João Cruzué via:
Pastor Sid Ramos
.Blog de Missões Setor 06
.
Estou
inconformado com a passividade da nossa Igreja Brasileira. Somos
participantes de uma igreja grande, sendo considerada em tamanho a
terceira maior do mundo. Seu potencial, obviamente dependente do nome do
Senhor Jesus, ultrapassa os limites do entendimento. Certo homem disse:
“Dá-me cem homens que não temam nada, a não ser a Deus e ao pecado, e
eu farei uma revolução no mundo”. Imagine o que poderia ser feito com
uma Igreja com 40 milhões de evangélicos!
Não
me conformo com nossa passividade. Há alguns meses, fui informado de
que nos EUA certa seita investiu no treinamento de quinhentos
missionários para enviar ao mundo árabe. Por outro lado os muçulmanos no
Brasil, que já somam o número de três milhões de adeptos, têm um
projeto de construir uma universidade islâmica em cada estado de nosso
país nos próximos anos. Alguns estudiosos islâmicos nos rotulam de
Dar-el-Salam, ou seja, Casa de Paz, o que significa que não oferecemos
resistência para que outras religiões invadam o nosso país.
Não
me conformo com nossa desorganização, demonstrada principalmente na
desproporção no envio de missionários. Atualmente são conhecidos, entre
os vinte e quatro mil povos no mundo, oito mil que ainda não foram
alcançados pelo evangelho. Deveríamos direcionar nossa força
missionária, com nossas melhores estratégias, para os povos mais
carentes, para o que é chamado de última tarefa. Mas infelizmente, a
Igreja Brasileira, com todo seu potencial, tem enviado somente cerca de
420 missionários para estes povos.
Ajudamos um pouco na média estatística que diz que temos 2.7 missionários cristãos no mundo, para cada milhão de muçulmanos. Em outras palavras, caímos numa vergonhosa estatística que revela que enviamos 95% de nossos missionários para trabalhar dentro de nosso próprio país, enquanto que apenas 4,5% saem para trabalhar em países já cristianizados e somente 0,5% entre os povos mais carentes de Cristo no mundo.
Não
me conformo com nossa falta de senso em desperdiçar os bens que Deus
nos dá, ferindo assim nosso próprio Deus e o princípio da mordomia
cristã. Gastamos mais com refrigerantes do que com missões. Gastamos mais com chicletes, balas e até com produtos para animais de estimação.
Fazemos isto para nosso prazer, enquanto mães e pais em diversas partes
do mundo fecham seus olhos para não ver seus filhos morrerem de fome.
Sem ter a quantidade mínima de calorias por dia, para alimentar seus
corpos definhados. Não me conformo em vê-los morrendo enquanto alguns de
nós compram carros, celulares de última geração e ainda ousam dizer
que amam missões.
Não
me conformo principalmente com uma atitude indiferente de qualquer que
leia este artigo e não pare pelo menos para pensar e orar um pouco mais
pelos bilhões que ainda não conhecem o Senhor e por todos aqueles que
já O conhecem, mas agem como se não O conhecessem.
Pastor Sid Ramos é missionário,
Lider de missões transculturais na IEAD em Santo Amaro/Belém/SP
e editor do Blog Missões06
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