Quem é o Espírito Santo?
Resposta: Há muitos conceitos errôneos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa, um Ser com mente, emoções e uma vontade.
O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”
Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26).
O que é o Pentecostalismo?
O movimento pentecostal é o objeto deste estudo, por tal razão defini-lo é importante, daí fica a questão o que é o pentecostalismo? Esta seção tratará em definir e identificar o movimento, deve-se frisar que atualmente uma igreja pentecostal difere , às vezes, em muito para uma outra igreja pentecostal, por isso, a matéria, aqui tratada, não significa que são praticadas por todas, mas que, de qualquer forma, são permeadas por todas. Do movimento, como um todo, se pode dizer que é o ensinamento de que os dons e sinais extraordinários, miraculosos, que o Senhor Jesus deu aos apóstolos e à igreja do primeiro século, narrados no livro de atos, são dados ainda hoje pelo Senhor, motivo que os crentes, da presente geração, deve ansiosamente buscar tais dons, pois eles são sinais de espiritualidade:
A Igreja Pentecostal baseia sua fé e prática em certas experiências religiosas que estão registradas no Novo Testamento. Prega que todo cristão deve procurar estar “cheio do Espírito Santo”. A prova desse fato ocorre quando a pessoa “fala línguas”, isto é, fala língua que nunca aprendeu. O Novo Testamento refere-se aos discípulos falando línguas estranhas no dia de Pentecostes (Atos dos Apóstolos 2) e menciona a ocorrência desse mesmo fato em outra passagem.
Os pentecostais acreditam também que podem receber outros dons sobrenaturais. Por exemplo, crêem que podem receber a capacidade de profetizar, de curar e de interpretar o que é dito quando alguém fala uma língua estranha. O Novo Testamento refere-se a esses dons em I Coríntios 12-14.
Origens
As primeiras manifestações pentecostais podem remontar até ao século XVIII, quando o metodismo foi implantado, Wesley, que foi quem implantou o movimento, ao comentar algumas pessoas, que entraram em êxtase em um de seus cultos, falou que essas manifestações poderiam ou não ser verdadeiras. Efetivamente o primeiro grupo de pentecostais conseguiu sua membresia nas igrejas Holiness Wesleyanas, um grupo de metodistas, e, em muitos casos, dos grupos renovados onde elas começaram (batistas, metodistas, presbiterianas) . Tecnicamente falando, a origem do pentecostalismo deu-se no século XX, Em termos de data, foi em 1901: “as igrejas pentecostais originaram-se no EUA, a partir de reuniões, para falar em línguas estranhas, que ocorreram numa escola bíblica em Topeka, Kansas, em 1901, e em uma igreja de Los Angeles em 1906 ”, este é chamado de pentecostalismo clássico:
O Pentecostalismo clássico é o que começou em 1901 entre cristãos que se reuníam na rua Azusa em Los Angeles, EUA e simultaneamente em vários outros lugares na América do Norte. É a maior corrente pentecostal entre todas as demais, pois está conformada por organizações religiosas que se formaram naqueles anos e mantém manifestações espirituais e doutrinas similares .
No Colégio Bíblico Betel, escola cujo professor era Parham:
Em primeiro de Janeiro de 1901 os alunos deste colégio estavam estudando a obra do Espírito Santo, e uma das alunas, Agnes Osman, pediu aos seus colegas que lhe impusessem as mãos para que ela recebesse o Espírito. Ela falou em línguas, e mais tarde, outros estudantes falaram em línguas também. Parham abriu outra escola em 1905, na cidade de Houston, Texas. Foi de lá que William J. Seymour, um aluno negro, ao receber o mesmo dom, tornou-se mais tarde o líder de uma missão no numero 312 da Rua Azusa em Los Angeles, no ano de 1906 .
movimento pentecostal de hoje traça seus vestígios da sua comunidade a uma reunião de oração no Colégio Bíblico Betel em Topeka, Kansas em 1° de janeiro de 1901. Ali, muitos chegaram à conclusão de que falar em línguas era o sinal bíblico do Batismo no Espírito Santo. Charles Parham, o fundador desta escola, que mais tarde passaria a Houston, Texas. Apesar da segregação racial em Houston, William J. Seymour, um pregador negro, foi autorizado a assistir a aulas bíblicas de Parham. Seymour viajou para Los Angeles, onde sua pregação provocou o Avivamento da Rua Azuza em 1906. Apesar do trabalho de vários grupos wesleyanos avivalistas, como Parham e D. L. Moody, o início do movimento pentecostal difundido nos Estados Unidos, é geralmente considerado como tendo começado com Seymour no avivamento da rua Azusa.
O avivamento na rua Azuza foi o primeiro avivamento pentecostal a receber atenção significativa, e muitas pessoas, de todo o mundo, tornaran-se atraída pora ele. A imprensa, de Los Angeles, deu muita atenção ao aviamento de Seymour, o que ajudou a alimentar o seu crescimento. Um número de novos grupos menores iniciou-se, inspirado nos acontecimentos deste avivamento. Os visitantes internacionais e missionários pentecostais acabariam por trazer estes ensinamentos para outras nações, de modo que praticamente todas as denominações pentecostais clássicas hoje traçam suas raízes históricas no avivamento da rua Azusa .
A Rua Azusa, que é importantíssima para o pentecostalismo, pois:
Pode-se dizer que a Missão da rua Azusa é a mãe do pentecostalismo mundial. Essa missão chamava-se Missão Apostólica da Fé. Este nome durou até 1914 quando foi mudado para Assembléia de Deus. Muitos jovens pregadores e aspirantes a pregadores iam ter com William J. Seymour para receber os dons. Foi assim que Gunnar Vingren e Daniel Berg, os fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, tornaram-se pentecostais, em 1908. Em 1907, um pastor chamado William H. Durhan, recebeu de Seymour os dons. Durhan abriu sua própria missão, também em Los Angeles. Ficava na North Ave, 943. Foi nesta missão que Louis Francescon, futuro fundador da Cristã do Brasil, recebeu os seus dons .
O trabalho na Rua Azusa, como se vê, foi muito influente:
O ano foi 1906. Los Angeles tinha uma população de 228.298 pessoas. A época foi de grandes modificações sociais. A América estava se transformando de país agrícola para um país industrial. Os ventos de incerteza estavam soprando em todos os setores da sociedade. Todos os historiadores do pentecostalismo são unânimes em dizer que o derramamento do Espírito Santo nessa igreja humilde de negros em Azusa Street marcou o início dos movimentos pentecostais. As reuniões continuaram durante três anos, sem cessar. Todos os dias, pessoas de todas as igrejas e classes sociais superlotavam o ‘barracão’. O Rev. Seymour pregou poucas vezes e passou a maioria do tempo com sua cabeça dentro de uma caixinha de sapatos em baixo do púlpito para ‘não atrapalhar o que o Espírito Santo estava fazendo’.
Em dois anos, a igreja, de Seymour, já contava com missionários, que percorriam diversos países, chegando a pregação pentecostal até o continente europeu. Na Suécia, próximo a um Seminário Teológico Batista, uma tenda dos “barulhentos” (apelido dados aos pentecostais) fora erguida, e cultos começaram a acontecer. Novamente a curiosidade do povo fazia afluir centenas de pessoas para aquela reunião de curas e maravilhas. Dois pastores batistas, suecos, Gunnar Vingren e Daniel Berg, buscam e recebem a promessa do Espírito Santo. Partem em uma viagem para os Estados Unidos, onde fariam uma espécie de “mestrado em pentecostalismo” .
A história do pentecostalismo, no Brasil:
O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da Assembléia de Deus e da Congregação Cristã no Brasil até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no batismo no Espírito Santo e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral e espiritual.
Movimento Pentecostal no Brasil - Um pouco da história:
A introducao do protestantismo no Brasil, e posteriormente o aparecimento do pentecostalismo encontram-se inseridos numa conjuntura histórica mais ampla. Num rápido retrospecto histórico vemos que o Brasil foi marcado pela colonizacao portuguesa, que trouxe para seu território uma cultura ibérica marcada pelo catolicismo tridentino. A religiao católica foi a única permitida no país até inícios do século XIX, quando a liberdade religiosa foi permitida devido a interesses políticos. (10).
No século XIX ocorreu a chamada «Expansao Protestante» (1814- 1914) que é vista como fruto do expansionismo do campitalismo europeu, que acompanhou a segunda expansao colonialista (partilha da Africa, independencia da América Latina que sai da órbita ibérica e entra na da Inglaterra). A partir da segunda metade do século XIX, chegaram os primeiros missionários protestantes ao Brasil. Esses faziam parte da chamada «Missao civilizatória» que visava implantar de um novo modelo socio-político-economico-religioso (destino manifesto).
Importantes modificacoes ocorreram no início do século XX. Ao se analisar o campo religioso brasileiro, e mesmo latinoamericano, veremos que as modificacoes ocorridas oincidem como as alteracoes do quadro histórico decorrente da 1ra. Guerra Mundial (dificultades de comunicaco afrouxam os lacos com a Europa, aprecem outras prioridades, etc). No Brasil temos o surgimento dos primeiros movimentos pentecostais, em 1910 com a Congregacao Crista no Brasil e em 1911 com a Assembléia de Deus.
Pentecostalismo Clássico:
Num primerioro momento o pentecostalismo aparece como uma variante do protestantismo, porém mais próxima das manifestacoes populares, algo como um Protestantismo nacional. As duas principais igrejas que compoem o pentecostalismo clássico sao a Congregacao Crista no Brasil e a Assembléia de Deus. E interessante destacar que esses dois movimentos tiveram origem de um núcleo comum: Chicago. (11).
Assembléia de Deus. Foi fundada, em 1911, pelos suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren. Berg, foi frequentava a igreja Batista de Chicago W.H. de Durham, veio para o Brasil como missionário em uma igreja Batista em Belém do Pará que, após a cisao deu origem às Assembléia de Deus. Comecou no norte, nordeste e depois é que foi para o sul. A pesar de se grande crescimento nos centros urbanos também tem se alstrado pelas zonas rurais. A maioria de seus adeptos provem das camadas populares.
A teologia é conversionista e possui atividades evangelisticas. Possui sua própria casa publicadora, edita livros, revista e o jornal «Mensageiro da Paz». Possui institutos bíblicos destinado ao preparo da lideranca.
Quando falamos em Pentecostalismo, referimo-nos a um fenômeno característico do século XX: o avivamento ocorrido em Los Angeles, USA, há um século. Analisando a História da Igreja, podemos observar nitidamente que Deus sempre avivou ou reavivou a sua Igreja em várias ocasiões diferentes. Esses períodos da Era Cristã foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus se manifestou aos seus servos de forma sobrenatural.
No período da Reforma Protestante, no século XVI, Deus levantou homens como Martinho Lutero, João Calvino e John Knox. No século XVIII, ocorreu o Avivamento Morávio com o Conde Zinzendorf, o Grande Reavivamento na Inglaterra com John Wesley, Charles Wesley e George Whitefield e o Reavivamento Americano com Jonathan Edwards. Nenhum destes avivamentos foi conhecido como Pentecostal, pois o termo é do início do século XX, quando houve o derramamento do Espírito Santo nos USA, semelhante à manifestação de Atos dois.¹
Conceito de avivamento espiritual:
Segundo o Dicionário Aurélio,a palavra “Avivamento” vem do verbo “avivar” que significa: tornar mais vivo, despertar, reanimar-se e vivificar-se. John Stott conceitua avivamento como: “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela”. Devemos compreender que Avivamento é o cumprimento da Promessa de Deus em Joel 2 e a resposta da oração, inspirada pelo Espírito Santo, do profeta Habacuque que dizia: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos”.
Avivamento é, acima de tudo, a manifestação de Deus no meio do povo, através do Espírito Santo, com a finalidade de renovar, reavivar e despertar a Igreja sonolenta e acomodada. O movimento Pentecostal é fruto de um Avivamento genuíno que ocorreu na América do Norte no início do século passado e que se espalhou por todo mundo, inclusive no Brasil.
Origens do Pentecostalismo Clássico
Tradicionalmente, reconhece-se o começo do movimento Pentecostal com o Avivamento ocorrido em 1906, em Los Angeles (EUA), na Rua Azusa, caracterizado pelo batismo com o Espírito Santo, evidenciado pelos dons do Espírito: línguas estranhas, curas, profecias, interpretação de línguas, etc. O Avivamento na Rua Azusa, rapidamente cresceu alcançando outros lugares e pessoas de várias partes do mundo que foram até lá para conhecer, de perto, o movimento.
Algum tempo depois, vários grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos USA, mas com o rápido crescimento do movimento, o nível de organização também cresceu até o grupo denominar-se Missão da Fé Apostólica da Rua Abusa. A partir desse movimento, houve um despertamento espiritual e nasceu um fervor missionário por parte daqueles que iam sendo avivados.
Pentecostalismo no Brasil
No Brasil, o Pentecostalismo chegou em 1910 e 1911 com a vinda de missionários que tinham sido avivados na América do Norte. O primeiro deles foi o presbiteriano Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil e resultou no nascimento da Congregação Cristã no Brasil. Logo depois, chegaram os batistas Daniel Berg e Gunnar Vingren7 que vieram como missionários para Belém, PA, e, ali, iniciaram a Igreja Assembléia de Deus, em 1911.9
Devemos entender que o Pentecostalismo brasileiro nunca foi homogêneo em razão de suas diferenças internas. O sociólogo Ricardo Mariano classifica em três vertentes: Pentecostalismo Clássico, Deuteropentecostalismo e Neopentecostalismo Vejamos cada uma delas:
a. Pentecostalismo Clássico. A primeira vertente do Pentecostalismo reproduziu no Brasil uma tipologia Norte Americana e é chamada de “Pentecostalismo Clássico”, que abrange o período de 1910 a 1950. Esse é o período de fundação e “domínio” Pentecostal dessas duas denominações: a Congregação Cristã no Brasil e a Igreja Assembléia de Deus, que se difundiram em todo território nacional. Ambas caracterizavam-se pelo anticatolicismo, ênfase na crença no Espírito Santo, sectarismo radical, principalmente a primeira, e por um ascetismo que rejeitava os valores do mundo e defendia a plenitude da vida moral. Essa vertente constitui a maior Igreja Evangélica brasileira representada pela Assembléia de Deus atualmente.
b. Deuteropentecostalismo: A segunda vertente é chamada de “Deuteropentecostalismo” vindo através da Igreja do Evangelho Quadrangular, em 1951, com o missionário Harold Willians. Na capital paulista, ele criou a Cruzada Nacional de Evangelização e percorreu quase todos estados brasileiros. Seu trabalho era centrado na cura divina e na evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do Pentecostalismo no Brasil. Paralelamente, surgem duas Igrejas Pentecostais autônomas: “O Brasil para Cristo” (1955) e a “Igreja Deus é Amor” (1962), fundadas pelos missionários Manoel de Melo e David Miranda, respectivamente.
Nas décadas de 60 e 70, houve um movimento de avivamento com manifestações carismáticas, ou seja, pentecostais, nas Igrejas tradicionais, tendo como resultado o surgimento de vários grupos denominados “Renovados”. Há, a partir desse período, uma proliferação de novas Igrejas Pentecostais, como por exemplo, a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, Convenção Batista Nacional, Igreja do Avivamento Bíblico, Igreja Metodista Wesleyana, Igreja Cristã Maranata, entre outras.
c. Neopentecostalismo: A terceira vertente é a Neopentecostal. O neopentecostalismo tem início na segunda metade dos anos 70. São igrejas fundadas por brasileiros que, influenciados por movimentos norte-americanos, começaram suas denominações com características diferentes das duas vertentes anteriores. A Igreja Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Comunidade Sara Nossa Terra e a Renascer em Cristo estão entre as principais. As igrejas neopentecostais utilizam intensamente da mídia eletrônica para propagar seu movimento, funcionam como empresas e pregam a Teologia da Prosperidade. O Neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce hoje no Brasil.
No período da Reforma Protestante, no século XVI, Deus levantou homens como Martinho Lutero, João Calvino e John Knox. No século XVIII, ocorreu o Avivamento Morávio com o Conde Zinzendorf, o Grande Reavivamento na Inglaterra com John Wesley, Charles Wesley e George Whitefield e o Reavivamento Americano com Jonathan Edwards. Nenhum destes avivamentos foi conhecido como Pentecostal, pois o termo é do início do século XX, quando houve o derramamento do Espírito Santo nos USA, semelhante à manifestação de Atos dois.¹
Conceito de avivamento espiritual:
Segundo o Dicionário Aurélio,a palavra “Avivamento” vem do verbo “avivar” que significa: tornar mais vivo, despertar, reanimar-se e vivificar-se. John Stott conceitua avivamento como: “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela”. Devemos compreender que Avivamento é o cumprimento da Promessa de Deus em Joel 2 e a resposta da oração, inspirada pelo Espírito Santo, do profeta Habacuque que dizia: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos”.
Avivamento é, acima de tudo, a manifestação de Deus no meio do povo, através do Espírito Santo, com a finalidade de renovar, reavivar e despertar a Igreja sonolenta e acomodada. O movimento Pentecostal é fruto de um Avivamento genuíno que ocorreu na América do Norte no início do século passado e que se espalhou por todo mundo, inclusive no Brasil.
Origens do Pentecostalismo Clássico
Tradicionalmente, reconhece-se o começo do movimento Pentecostal com o Avivamento ocorrido em 1906, em Los Angeles (EUA), na Rua Azusa, caracterizado pelo batismo com o Espírito Santo, evidenciado pelos dons do Espírito: línguas estranhas, curas, profecias, interpretação de línguas, etc. O Avivamento na Rua Azusa, rapidamente cresceu alcançando outros lugares e pessoas de várias partes do mundo que foram até lá para conhecer, de perto, o movimento.
Algum tempo depois, vários grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos USA, mas com o rápido crescimento do movimento, o nível de organização também cresceu até o grupo denominar-se Missão da Fé Apostólica da Rua Abusa. A partir desse movimento, houve um despertamento espiritual e nasceu um fervor missionário por parte daqueles que iam sendo avivados.
Pentecostalismo no Brasil
No Brasil, o Pentecostalismo chegou em 1910 e 1911 com a vinda de missionários que tinham sido avivados na América do Norte. O primeiro deles foi o presbiteriano Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil e resultou no nascimento da Congregação Cristã no Brasil. Logo depois, chegaram os batistas Daniel Berg e Gunnar Vingren7 que vieram como missionários para Belém, PA, e, ali, iniciaram a Igreja Assembléia de Deus, em 1911.9
Devemos entender que o Pentecostalismo brasileiro nunca foi homogêneo em razão de suas diferenças internas. O sociólogo Ricardo Mariano classifica em três vertentes: Pentecostalismo Clássico, Deuteropentecostalismo e Neopentecostalismo Vejamos cada uma delas:
a. Pentecostalismo Clássico. A primeira vertente do Pentecostalismo reproduziu no Brasil uma tipologia Norte Americana e é chamada de “Pentecostalismo Clássico”, que abrange o período de 1910 a 1950. Esse é o período de fundação e “domínio” Pentecostal dessas duas denominações: a Congregação Cristã no Brasil e a Igreja Assembléia de Deus, que se difundiram em todo território nacional. Ambas caracterizavam-se pelo anticatolicismo, ênfase na crença no Espírito Santo, sectarismo radical, principalmente a primeira, e por um ascetismo que rejeitava os valores do mundo e defendia a plenitude da vida moral. Essa vertente constitui a maior Igreja Evangélica brasileira representada pela Assembléia de Deus atualmente.
b. Deuteropentecostalismo: A segunda vertente é chamada de “Deuteropentecostalismo” vindo através da Igreja do Evangelho Quadrangular, em 1951, com o missionário Harold Willians. Na capital paulista, ele criou a Cruzada Nacional de Evangelização e percorreu quase todos estados brasileiros. Seu trabalho era centrado na cura divina e na evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do Pentecostalismo no Brasil. Paralelamente, surgem duas Igrejas Pentecostais autônomas: “O Brasil para Cristo” (1955) e a “Igreja Deus é Amor” (1962), fundadas pelos missionários Manoel de Melo e David Miranda, respectivamente.
Nas décadas de 60 e 70, houve um movimento de avivamento com manifestações carismáticas, ou seja, pentecostais, nas Igrejas tradicionais, tendo como resultado o surgimento de vários grupos denominados “Renovados”. Há, a partir desse período, uma proliferação de novas Igrejas Pentecostais, como por exemplo, a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, Convenção Batista Nacional, Igreja do Avivamento Bíblico, Igreja Metodista Wesleyana, Igreja Cristã Maranata, entre outras.
c. Neopentecostalismo: A terceira vertente é a Neopentecostal. O neopentecostalismo tem início na segunda metade dos anos 70. São igrejas fundadas por brasileiros que, influenciados por movimentos norte-americanos, começaram suas denominações com características diferentes das duas vertentes anteriores. A Igreja Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Comunidade Sara Nossa Terra e a Renascer em Cristo estão entre as principais. As igrejas neopentecostais utilizam intensamente da mídia eletrônica para propagar seu movimento, funcionam como empresas e pregam a Teologia da Prosperidade. O Neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce hoje no Brasil.
Infelizmente, ainda temos pessoas que, por não observarem a história e seus aconteçimentos acabam por querer 'fundir' o Pentecostalismo Clássico com o Neo-Pentecostalismo,que é,um movimento cheio de deturpações bíblicas e muito dado ás próprias experiências com Deus e também são verdadeiros adoradores do deus Mamon, pregando sua anti-bíblica Teologia da Prosperidade e ensinando aos ouvintes que podem e precisam gozar os prazeres terrenos,sem com isso haver uma preocupação com a renuncia e com a santidade,aliás no movimento Neo-Pentecostal, nunca se dá ênfase á salvação do pecador,á santidade,que se compreende em separação do mundo;não pregam a respeito da vida eterna,após a morte ou arrebatamento da igreja;não há preocupação em explicar e ensinar a Bíblia fazendo uso da Homilética e Hermenêutica.São muito dados á 'campanhas' e promovem a barganha com Deus, quando ensinam seus ouvintes a darem tudo para Deus que depois Deus lhes dará tudo que precisarem.
Infelizmente,o Neo-Pentecostalismo está longe do movimento Pentecostal Clássico e por isso digo, graças a Deus.
Um pouco da história das Assembléia de Deus no Brasil
A Assembleia de Deus no Brasil expandiu-se pelo estado do Pará, alcançaram o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegaram ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários para estabelecer a nova denominação aonde quer que chegassem. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Foi ele o precursor do assim conhecido Ministério de Madureira, como veremos adiante.(Grifo meu)
A influência sueca teve forte peso na formação assembleiana brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e graças à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes o sustento de Gunnar Vingren e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova Igreja. Desde 1930, quando se realizou um concílio da igreja na cidade de Natal, a Assembleia de Deus no Brasil passou a ter autonomia interna, sendo administradas exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembleias de Deus dos Estados Unidos através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.
Organização denominacional
As Assembleias de Deus brasileiras estão organizadas em forma de árvore, na qual cada Ministério é constituído pela igreja-sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregação (subcongregações). O sistema de administração é um misto entre o sistema episcopal e o sistema congregacional, por meio do qual os assuntos são previamente tratados pelo ministério, com forte influência da liderança pastoral, e depois são levados às assembleias para serem referendados apenas. Os pastores das Assembleias de Deus podem estar ligados ou não às convenções estaduais, e estas se vinculam a uma convenção de âmbito nacional. Particularmente na América do Sul, hoje existem muitas Assembleias de Deus autônomas e independentes.
Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) possui sede no Rio de Janeiro, esta se considera o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à igreja. A CGADB hoje conta com cerca de 3,5 milhões de membros em todo o Brasil (dados do Iser) e centenas de missionários espalhados pelo mundo.
A CGADB é proprietária da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), com sede no Rio de Janeiro, que atende parcela significativa da comunidade evangélica brasileira. À CGADB também pertence a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia (Faecad), sediada no mesmo Estado, e que oferece os seguintes curso em nível superior: Administração, Comércio Exterior, Marketing, Teologia e Direito.
A CGADB é constituída por várias convenções estaduais e regionais, além de vários ministérios. Alguns ministérios cresceram de tal forma que tornaram-se denominações de facto, com suas congregações sobrepondo as áreas de abrangência das convenções regionais. Dentre os grandes ministérios se destaca o Ministério do Belém, que possui cerca de 2.200 igrejas concentradas no centro-sul e com sede no bairro do Belém na capital paulista, sendo atualmente (2008) presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, que sucedeu o pastor Cícero Canuto de Lima, que também preside a CGADB.
Na área política, alguns deputados federais são membros das Assembleias de Deus e a representam institucionalmente junto aos poderes públicos nos assuntos de interesse da denominação, supervisionados pelo Conselho Político Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, com sede em Brasília, DF, que coordena todo o processo político da CGADB. Além disso, há também deputados estaduais e até prefeitos e vereadores, todos sob a chancela de igrejas ligadas à CGADB.
Desde a década de 1980, por razões administrativas, notadamente em virtude do falecimento do pastor Paulo Leivas Macalão e de sua esposa, missionária Zélia, a Assembleia de Deus brasileira tem passado por várias cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do País. O mais expressivo dos ministérios independentes é o Ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos de 1930, fundada pelo já mencionado pastor Paulo Leivas Macalão e que, em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do Ministério por ele presidido, até a sua morte, no final de 1982.
"A Assembleia de Deus sofre críticas, tanto por parte de outras denominações religiosas quanto por setores não-religiosos da sociedade civil. O rápido crescimento da igreja tem estimulado diversas produções intelectuais de pesquisadores dos fenômenos sociológicos e antropológicos contemporâneos; ao mesmo tempo que já gerou apaixonadas controvérsias e discussões, no campo puramente ideológico.
Apesar de sofrer perseguições e críticas por vários setores da sociedade , não há evidências nem provas de que em qualquer igreja Assembléia de Deus no Brasil tenham ocorrido crimes fiscais ou lavagem de dinheiro. Da mesma forma, nenhuma Igreja Assembléia de Deus responde a processos judiciais por quaisquer tipos de crimes financeiros. Por outro lado raramente a mídia nacional divulga as inúmeras ações de cunho social realizadas pelas Assembléias de Deus em todo Brasil. É uma das entidades do Brasil que mais investem no social. Mantêm escolas, creches, serviço permanente de distribuição de alimentos a famílias carentes, recuperação de dependentes de entorpecentes, defende a manutenção da família como núcleo da sociedade e trabalha na construção de cidadãos conscientes de sua responsabilidade para com a sociedade.
É importante observar que a Assembleia de Deus, como representante do pentecostalismo clássico, é adversa aos métodos de arrecadação de ofertas feitas por neopentecostais , portanto enfatiza as bênçãos espirituais e, mormente, a transformação do caráter humano, pelo poder da Palavra de Deus - Jesus Cristo.
Produção teológica
A Assembleia de Deus, com o crescimento de seus seminários e faculdades teológicas, começa a criar tradições academicas. Exemplo disto é o IBADEP (Instituto Bíblico da Assembléia de Deus no Estado do Paraná), que está presente em todo o Brasil e no mundo.
Os pastores assembleianos, que se voltam para estudos acadêmicos, são próximos da literatura batista, além de serem críticos doNeo-Pentecostalismo".(Grifo meu)
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki
O Pentecostalismo iniciado na Rua Azusa, em 1906, está completando um século. E, como resultado de sua consistência e seriedade, tem-se mantido por todo esse tempo e com certeza continuará até a volta do Senhor. Os desvios e abusos que eventualmente têm surgido não podem descaracterizar aquilo que nasceu no coração de Deus, que é reavivar o seu povo para uma obra do fim. Que Deus nos ajude a ser renovados a cada dia!
Grande abraço.
Vivam vençendo!!!
Seu irmão menor.
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