Pastor da IURD agride e ofende operador de som e TST/BH condena Igreja a pagar 25 mil
A Igreja Universal do Reino de Deus/BH foi condenada a pagar 25 mil ao operador de som, pelo pastor ter exagerado ao se irritar com o som que não estava do jeito que ele queria. Durante cultos começou a chamar o operador de incompetente e dizendo que ele era do demônio.
O microfone é uma das principais armas de alguns religiosos no momento de arrebanhar fiéis. Mas um pastor da
Igreja Universal do Reino de Deus em Belo Horizonte exagerou. Irritado
com um operador de som que não obtinha o efeito que ele considerava
necessário para impressionar os fiéis, o pastor agrediu o trabalhador
empurrando o microfone em seu rosto. A igreja, que foi condenada pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) ao pagamento de
indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil, recorreu ao Tribunal
Superior do Trabalho (TST), mas a condenação foi mantida.
Segundo
a reclamação trabalhista, como o tratamento acústico das paredes do
templo absorvia o som e não retomava reverberação, necessária para
impressionar os fiéis, os pastores se irritavam e humilhavam o operador
publicamente. Um dos pastores, além de chamá-lo de incompetente durante o
culto, nos rituais de exorcismo apontava o dedo em sua direção e, de
acordo com testemunhas, bradava: “Ali está o demônio, ele que estraga
tudo, é aquele rapaz ali em cima. Queima este demônio aí em cima,
queima, queima ele, mande ele embora, pois ele é o demônio que está
estragando a nossa reunião”.
O trabalhador relatou que, em uma ocasião, um pastor reclamou que microfone estaria sujo e sem cromagem. Quando o operador
explicou que o globo estava descascando por excesso de lavagem, foi
pedido que ele cheirasse o microfone. Quando se aproximou do microfone, o
pastor o empurrou com toda a sua força em seu rosto, machucando o
nariz. Após a agressão, todos os pastores passaram a fazer piada com o
trabalhador: “Cheira aqui, fulano”.
“Registro que o sofrimento do autor advindo dos fatos narrados foram
comprovados, ao confirmar que o Bispo Luciano, após gesticular
‘parecendo muito nervoso e, de repente, enfiou o microfone na cara do
reclamante’. Veja-se ainda, que os demais pastores zombavam do autor,
pelas vezes em que ele era xingado”, disse a sentença.
Repórtagem de Luciana Collares – TV/ TST-Brasilia/DF

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