórico da reforma. As mudanças foram cada vez mais acentuadas com as descobertas de novos mundos por Colombo e Cabral . A idéia de um estado universal foi cedendo lugar ao conceito de nação-estado. Com a formação das cidades, a economia comercial tomou lugar da feudal. Isso teve conseqüências sociais, pois o estilo de vida das pessoas começou a ascender formando uma classe média forte - a burguesia. Também no campo da cultura e da arte com o surgimento do Renascimento as transformações intelectuais fizeram com que o protestantismo encontrasse apoio para seu desenvolvimento. Urge rememorar que todas essas mudanças afetavam direta ou indiretamente a Igreja Católica Romana. Mas nenhuma delas talvez, se fez sentir mais, do que as que ocorreram no campo religioso.
É claro que de acordo com os pressupostos históricos que o historiador vier aplicar na interpretação da reforma, irá determinar a sua causa. Assim, temos várias correntes e escolas pelas quais os historiadores farão sua análise crítica da reforma de maneira puramente racionalista secular, tais como aquelas que só vêem as causas da reforma nos fatores político-sociais, outros no fator da economia e outros ainda vêem a reforma puramente como produto do intelectualismo. Entretanto, uma cosmovisão puramente racionalista tende a distorcer a definição e dar razões incompletas e deficientes à verdadeira origem da reforma. Ora, se analisarmos o assunto somente sob a ótica religiosa, ignorando a corroboração de todos esses fatores seculares e o impacto que tiveram sobre o movimento reformista é tão errado quanto analisar a reforma sem levar em conta a sua principal causa, qual seja, a religiosa. Na verdade, a reforma protestante nada mais é do que o cumprimento de um clamor por mudança religiosa, ainda que de maneira esporádica através dos anos anteriores à própria origem da reforma.
Nas últimas décadas da Idade Média, a igreja ocidental viveu um período de decadência que favoreceu o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices. O surgimento do "conciliarismo" - doutrina decorrente do cisma, que subordinava a autoridade do papa à comunidade dos fiéis representada pelo concílio - bem como o nepotismo e a imoralidade de alguns pontífices demonstraram a necessidade de uma reforma radical no seio da igreja. Por outro lado, já haviam surgido no interior da igreja movimentos reformistas que pregavam uma vida cristã mais consentânea com o Evangelho. No século XIII surgiram as ordens mendicantes, com a figura de são Francisco de Assis. Outros movimentos reformistas surgiram em aberta oposição à hierarquia eclesiástica. No século XII os valdenses, conhecidos como "os pobres de Lyon" ou "os pobres de Cristo", questionaram a autoridade eclesiástica, o purgatório e as indulgências. Os cátaros ou albigenses defenderam nos séculos XII e XIII um ascetismo exacerbado, considerando a si mesmos os únicos puros e perfeitos. Os Petrobrussianos rejeitavam a missa e defendiam o casamento dos padres. No século XIV, na Inglaterra, John Wycliffe defendeu idéias que seriam reconhecidas pelo movimento protestante, como a posse do mundo por Deus, a secularização dos bens eclesiásticos, o fortalecimento do poder temporal do rei como vigário de Cristo e a negação da presença corpórea de Cristo na eucaristia. As idéias de Wycliffe exerceram influência sobre o reformador tcheco João Huss e seus seguidores no território da Boêmia, os hussitas e os taboritas, nos séculos XIV e XV. Entre essas vozes protestantes estava também a do monge dominicano Girolamo Savanarola o qual, a mando do papa, foi preso, torturado e enforcado.
Em posição intermediária entre a fidelidade e a crítica à igreja romana situou-se Erasmo de Rotterdam. Seu profundo humanismo, conciliatório e radicalmente oposto à violência, embora não isento de ambigüidade, levou-o a dar passos importantes em direção à Reforma, como a tradução latina do Novo Testamento, afastando-se da versão oficial da Vulgata; ou a sátira contra o papa Júlio II, de 1513.
A faísca veio em 1517, ocasião em que a campanha das indulgências para a basílica de São Pedro em Roma estava a todo vapor. Tetzel um padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo: diz que cada vez que cai a moeda na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório.
Diante disso, Lutero resolveu protestar fixando suas 95 teses condenando o uso das indulgências. A resposta do papa Leão X, veio na bula “Exsurge Domine” ameaçando Lutero de excomunhão. Mas já era tarde demais pois as teses de Lutero já haviam sido distribuídas por toda a Alemanha. Lutero então foi chamado a comparecer a dieta de Worms para se retratar. Porém respondeu ele que não poderia se retratar de nada do que disse. Foi na dieta de Spira em 1529 que os cristãos reformistas foram apelidados pela primeira vez de “protestantes”, devido ao protesto que os príncipes alemães fez ante o autoritarismo do catolicismo.
Nessa época, os ideais da reforma já estavam estourando em diversas partes como em Zurique sob o comando de Zuinglio, na França sob a liderança de Calvino e nos paises baixos.
Em todos estes paises houve perseguição aos reformadores e aos novos protestantes. A perseguição veio se intensificar ainda mais com a chamada “Contra Reforma” promovida pelo catolicismo, como método de represália. O movimento de reforma foi seguido de cem anos de guerras religiosas dos reis católicos contra os protestantes. Mas a reforma prosperou pois não era obra de homem mas de Deus! Igrejas protestantes foram fundadas em todas as partes do mundo. Hoje graças a Deus, uma grande parcela da população Ocidental é protestante. E o Brasil caminha a passos largos para ser conquistado totalmente pelo protestantismo.
Martinho Lutero: Nasceu na cidade Eisleben, em 10 de Novembro de 1483. Veio de uma família humilde, seus pais Hans Luther e sua mãe Margarete Ziegler Luther eram camponeses. Teve uma próspera carreira acadêmica: foi ordenado sacerdote em 1507 entrando na ordem agostiniana, estudou filosofia na Universidade de Erfurt, doutorou-se em teologia e lecionou como professor em Wittemberg. Também recebeu o grau de mestre em artes. Lutero deixou oficialmente a igreja romana em 1521.
Huldreich Zwinglio: Nasceu em 1484 no povoado de Wildhaus, da família de fazendeiros, Zwinglio, recebeu o grau de bacharel em artes estudando nas Universidades de Viena e Basiléia. Antes disso, havia se tornado sacerdote católico onde Glarus foi sua primeira paróquia. Por volta de 1519, já sob a influencia dos escritos de Erasmo e Lutero, começou a pregar em Zurique, contra certos abusos da Igreja Católica e logo em seguida a deixou, convertendo-se.
João Calvino: Nasceu em 1509 na cidade francesa de Nóyon na Picardia. Seu pai era cidadão abastado e por isso se valeu do benefício de estudar na Universidade de Paris. Depois foi estudar advocacia na Universidade de Orleans e em Bourgs. Calvino converteu-se às idéias reformadas em 1533. Foi forçado a abandonar a França por colaborar com a reforma, instalando-se em Basiléia onde terminou sua obra “As Institutas da Religião Cristã”.
João Knox: (1515-72) era padre escocês, cerca de 1540, começou a pregar idéias da Reforma. Em 1547 foi preso pelo exercito Francês e mandado para a França. Passou por Genebra onde absorveu de modo completo a doutrina de Calvino. Em 1559 voltou a Escócia para liderar um movimento de Reforma Nacional.
Quando ele escreveu quase 100 pontos de debate em latim, Lutero estava simplesmente convidando os seus companheiros acadêmicos para uma “Disputa sobre o poder e a eficácia das indulgências”, o título oficial da tese. (O debate nunca aconteceu, mas as teses foram traduzidas para o alemão e distribuídas largamente, criando um tumulto.)
O que eram indulgências? No sacramento da penitência, os cristãos confessavam pecados e achavam absolvição para eles. O processo de penitência envolvia satisfação – pagar a pena secular por aqueles pecados. Sob certas circunstâncias, alguém que estava realmente contrito e tinha confessado seus pecados podia receber remissão parcial (ou, raramente, completa) da punição secular comprando uma carta de indulgência.
Nas 95 teses, Lutero não atacou a idéia das indulgências, pois na tese 73 ele escreveu “... o Papa se levanta justamente contra aqueles que, por qualquer meio, planejam mal a venda de indulgências”.
Mas Lutero protestou fortemente contra o abuso das indulgências – e mais adiante, sob a habilidosa venda de Johann Tetzel. E, no processo, Lutero derrubou, embora provavelmente não tenha percebido, os pilares que apoiavam muitas práticas no cristianismo medieval.
Afirmações-chave
Aqui estão treze amostras das teses de Lutero:
1. Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, diz “arrependam-se” etc, Ele quer dizer que toda a vida do fiel deve ser um arrependimento.
2. Esta afirmação não pode ser entendida do sacramento da penitência, isto é, da confissão e da satisfação, que é administrada pelo sacerdote.
27. Eles pregam a insensatez humana que finge que, ao ressoar o dinheiro no cofre, uma alma foge do purgatório.
32. Aqueles que acham que por causa de suas cartas de indulgências têm certeza da salvação, estarão eternamente perdidos junto com seus professores.
36. Todo cristão que se arrepende de verdade tem perdão total tanto da punição e culpa lançada sobre ele, mesmo sem as cartas de indulgência.
37. Todo cristão verdadeiro, seja vivo ou morto, tem uma parte nos benefícios de Cristo e da igreja, pois Deus tem lhe dado isto, mesmo sem cartas de indulgência.
45. Os cristãos devem ser ensinados que quem ver uma pessoa necessitada, ao invés de ajudá-la, usa seu dinheiro para uma indulgência, não obtém uma indulgência do Papa, mas o desprazer de Deus.
51. Os cristãos devem ser ensinados que o Papa deve dar – e daria – os seus próprios recursos para os pobres, de quem certos pregadores de indulgências extraem dinheiro, mesmo se ele tivesse que vender a Catedral de S. Pedro para fazer isso.
81. Esta pregação desavergonhada de perdões, torna difícil para qualquer homem instruído defender a honra do Papa, contra a calúnia ou responder as perguntas indubitavelmente sagazes dos leigos.
82. Por exemplo: “Por que o Papa não esvazia o purgatório por amor... pois afinal, ele libera incontáveis almas por dinheiro sórdido contribuído para construir uma catedral?”
90. Suprimir estes argumentos inteligentes por parte dos leigos, pela força ao invés de respondê-los com razões adequadas seria expor a igreja e o Papa ao ridículo de seus inimigos e trazer infelicidade aos cristãos.
94. Nós devemos alertar os cristãos a seguir a Cristo, seu Cabeça, através de punição, morte e inferno.
95. E assim, deixe-os por sua confiança em entrar no céu através de muitas tribulações ao invés de alguma falsa segurança e paz.
Mas o que venha a ser “A Reforma Protestante” ? Por que começou ? Quais foram as suas principais causas ? Quem foram seus líderes ? Não pretendendo ser prolixos ao analisarmos este assunto, mesmo porque, existem livros abalizados para tratar de forma exaustiva desse tema, desejamos dar apenas uma sinopse do mesmo.
UMA ÉPOCA PARA REFORMAS
Antes de adentrarmos ao tema proposto, vamos acentuar as razões que levaram à causa.
Os historiógrafos mostram que ao fim da idade média os fundamentos do velho mundo estavam ruindo. Houve várias transformações nessa época, mesmo antes, cuja importância não podem ser alienadas do pano de fundo histórico da reforma. As mudanças foram cada vez mais acentuadas com as descobertas de novos mundos por Colombo e Cabral . A idéia de um estado universal foi cedendo lugar ao conceito de nação-estado. Com a formação das cidades, a economia comercial tomou lugar da feudal. Isso teve conseqüências sociais, pois o estilo de vida das pessoas começou a ascender formando uma classe média forte - a burguesia. Também no campo da cultura e da arte com o surgimento do Renascimento as transformações intelectuais fizeram com que o protestantismo encontrasse apoio para seu desenvolvimento. Urge rememorar que todas essas mudanças afetavam direta ou indiretamente a Igreja Católica Romana. Mas nenhuma delas talvez, se fez sentir mais, do que as que ocorreram no campo religioso.
ANTECEDENTES DA REFORMA
É claro que de acordo com os pressupostos históricos que o historiador vier aplicar na interpretação da reforma, irá determinar a sua causa. Assim, temos várias correntes e escolas pelas quais os historiadores farão sua análise crítica da reforma de maneira puramente racionalista secular, tais como aquelas que só vêem as causas da reforma nos fatores político-sociais, outros no fator da economia e outros ainda vêem a reforma puramente como produto do intelectualismo. Entretanto, uma cosmovisão puramente racionalista tende a distorcer a definição e dar razões incompletas e deficientes à verdadeira origem da reforma. Ora, se analisarmos o assunto somente sob a ótica religiosa, ignorando a corroboração de todos esses fatores seculares e o impacto que tiveram sobre o movimento reformista é tão errado quanto analisar a reforma sem levar em conta a sua principal causa, qual seja, a religiosa. Na verdade, a reforma protestante nada mais é do que o cumprimento de um clamor por mudança religiosa, ainda que de maneira esporádica através dos anos anteriores à própria origem da reforma.
Vejamos então:
Nas últimas décadas da Idade Média, a igreja ocidental viveu um período de decadência que favoreceu o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices. O surgimento do "conciliarismo" - doutrina decorrente do cisma, que subordinava a autoridade do papa à comunidade dos fiéis representada pelo concílio - bem como o nepotismo e a imoralidade de alguns pontífices demonstraram a necessidade de uma reforma radical no seio da igreja. Por outro lado, já haviam surgido no interior da igreja movimentos reformistas que pregavam uma vida cristã mais consentânea com o Evangelho. No século XIII surgiram as ordens mendicantes, com a figura de são Francisco de Assis. Outros movimentos reformistas surgiram em aberta oposição à hierarquia eclesiástica. No século XII os valdenses, conhecidos como "os pobres de Lyon" ou "os pobres de Cristo", questionaram a autoridade eclesiástica, o purgatório e as indulgências. Os cátaros ou albigenses defenderam nos séculos XII e XIII um ascetismo exacerbado, considerando a si mesmos os únicos puros e perfeitos. Os Petrobrussianos rejeitavam a missa e defendiam o casamento dos padres. No século XIV, na Inglaterra, John Wycliffe defendeu idéias que seriam reconhecidas pelo movimento protestante, como a posse do mundo por Deus, a secularização dos bens eclesiásticos, o fortalecimento do poder temporal do rei como vigário de Cristo e a negação da presença corpórea de Cristo na eucaristia. As idéias de Wycliffe exerceram influência sobre o reformador tcheco João Huss e seus seguidores no território da Boêmia, os hussitas e os taboritas, nos séculos XIV e XV. Entre essas vozes protestantes estava também a do monge dominicano Girolamo Savanarola o qual, a mando do papa, foi preso, torturado e enforcado.
Em posição intermediária entre a fidelidade e a crítica à igreja romana situou-se Erasmo de Rotterdam. Seu profundo humanismo, conciliatório e radicalmente oposto à violência, embora não isento de ambigüidade, levou-o a dar passos importantes em direção à Reforma, como a tradução latina do Novo Testamento, afastando-se da versão oficial da Vulgata; ou a sátira contra o papa Júlio II, de 1513.
O ESTOPIM PARA A REFORMA
A faísca veio em 1517, ocasião em que a campanha das indulgências para a basílica de São Pedro em Roma estava a todo vapor. Tetzel um padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo: diz que cada vez que cai a moeda na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório.
Diante disso, Lutero resolveu protestar fixando suas 95 teses condenando o uso das indulgências. A resposta do papa Leão X, veio na bula “Exsurge Domine” ameaçando Lutero de excomunhão. Mas já era tarde demais pois as teses de Lutero já haviam sido distribuídas por toda a Alemanha. Lutero então foi chamado a comparecer a dieta de Worms para se retratar. Porém respondeu ele que não poderia se retratar de nada do que disse. Foi na dieta de Spira em 1529 que os cristãos reformistas foram apelidados pela primeira vez de “protestantes”, devido ao protesto que os príncipes alemães fez ante o autoritarismo do catolicismo.
Nessa época, os ideais da reforma já estavam estourando em diversas partes como em Zurique sob o comando de Zuinglio, na França sob a liderança de Calvino e nos paises baixos.
Em todos estes paises houve perseguição aos reformadores e aos novos protestantes. A perseguição veio se intensificar ainda mais com a chamada “Contra Reforma” promovida pelo catolicismo, como método de represália. O movimento de reforma foi seguido de cem anos de guerras religiosas dos reis católicos contra os protestantes. Mas a reforma prosperou pois não era obra de homem mas de Deus! Igrejas protestantes foram fundadas em todas as partes do mundo. Hoje graças a Deus, uma grande parcela da população Ocidental é protestante. E o Brasil caminha a passos largos para ser conquistado totalmente pelo protestantismo.
REFORMADORES
Martinho Lutero: Nasceu na cidade Eisleben, em 10 de Novembro de 1483. Veio de uma família humilde, seus pais Hans Luther e sua mãe Margarete Ziegler Luther eram camponeses. Teve uma próspera carreira acadêmica: foi ordenado sacerdote em 1507 entrando na ordem agostiniana, estudou filosofia na Universidade de Erfurt, doutorou-se em teologia e lecionou como professor em Wittemberg. Também recebeu o grau de mestre em artes. Lutero deixou oficialmente a igreja romana em 1521.
Huldreich Zwinglio: Nasceu em 1484 no povoado de Wildhaus, da família de fazendeiros, Zwinglio, recebeu o grau de bacharel em artes estudando nas Universidades de Viena e Basiléia. Antes disso, havia se tornado sacerdote católico onde Glarus foi sua primeira paróquia. Por volta de 1519, já sob a influencia dos escritos de Erasmo e Lutero, começou a pregar em Zurique, contra certos abusos da Igreja Católica e logo em seguida a deixou, convertendo-se.
João Calvino: Nasceu em 1509 na cidade francesa de Nóyon na Picardia. Seu pai era cidadão abastado e por isso se valeu do benefício de estudar na Universidade de Paris. Depois foi estudar advocacia na Universidade de Orleans e em Bourgs. Calvino converteu-se às idéias reformadas em 1533. Foi forçado a abandonar a França por colaborar com a reforma, instalando-se em Basiléia onde terminou sua obra “As Institutas da Religião Cristã”.
João Knox: (1515-72) era padre escocês, cerca de 1540, começou a pregar idéias da Reforma. Em 1547 foi preso pelo exercito Francês e mandado para a França. Passou por Genebra onde absorveu de modo completo a doutrina de Calvino. Em 1559 voltou a Escócia para liderar um movimento de Reforma Nacional.
As 95 teses de Martinho Lutero são consideradas uma declaração corajosa da independência para a igreja protestante.
Quando ele escreveu quase 100 pontos de debate em latim, Lutero estava simplesmente convidando os seus companheiros acadêmicos para uma “Disputa sobre o poder e a eficácia das indulgências”, o título oficial da tese. (O debate nunca aconteceu, mas as teses foram traduzidas para o alemão e distribuídas largamente, criando um tumulto.)
O que eram indulgências? No sacramento da penitência, os cristãos confessavam pecados e achavam absolvição para eles. O processo de penitência envolvia satisfação – pagar a pena secular por aqueles pecados. Sob certas circunstâncias, alguém que estava realmente contrito e tinha confessado seus pecados podia receber remissão parcial (ou, raramente, completa) da punição secular comprando uma carta de indulgência.
Nas 95 teses, Lutero não atacou a idéia das indulgências, pois na tese 73 ele escreveu “... o Papa se levanta justamente contra aqueles que, por qualquer meio, planejam mal a venda de indulgências”.
Mas Lutero protestou fortemente contra o abuso das indulgências – e mais adiante, sob a habilidosa venda de Johann Tetzel. E, no processo, Lutero derrubou, embora provavelmente não tenha percebido, os pilares que apoiavam muitas práticas no cristianismo medieval.
Afirmações-chave
Aqui estão treze amostras das teses de Lutero:
1. Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, diz “arrependam-se” etc, Ele quer dizer que toda a vida do fiel deve ser um arrependimento.
2. Esta afirmação não pode ser entendida do sacramento da penitência, isto é, da confissão e da satisfação, que é administrada pelo sacerdote.
27. Eles pregam a insensatez humana que finge que, ao ressoar o dinheiro no cofre, uma alma foge do purgatório.
32. Aqueles que acham que por causa de suas cartas de indulgências têm certeza da salvação, estarão eternamente perdidos junto com seus professores.
36. Todo cristão que se arrepende de verdade tem perdão total tanto da punição e culpa lançada sobre ele, mesmo sem as cartas de indulgência.
37. Todo cristão verdadeiro, seja vivo ou morto, tem uma parte nos benefícios de Cristo e da igreja, pois Deus tem lhe dado isto, mesmo sem cartas de indulgência.
45. Os cristãos devem ser ensinados que quem ver uma pessoa necessitada, ao invés de ajudá-la, usa seu dinheiro para uma indulgência, não obtém uma indulgência do Papa, mas o desprazer de Deus.
51. Os cristãos devem ser ensinados que o Papa deve dar – e daria – os seus próprios recursos para os pobres, de quem certos pregadores de indulgências extraem dinheiro, mesmo se ele tivesse que vender a Catedral de S. Pedro para fazer isso.
81. Esta pregação desavergonhada de perdões, torna difícil para qualquer homem instruído defender a honra do Papa, contra a calúnia ou responder as perguntas indubitavelmente sagazes dos leigos.
82. Por exemplo: “Por que o Papa não esvazia o purgatório por amor... pois afinal, ele libera incontáveis almas por dinheiro sórdido contribuído para construir uma catedral?”
90. Suprimir estes argumentos inteligentes por parte dos leigos, pela força ao invés de respondê-los com razões adequadas seria expor a igreja e o Papa ao ridículo de seus inimigos e trazer infelicidade aos cristãos.
94. Nós devemos alertar os cristãos a seguir a Cristo, seu Cabeça, através de punição, morte e inferno.
95. E assim, deixe-os por sua confiança em entrar no céu através de muitas tribulações ao invés de alguma falsa segurança e paz.


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