20 abril 2012


Em Goiás, Justiça autoriza homem a mudar de nome antes de cirurgia para troca de sexo

O juiz da 2ª Vara de Ceres (177 km de Goiânia), Orloff Neves Rocha, acolheu parecer do Ministério Público e autorizou a mudança na documentação civil de um homem. A decisão é pioneira no Estado, pois ocorreu antes da mudança de sexo, que só deve ser concretizada no ano que vem. 
Hoje com 31 anos, Vando Carvalho dos Santos (primeiro nome de registro) mudou o guarda-roupa, se traveste de mulher e atende por Ana Kely desde o 20 anos. O magistrado argumenta que a mudança de nome para o pretendente dará a tranquilidade emocional e espiritual que busca.
“A pessoa muda de voz, se torna feminina, com traços e características de mulher. É uma afirmação social, ajuda na firmação da personalidade da pessoa que ela escolheu ser”, disse o juiz.
Rocha se baseou na legislação nacional que permite à pessoa que sentir vergonha ou constrangimento pelo nome possa mudá-lo. “Claro que depende do caso. Aqui ela é conhecida como mulher, tratada por todos assim, e o nome era um fator constrangedor para ela.”

"Boiolinha, menininha, bichinha"


Foram quatro meses até que o processo de Vando fosse julgado. Agora, Ana Kely Carvalho dos Santos diz que a mudança foi uma etapa importante de todo o processo. “A cirurgia é só em 2013, mas já me considero 95% completa. Não fiz a mudança de sexo, mas já consegui o que era o mais importante.”
A transexual é empresária e conta que já passou por constrangimentos na rua e no trabalho pelo fato de ter registrado o nome de homem e ter aparência de mulher. O período entre os 15 e os 18 anos teria sido o mais complicado.
“Nessa época, eu comecei a deixar o cabelo crescer, já usavas blusas femininas e maquiagem. Ouvia de tudo: ‘boiolinha’, ‘menininha’, ‘bichinha’”. A família aprova a mudança. Ana Kely tem duas irmãs e um irmão.
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