
Um casal de
lésbicas irá assumir a liderança da Igreja Batista Calvário, uma igreja
histórica de 155 anos localizada em Washington, nos Estados Unidos.
Sally
Sarratt e Maria Swearingen, que são casadas, foram ordenadas como ministras em
2015. De acordo com um anúncio feito no último domingo (8) pela igreja, elas
vão assumir sua nova função no dia 26 de fevereiro.
“Nós
encontramos a Calvário e nos apaixonamos por essa igreja e por seu compromisso
de ser uma voz de justiça e compaixão para aqueles que encontram a integridade
de sua humanidade, que é desconsiderada e difamada”, disseram Sarratt e Swearingden.
De acordo
com um texto publicado pela Batista Calvário, a igreja sempre teve uma
“perspectiva progressista”. “A congregação está comprometida em ser uma igreja
urbana, onde a justiça social realmente importa e todos são bem-vindos para a
comunhão cristã. A Calvário se beneficia da liderança das mulheres em todos os
níveis de vida da igreja”.
A
presidente do Comitê de Seleção Ministerial da Calvário, Carol Blythe, informou
que o conselho ficou “impressionado” com a profunda fé e “compromisso” das novas
pastoras em fazer parte da comunidade.
“Ficamos
impressionados com o fato de seus dons, talentos e experiências corresponderem
às prioridades do nosso ministério. Estamos entusiasmados com o próximo
pastorado e com a versatilidade que o modelo de co-pastoras proporcionará à
nossa congregação”, disse ela.
Posicionamento
das Igrejas Batistas no Brasil
A Igreja
Batista Calvário deixou de ter ligações com a Convenção Batista do Sul — o
maior grupo protestante dos EUA — desde 2012, devido a discordâncias sobre
questões relacionadas ao casamento do mesmo sexo.
No Brasil,
a Convenção Batista Brasileira (CBB) atua de maneira independente em relação às
igrejas americanas, e possui um posicionamento claro sobre o tema da
homossexualidade.
De acordo
com uma declaração formal, a CBB garante que os batistas não são intolerantes,
pois devem aceitar todas as pessoas que se convertem ao Evangelho, sem
distinção. No entanto, sua diretoria entende também que “os ensinos bíblicos
são suficientemente explícitos para indicar que as pessoas, depois de
convertidas, devem deixar práticas contrárias aos princípios éticos bíblicos e
cristãos”.
“Nos
reservamos o direito constitucional (liberdade religiosa) de discordar da
prática homossexual, por entender que é biblicamente pecaminosa e viola o
padrão original de Deus para os seres humanos. O Antigo e o Novo Testamento
desaprovam severamente práticas homossexuais (Lv 18:22; 20:13; Is 3:9; Rm
1:24-27; 1 Co 6:9-10; 1 Tm 1:9-10). Consequentemente, não aprovamos tais
práticas”, diz um trecho da declaração.
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