Sem muita exigência, algumas igrejas estão 'fazendo pastores' da noite para o dia. Lamentável!!
Malafaia no Curso em Águas de Lindóia
TEMPLO É DINHEIRO
Os mandamentos para faturar e conquistar fiéis
Inovar nas ofertas
Há múltiplas
alternativas para pedir contribuições: para a construção de novos
templos, para imprimir livros, para ajudar a gravar um CD ou para pagar
uma palestra de um pastor de outro estado. A venda de objetos como
fronhas e toalhas figura entre outras fontes de receita. É fundamental
ter máquinas para receber ofertas nos cartões de débito e de crédito.
Caprichar no discurso
Frases de
efeito, muitas vezes cheias de clichês, são ditas a cada minuto de forma
a dar ênfase à mensagem e prender a atenção da plateia. “Não deixar o
cavalo morrer na batalha”, “A fofoca é capaz de destruir as bases
sociais” e “Morar com a sogra é ruim porque se dá um incesto emocional”
são alguns exemplos. Fechar os olhos enquanto se prega dá ares ainda
mais dramáticos.
Ter dons artísticos
Chorar, soltar o
gogó como se cantasse numa ópera e pular de um lado para o outro. O
púlpito, muitas vezes decorado com telões de LED, vira um palco, onde o
pastor faz um monólogo. Daí ser fundamental dominar técnicas teatrais,
como saber dar ênfase exata a determinadas palavras e mexer os braços de
forma a projetar uma imagem de profeta. O visual deve sempre estar
alinhado.
“Esses homens
tinham cotas para arrecadar. Uma vez ultrapassada a do mês atual, o
valor atingido vira a cota do mês seguinte. É como um banco”, compara
Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em ciências da
religião da Universidade Metodista e autor do livro Teatro, Templo e
Mercado: Organização e Marketing de um empreendimento Neopentecostal. Os
salários da Universal variam hoje entre R$ 1. 500 e R$ 10.000, mas há
cargos mais bem remunerados, como o dos chefes regionais. “Os pastores
têm tabelas a ser preenchidas, com os gastos e os ganhos do mês”,
acrescenta o especialista.
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Casal Hernandes, da Renascer: provas escritas para contratar novos membros (Foto:Gilberto Telles)
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A disputa por
gente qualificada provoca atualmente uma guerra nesse meio. Valdemiro
Santiago, da Mundial do Poder de Deus, faz um corpo a corpo para tirar
gente dos quadros da Universal e da Internacional da Graça de Deus. “Ele
oferece plano de saúde, aluguel da casa e salários maiores”, diz
Ricardo Bitun, professor de sociologia e teologia do Mackenzie. O teto
salarial da Mundial é de R$ 15.000. “Em alguns casos, ela aumenta a
remuneração fixa, concedendo de 8% a 10% da arrecadação das ofertas ao
pastor”, afirma Bitun.
A Renascer, de
Estevam e Sonia Hernandes, paga entre R$ 1.500 e R$15.000 aos membros
mais graduados. “Para fazer parte da nossa comunidade, é preciso passar
por um processo seletivo”, diz a bispa Amanda Baldoni, a responsável
pela escola teológica da Renascer (veja ao final do texto algumas questões do vestibular).
“Profissional
bom, com o dom da palavra e comprometimento com o ministério, precisa
ser valorizado”, defende Malafaia, o único entre os grandes líderes a
expor a receita de sua igreja: segundo ele, R$ 40 milhões em 2012.
“Meus
discípulos ganham entre R$ 4.000 e R$ 22.000. Também banco casa e escola
para os filhos”, enumera. Mais recentemente, Malafaia estabeleceu que,
caso alguém de sua equipe seja aceito em qualquer curso da Universidade
Harvard, nos Estados Unidos, ele financiará integralmente os estudos.
A busca pela
prosperidade é estimulada pelas igrejas, e muitos dos fiéis não escondem
que vislumbram o ofício como um meio de ascensão social. Entre os
estudantes da Eslavec, um caso muito comentado era o de Agenor Duque,
fundador da Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Em 2006, quando
decidiu deixar a Mundial para abrir a própria frente de pregação, ele
vendeu seu carro Astra por R$ 25.000. “Precisava comprar tempo em uma
rádio”, lembra.
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| Edir Macedo: a Universal foi uma das primeiras a investir pesado na qualificação dos seus quadros (Foto: Rafael Andrade ) |
Atualmente, aos
36 anos, é dono de cinco templos, sendo um deles localizado em um
imóvel na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste da capital, pelo qual
desembolsou R$ 3,5 milhões. Além disso, tem caixa para bancar espaço
diário em três emissoras de rádio e uma de TV. “Gasto R$ 48.000 com
esses compromissos”, afirma. O investimento vale a pena. Duque tem sido
convidado para aparecer em programas de TV e, no próximo Carnaval,
promoverá um evento no estádio do Canindé com a expectativa de receber
30.000 pessoas.
Histórias como
essa faziam brilhar os olhos de muitos dos presentes nas palestras em
Águas de Lindoia. Um dos alunos, Wesley Rebustini, de 28 anos, sonha
alto. Seus pais fundaram a Bíblica da Paz há duas décadas. Em 2010,
depois de cursar teologia nos Estados Unidos, o rapaz voltou para o
Brasil com a missão de tocar os planos de expansão. No ano passado, ele
abriu três templos na Grande São Paulo. “Serão outros cinco em 2013”,
planeja. Wesley é irmão do cantor gospel Guilherme Rebustini, do elenco
da Sony Music, e diz não pagar salários aos seus pastores-funcionários.
“Nesse momento, eles podem ter um emprego para se manter e não se
dedicam integralmente à nossa causa”, justifica. “Mas isso certamente
vai mudar quando crescermos.”

Confira quais são as características imprescindíveis para se tornar líder de uma igreja evangélica
Assembleia de Deus Vitória em Cristo
O
líder Silas Malafaia pede a seus funcionários — de diácono a presbítero
— que cursem teologia. O aprendiz selecionado para virar pastor tem de
fazer um curso intensivo de quatro meses de duração, com o objetivo de
aprender detalhes da burocracia da igreja, suas regras e o tipo de
oratória adotada.
Igreja Renascer em Cristo
Desde
que a fundaram, há 26 anos, os bispos Estevam e Sonia Hernandes criaram
o Centro de Estudos Renascer, instalado no Cambuci. Os cursos são
divididos nas categorias aspirantes, diáconos, presbíteros e pastores.
Internacional da Graça de Deus
Formação
bíblica é requerida pelo líder R.R. Soares. Os obreiros ascendem muitas
vezes depois de graduados na Academia Teológica da Graça de Deus
(escola de Soares localizada perto da Praça da Sé).
Mundial do Poder de Deus
Prefere
atrair bons quadros da concorrência a formar pastores. Para isso,
oferece melhores salários e benefícios. Seus alvos preferidos são os
profissionais da Universal e da Internacional.
Universal do Reino de Deus
Recruta
jovens obreiros dos templos de todo o país. Os mais aplicados se mudam
para São Paulo, com todas as despesas pagas, continuam o trabalho e são
preparados para funções mais importantes.
Acompanhamos um curso de formação de mão de obra evangélica
Era início de
tarde de uma terça-feira de dezembro quando um ônibus saiu da Igreja
Evangélica Assembleia de Deus do Bom Retiro, localizada na Barra Funda,
rumo a Águas de Lindoia. “Que Deus abra o caminho contra as ciladas do
maligno”, anunciou o guia da excursão, antes de o veículo dar a partida.
Na cidade do interior do estado ocorreria a quarta edição da Escola de
Líderes da Associação Vitória em Cristo (Eslavec), um dos maiores cursos
nacionais para a formação de pastores.
Durante quatro
dias, cerca de 5.000 alunos, vindos da capital paulista, do interior e
de várias regiões do país, compareceram ao intensivão gospel, incluindo o
repórter de VEJA SÃO PAULO, que pagou R$ 700,00 pela inscrição e não se
identificou como jornalista na ocasião.
O criador e
principal instrutor do evento é o religioso Silas Malafaia, presidente
da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que reúne 120 igrejas no
Brasil. A entidade começou no Rio de Janeiro, onde mantém até hoje sua
base. Está entre as prioridades atuais acelerar a expansão em São Paulo.
Aqui, ele planeja abrir templo próprio em 2014 (por enquanto, Malafaia
prega semanalmente na Assembleia de Deus do Bom Retiro, de Jabes
Alencar) e mais de 250 outros endereços num prazo de dez anos.
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| Wesley Rebustini, de 28 anos Cinco novas igrejas em 2013. Foto: Mario Rodrigues |
No trajeto de
180 quilômetros até Águas de Lindoia, foi possível começar a conhecer
melhor o público variado atraído pela Eslavec. Havia pastores formados
que encaravam a oportunidade como uma espécie de pós-graduação na área,
muitos fiéis interessados em transformar a vocação num trabalho
remunerado (Malafaia chega a pagar salários mensais de até R$ 22.000 aos
maiores talentos) e alguns curiosos.
Quase todos
carregavam uma Bíblia na mão durante a viagem. A maioria dos rapazes
vestia calça de tergal e camisa social, enquanto as mulheres trajavam
saia jeans até a altura do tornozelo. Destoavam apenas uma bolsa Louis
Vuitton no braço de uma senhora e um reluzente relógio Gucci no pulso de
uma dona de casa, moradora do bairro de Higienópolis.
No caminho, um
grupo se reuniu no fundo do ônibus para discutir assuntos variados.
Celebraram a maior presença evangélica na programação da Rede Globo,
comentaram o movimento homossexual (“É uma tirania, esse povo quer ter
mais direitos que o resto da população”, afirmou um homem) e
esconjuraram o Carnaval (“Uma grande tentação para os jovens”, definiu
um senhor, sob os olhares de aprovação dos demais). Uma mulher
aparentando cerca de 40 anos contou que quase perdera a oportunidade de
estar ali devido a um acidente no qual rompeu o ligamento do pé direito.
“Entrei no Google para aprender alguns exercícios de fisioterapia, ungi
a região e agora estou nova”, explicou. O percurso de quase três horas
ocorreu num clima de tranquilidade, quebrado apenas numa ocasião pelo
grito de uma passageira. “Onde está o repelente, Senhor?”, dizia ela,
incomodada com os mosquitos zunindo sobre sua cabeça. “Misericórdia, meu
Jesus!”, bufava, enquanto desferia golpes no ar com um travesseiro.
Em Águas de
Lindoia, essa turma e as demais foram divididas em dezesseis hotéis do
município reservados exclusivamente aos evangélicos. No Casablanca, que
hospedou o repórter de VEJA SÃO PAULO, com diárias a partir de R$ 208,00
fora do período do evento, o quarto era partilhado com outros três
participantes, todos eles pastores (um de Mato Grosso do Sul, outro do
Maranhão e o último do Pará). No frigobar, havia apenas água mineral e
refrigerantes. Por ordem dos responsáveis pela Eslavec, bebidas
alcoólicas são proibidas durante os dias do curso.
Os
organizadores investiram R$ 4 milhões para realizar o evento e
distribuíram, de graça, 3.000 matrículas num sorteio promovido pelo site
da igreja de Malafaia. Uma das contempladas, a paulistana Sarah Leitão,
de 21 anos, diz ter recebido um chamado de Deus para ser pastora.
“Minha hora vai chegar”, confiava ela.
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Sarah Leitão, de 21 anos: “recebi um chamado de Deus para ser pastora” (Foto: Mario Rodrigues )
|
A apresentação
de Malafaia abriu as atividades, realizadas num centro de convenções.
Quando ele surgiu no palco, muitos levantaram seus smartphones e tablets
para fazer fotos e vídeos. Malafaia concentrou sua fala nas qualidades
essenciais a um bom líder. Entre elas, está a de sempre honrar o pacto
de fidelidade à sua igreja de origem, numa alusão clara aos que deixam
os templos levando junto parte do rebanho e do respectivo dízimo. “Temos
de respeitar quem nos tirou a fralda no Evangelho”, afirmou, ganhando
aplausos do público.
Antes de cada
palestra, uma espécie de supermercado da fé tomava conta do local, com
anúncios de descontos em livros, DVDs e CDs evangélicos. “Você compra
com cheques para trinta ou sessenta dias, revende ao pessoal da sua
igreja e ainda ganha um cascalho”, sugeriu Malafaia.
Outros colegas
deram prosseguimento aos trabalhos, enfatizando sempre as regras do
ofício que consideram sagradas. Quando um pregador for designado para
uma cidade distante da sua, por exemplo, deverá sempre comprar um imóvel
para estabelecer raízes e não se sentir um exilado. “A população local
vê essa atitude com bons olhos”, disse o pastor Silmar Coelho.
Adultério e
prática homossexual são pecados imperdoáveis. Para deixar claro quanto a
família é importante, a mulher do religioso deve estar sempre presente
nas atividades e orações. “Ajuda a não dar margem a fofocas”, justificou
Coelho, usando em seguida um exemplo pessoal para reforçar esse ponto
de vista. “Quando minha esposa estava grávida, chegou a acompanhar meu
culto, mesmo sofrendo graves dores nas costas”, relatou. Mais aplausos
da plateia.
Num cercadinho
onde só entravam convidados da organização, havia uma área vip para
alguns estudantes, ocupada por pessoas como Sarah Sheeva, uma das filhas
do casal de cantores Baby do Brasil e Pepeu Gomes. “Fui ungida pastora
adjunta da minha igreja no Rio, a Celular Internacional, então não ganho
salário e vivo da venda dos meus livros”, afirmou. As obras em questão
são de literatura gospel — Onde Foi que Eu Errei, sobre a aflição dos
pais que se perguntam por que os filhos foram para o caminho errado, e
Defraudação Emocional, título de autoajuda para evitar tropeços na vida
sentimental.
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| Sarah Sheeva: integrante da plateia vip (Foto: Mario Rodrigues ) |
Outra grande
estrela da Eslavec foi o americano T.D. Jakes, da Potter’s House, de
Dallas, uma das maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos. Em seu
currículo, constam feitos como a realização do discurso de despedida no
funeral da cantora Whitney Houston, em fevereiro de 2012. “Ele cobra US$
300.000 por palestra, mas para mim fez por US$ 60.000”, contou
Malafaia. A cada fala do americano, um negro forte e alto, o pastor
Gidalti Alencar, baixo e mirrado, traduzia sua fala remedando seus
gestos com as mãos. “Os jovens estão com a força e devem assumir a
vocação que Deus lhes deu, conquistando fiéis com a palavra do Senhor”,
pregou o bispo de Dallas. Numa de suas aulas, pediu aos alunos entre 18 e
25 anos que entoassem uma oração à meia-noite daquele dia. Aplicados,
os aprendizes promoveram rezas, gritos e cantorias no horário combinado,
fazendo com que os hotéis onde estavam hospedados tivessem um clima de
rave de Jesus.
Nos últimos
anos, os evangélicos vêm crescendo rapidamente no país. Só na cidade de
São Paulo, os adeptos passaram de 1,6 milhão de pessoas, em 2000, para
2,5 milhões, em 2010, representando hoje 22% da população da metrópole.
Com mais rebanho para cuidar, aumentou também a necessidade de acelerar a
formação dos pastores. O evento da Eslavec é um exemplo do atual grau
de profissionalização do negócio. “Temos muitos pastores em ação, mas
poucos são verdadeiramente qualificados”, afirmou Malafaia.
Na capital,
atuam aproximadamente 30.000 líderes da religião, segundo estimativa do
Sindicato dos Ministros de Cultos Religiosos Evangélicos e Trabalhadores
Assemelhados do Estado de São Paulo. Criada em 1999, a entidade surgiu
com o objetivo de garantir os direitos trabalhistas da categoria. “Para
não aumentarem seus custos, alguns donos de igrejas não remuneravam de
forma adequada, e a Justiça demorou a aceitar que essa era uma profissão
como as outras, com direitos e deveres da parte do empregador e do
empregado”, explica José Lauro Coutinho, pastor da Assembleia de Deus e
fundador do sindicato. Segundo seus cálculos, cerca de cinquenta
evangelizadores moveram ações nos últimos dez anos cobrando dívidas e
pedindo indenizações.
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Valdemiro Santiago: parte do dízimo engorda a renda dos funcionários (Foto: Hélio Hilarião/Folhapress )
|
Atualmente, de
modo geral, a política das principais igrejas é valorizar a mão de obra,
protegendo-a da cobiça das concorrentes. Comuns no meio corporativo, as
estratégias para reter talentos e premiar funcionários que cumprem
metas de lucros foram incorporadas ao mundo neopentecostal por Edir
Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus.
Nos anos 90,
quando ela passava por um forte processo de expansão, Macedo criou um
meio de supervisionar seus encarregados. Eles permaneciam, em média, de
um a dois anos em um templo para evitar que saíssem para abrir a própria
igreja, levando os fiéis.
VEJA SP
João Batista Jr.
Comentário de Wáldson: É impressionante como a preparação teológica no Brasil tem sido jogada ás traças: quando quis fazer meu Curso Teológico, tive que estudar em sala de aula por cinco anos(Bacharel em Teologia), durante cinco dias por semana.
Tinha que fazer diversas pesquisas, ler inúmeros livros, estudar até alta madrugada para fazer as provas(e ter que levantar as 5:30hs para ir trabalhar), deixar de comprar roupas e calçados e ás vezes, até mesmo ficar sem lanchar de 19h30 até as 23h30 -quando chegava em casa, por não tinha dinheiro além da passagem de ônibus. Adquiri diversas biblias com traduções diferentes, lí inúmeros autores, aprendi Filosofia, Didática Geral, Noções do Grego e Hebraico,Teologia e Ciência, Antropologia, Sociologia, Argueologia Bíbica, Interpretação de Textos, Redação, História da Filosofia, Filosofia Social, Elaboração de Trabalhos Cientificos e ufa!!, muito mais...
Tinha que ter aproveitamento de 70% em todas as Matérias para só assim, conseguir ser aprovado.
Era obrigatório construir um argumento bíblico-teológico sobre determinado assunto da atualidade( da época), e apresenta-lo á classe que era composta de trinta alunos dedicados e muito atentos, sem falar dos professores exigentes e ás vezes até muito duros em suas cobranças.
Mas vencí.
Hoje, como tudo mudou, estou vendo com tristeza o rumo que o ensino Teológico vem tomando. Não se exige nada do aluno(a não ser o dinheiro), fazem um 'intensivão' para os alunos, ensinam a eles técnicas de memorização de textos biblicos(leitura dinâmica), mostram-lhes não os ensinamentos de Jesus mas sim, o de um grande bispo que 'sabe como ninguém', entreter e explorar os alunos e de quebra, ensinar como se tornar um 'pseudo-teólogo lesado'.
Que decadência do estudo Teológico no nosso País! Isso é uma vergonha e picaretagem das maiores.
Que alunos sairão de lá? Vão ensinar o que, a quem?
"Esse desvio da igreja evangélica é essencialmente e profundamente
lamentável. Silas Malafaia está herdando uma capa desgraçada de Edir
Macedo e provavelmente causará um estrago maior que o dito cujo!", disse um veterano.
Concordo com ele.
Onde iremos parar?
Essa Eslavec, não tem nenhuma profundidade teológica. Isso é apenas um 'resumão' da vida do próprio Malafaia. São experiências, técnicas de persuasão, aplicação da psicologia na forma de liderar.
Isso não é Curso Teológico ou Curso preparativo para quem quer ser Pastor e/ou queira liderar.
Que será dos hoje, 'alunos' de tais escolas, amanhã quando forem liderar um rebanho?
Os doze apóstolos de Jesus estiveram em Sua companhia, bebendo da fonte cristalina, por mais de três anos de ministério, aprendendo com Ele, ouvindo-o dissertar com diversos homens e em diversas circunstancias, sobre diversos assuntos, lugares e assuntos os mais diversos. Ouviram-No falar sobre o céu, vida eterna, salvação, responsabilidade, como interpretar as Escrituras, como deve ser a exposição do Evangelho, a maneira de abordar um assunto teológico sem ser surpreendido por eventuais espertalhões que O queriam pegar pela propria Escritura, ensinou a trabalhar com o caráter humano. Ouviam-No á sós, enquanto ele respondia as questões não compreendidas e etc.
Depois de todo esse preparo pessoal, eles ainda tiveram grandes dificuldades para liderarem, pois mesmo tendo bebido da fonte cristalina, ainda não ficaram de todo, prontos.
Que dirá de um curso que dura uma semana?
Ora, que responsabilidade ou falta dela em nosso meio?
Um padre católico romano chega estudar até dez anos para poder servir em sua igreja e isso é obrigatório, senão não será um sacerdote da mesma.
Mas em nosso meio, querendo dinheiro, alguns espertalhões, ávidos pelo lucro desonesto, inventam Cursos Teológicos á sua maneira.
Cumpre-se aí, mais um vez, a palavra do apóstolo Pedro: "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os
quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não
dormita." II Pedro 2:3.
Com profundo pesar, deixo meu abraço.
Vivam vencendo ás 'facilidades gospeis'.
Seu irmão menor.
Fontes: Veja São Paulo, Genizah, Geremias do Couto, Augustus Nicodemus e Wáldson Lima
João Batista Jr.
Comentário de Wáldson: É impressionante como a preparação teológica no Brasil tem sido jogada ás traças: quando quis fazer meu Curso Teológico, tive que estudar em sala de aula por cinco anos(Bacharel em Teologia), durante cinco dias por semana.
Tinha que fazer diversas pesquisas, ler inúmeros livros, estudar até alta madrugada para fazer as provas(e ter que levantar as 5:30hs para ir trabalhar), deixar de comprar roupas e calçados e ás vezes, até mesmo ficar sem lanchar de 19h30 até as 23h30 -quando chegava em casa, por não tinha dinheiro além da passagem de ônibus. Adquiri diversas biblias com traduções diferentes, lí inúmeros autores, aprendi Filosofia, Didática Geral, Noções do Grego e Hebraico,Teologia e Ciência, Antropologia, Sociologia, Argueologia Bíbica, Interpretação de Textos, Redação, História da Filosofia, Filosofia Social, Elaboração de Trabalhos Cientificos e ufa!!, muito mais...
Tinha que ter aproveitamento de 70% em todas as Matérias para só assim, conseguir ser aprovado.
Era obrigatório construir um argumento bíblico-teológico sobre determinado assunto da atualidade( da época), e apresenta-lo á classe que era composta de trinta alunos dedicados e muito atentos, sem falar dos professores exigentes e ás vezes até muito duros em suas cobranças.
Mas vencí.
Hoje, como tudo mudou, estou vendo com tristeza o rumo que o ensino Teológico vem tomando. Não se exige nada do aluno(a não ser o dinheiro), fazem um 'intensivão' para os alunos, ensinam a eles técnicas de memorização de textos biblicos(leitura dinâmica), mostram-lhes não os ensinamentos de Jesus mas sim, o de um grande bispo que 'sabe como ninguém', entreter e explorar os alunos e de quebra, ensinar como se tornar um 'pseudo-teólogo lesado'.
Que decadência do estudo Teológico no nosso País! Isso é uma vergonha e picaretagem das maiores.
Que alunos sairão de lá? Vão ensinar o que, a quem?
"Esse desvio da igreja evangélica é essencialmente e profundamente
lamentável. Silas Malafaia está herdando uma capa desgraçada de Edir
Macedo e provavelmente causará um estrago maior que o dito cujo!", disse um veterano.
Concordo com ele.
Onde iremos parar?
Essa Eslavec, não tem nenhuma profundidade teológica. Isso é apenas um 'resumão' da vida do próprio Malafaia. São experiências, técnicas de persuasão, aplicação da psicologia na forma de liderar.
Isso não é Curso Teológico ou Curso preparativo para quem quer ser Pastor e/ou queira liderar.
Que será dos hoje, 'alunos' de tais escolas, amanhã quando forem liderar um rebanho?
Os doze apóstolos de Jesus estiveram em Sua companhia, bebendo da fonte cristalina, por mais de três anos de ministério, aprendendo com Ele, ouvindo-o dissertar com diversos homens e em diversas circunstancias, sobre diversos assuntos, lugares e assuntos os mais diversos. Ouviram-No falar sobre o céu, vida eterna, salvação, responsabilidade, como interpretar as Escrituras, como deve ser a exposição do Evangelho, a maneira de abordar um assunto teológico sem ser surpreendido por eventuais espertalhões que O queriam pegar pela propria Escritura, ensinou a trabalhar com o caráter humano. Ouviam-No á sós, enquanto ele respondia as questões não compreendidas e etc.
Depois de todo esse preparo pessoal, eles ainda tiveram grandes dificuldades para liderarem, pois mesmo tendo bebido da fonte cristalina, ainda não ficaram de todo, prontos.
Que dirá de um curso que dura uma semana?
Ora, que responsabilidade ou falta dela em nosso meio?
Um padre católico romano chega estudar até dez anos para poder servir em sua igreja e isso é obrigatório, senão não será um sacerdote da mesma.
Mas em nosso meio, querendo dinheiro, alguns espertalhões, ávidos pelo lucro desonesto, inventam Cursos Teológicos á sua maneira.
Cumpre-se aí, mais um vez, a palavra do apóstolo Pedro: "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os
quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não
dormita." II Pedro 2:3.
Com profundo pesar, deixo meu abraço.
Vivam vencendo ás 'facilidades gospeis'.
Seu irmão menor.
Fontes: Veja São Paulo, Genizah, Geremias do Couto, Augustus Nicodemus e Wáldson Lima






paz,
ResponderExcluirDiante do exposto tenho que concordar com um dos reformadores: "Deveriamos passar mais tempo lendo as escrituras e orando do que pregando"
Igrejianismo atual = Missi Miojo, 3 minutinhos e pronto!
Deus tenha compaixão de nós
Robson Moreira - Na verdade e no amor de Cristo