Lição 3 - 20/01/13 - "A longa seca sobre Israel"
TEXTO ÁUREO
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).
VERDADE PRÁTICA
A longa seca sobre Israel teve como objetivo disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.
Introdução
Em Israel,
Acabe promove uma grosseira e desenfreada idolatria: adoravam-se os
bezerros de ouro erigidos em Dã e Betel, em Samaria havia um templo
dedicado a Baal, e por todo o reino levantaram “postes-ídolos”
de Baal. Os sacerdotes de Baal passaram a dominar a vida religiosa de
Israel e um dito popular tornou-se audível: “Baal vive e YAHWEH já
não existe mais”. Esta era a situação de Israel naquele tempo:
não apenas isso, mas isso fornece a chave para tudo o que se segue.
Nesse contexto de reis ímpios e idólatras surge Elias, chamado para
servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte
havia alcançado sua mais forte posição econômica e política. Sua
primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca
iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia
ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt
11.10-12). Tiago cita esse episódio ao falar sobre o poder da oração
e diz que embora Elias tivesse um ministério especial no Antigo
Testamento, ele participou da humildade em comum com todos. A sua
vida de oração eficaz é um modelo para todos os crentes.
I. O PORQUÊ DA SECA
1. Disciplinar a nação. O paganismo de Jezabel unia prostituição e homossexualismo com religião e religiosidade. Esta é uma das principais razões pelas quais Jezabel é conhecida como prostituta. E na verdade o era, entretanto, uma hieródula, ou prostituta sagrada do casal herogâmico Baal e Astarte; seu culto envolvia prostituição sagrada, falolatria, sacrifícios de crianças, ervas alucinógenas, feitiçaria entre outros desvios grosseiros (2Rs 9.22). A adoração desses ídolos envolvia os elementos mais bestiais da natureza humana. As estátuas de Baal se assemelhavam a um órgão sexual masculino, enquanto os altares de Astarote tinham a forma do órgão sexual feminino. E, segundo a tradição fenícia e canaanita, o rei e a rainha eram elementos indispensáveis nessas festividades, pois a presença deles assegurava o favor das divindades cultuadas. O redator das crônicas dos reis afirma que Jezabel incitava o rei Acabe para fazer o que era “mau aos olhos do Senhor” (1 Rs 21.25), de maneira que a Bíblia diz o seguinte de Acabe: “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (1Rs 16.30,31). Embora Acabe tenha sido um rei politicamente forte e muito poderoso, moralmente foi muito fraco e andou nos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (1 Rs 16.26) e também aderiu aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (1 Rs 16.31). É nesse contexto apóstata que Elias é levantado para dizer a Israel que YAHWEH traria a nação ao arrependimento. A oração de Elias no monte Carmelo revela que o ato humano do arrependimento não é possível sem a graça de Deus (1Rs 18.37).
2.
Revelar a divindade verdadeira.A nação que Deus chamara para ser sua tinha se voltado contra Ele.
Trocaram a adoração a Deus pelos ídolos de um povo que no passado
tinham vencido em seu nome. Baal era o deus cananeu da tempestade e
era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à
terra, semeando assim a vida. Os seguidores de Baal acreditavam que
ele controlava o trovão, o relâmpago e a tempestade, o desafio de
Elias atingiu o âmago desse poder alegado. Essa seca profetizada por
Elias questionou a capacidade de Baal controlar as condições
climáticas. A. W. Pink em seu livro DEUS É SOBERANO faz a seguinte
pergunta: “Quem está no controle de tudo quanto se passa no mundo?
Deus ou Satanás?”, e em seguida prossegue: “Muita gente pensa
que Deus é somente rei no céu, porém não pensa que Ele é o
criador do mundo e também não acreditam que controle todas as
coisas que acontecem nele”. A bíblia afirma que Deus está em
completo controle de tudo: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o
poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo
quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te
exaltaste por cabeça sobre todos.” (1Cr 29.11). Ao afirmar que
Deus é soberano, diz-se que Ele tem poder absoluto sobre tudo, que é
o Supremo, o Grande Rei, que faz a sua vontade no céu e na terra, e
não existe mas ninguém que possa deter a sua mão e Lhe dizer: “O
que fazes?” A ausência de chuva e de orvalho será menos uma
punição pela impiedade de Israel do que um sinal de YAHWEH de que é
ele, e não Baal quem concede a chuva necessária à vegetação e à
vida. O capítulo 18 ressaltará a onipotência e o domínio do
SENHOR sobre os elementos. As profecias de Oséias afirmam a mesma
verdade.
II. OS EFEITOS DA SECA
1. Escassez e fome. A seca ameaçava o governo de Acabe, porquanto o exército dependia desses animais, por exemplo, nas forças de carros de combate. A reação de Acabe à seca foi prática, pois tentou descobrir água ao invés de procurar chegar até ao âmago da questão: quem é soberano sobre a natureza e a vida (1Rs 18.5). As descobertas arqueológicas tornaram célebres as estrebarias reais de Acabe em Hasor e Megido; como essas representavam a arma mais eficaz do reino, não parece por demais surpreendente que o rei em pessoa e o intendente do palácio cuidem pessoalmente de sua subsistência em época de crise.
2.
Endurecimento ou arrependimento. Acabe
via Elias como um perturbador da ordem, uma ameaça ao funcionamento
normal da sociedade. Sua compreensão dos fatos era superficial. O
termo hebraico traduzido como “perturbador” é “‘akhar”, de
difícil equivalência. Denota uma situação religiosa anormal,
insustentável e originada por uma ação maléfica. Acabe
responsabiliza Elias de ter mergulhado Israel em tal situação por
haver ordenado a seca (17.1). Elias, por sua vez, acusa Acabe de ter
provocado, por sua idolatria, a desgraça de Israel. A questão não
se trata apenas de decidir entre Baal e YAHWEH, quem é o mais
poderoso, mas em sentido absoluto, qual deles é Deus. É a fé
monoteísta que estava em jogo. O sacrifício do Carmelo provará que
YAHWEH é o único Deus, que converte a ele os corações. O Juízo
divino, proferido através de Elias, mudou a atitude de Acabe. Os
atos de rasgar as vestes e de usar pano de saco eram sinais de
profunda lamentação e arrependimento (Gn 37.34; 2Sm 3.31; 2Rs 6.30;
Lm 2.10; Jl 1.13). Essa atitude de Acabe retardou o desterro do Reino
do Norte. Deus reviu a punição que tinha decretado em 1Rs 21.21-24.
A penalidade não foi rescindida, mas foi adiada por uma geração,
devido à misericórdia de Deus.
III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA
1. Provisão pessoal. Embora Elias estivesse no deserto o Senhor podia prover para ele da mesma forma como fizera em favor da nação de Israel, séculos antes, durante o Êxodo do Egito (Êx 16.4-36). Ironicamente Israel estava na terra prometida, mas se esqueceu de quem a sustentava. Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. É possível que esse “ribeiro” (nahal) seja o profundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água terminou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fosse restaurada à terra.
2.
Provisão coletiva. Depois
de uma das muitas confrontações com o rei Acabe e com a rainha
Jezabel, Deus instruiu Elias a ir até a terra próxima à cidade
natal de Jezabel, à casa de uma viúva a quem o Senhor havia
ordenado que tomasse conta do profeta. Prestes a perecer pela fome,
essa mulher viu a mão do Deus de Israel agir em seu favor. Obadias
(Obadiáhu), intendente do palácio, temente à YAHWEH, foi
instrumento nas mãos do Senhor para prover proteção e sustento
naqueles dias difíceis para os que não haviam apostatado da fé em
YAH. Obadias era um exemplo dos sete mil homens fiéis a YAHWEH, de
que Elias não tinha conhecimento (1Rs 19.18). Mesmo onde há
rejeição, Deus reserva para si um remanescente fiel e cuida dele.
(Rm 11.1-10).
IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA
1. A majestade divina. “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap 4.11). Deus, quem fez todas as coisas, é absolutamente soberano. Ele faz o que Lhe apraz e efetua a Sua própria vontade. Ele fez todas as coisas para Si mesmo, e possui também o direito de fazê-lo assim, porque Ele é o Deus Todo Poderoso. Porém Deus não só fez todas as coisas pelo seu próprio poder soberano, senão que também governa tudo. Deus está controlando ainda aquelas coisas que não têm vida como o clima, o vento e o mar. Quando Deus disse “Seja feita a luz”, a luz foi feita. Quando Deus disse que enviaria um dilúvio sobre o mundo antigo devido à depravação dos seus habitantes, então o dilúvio veio. Quando Deus trouxe as pragas sobre o Egito, a luz tornou-se obscuridade, as águas converteram-se em sangue e grandes pedras de saraiva caíram. Deus estava controlando todos esses eventos. Existem muitos exemplos na Bíblia de como Deus tem controlado todas aquelas coisas que não têm vida. O forno do rei Nabucodonosor foi esquentado sete vezes a mais do costume, e três dos filhos de Deus foram arrojados dentro dele, e o fogo nem sequer queimou as suas vestes, embora sim tivesse matado os homens que os lançaram no forno. Quando os discípulos iam com o Senhor Jesus Cristo numa pequena barca e a tormenta atemorizou-os, Jesus disse à tempestade: “Seja a paz”, e então o vento cessou e o mar acalmou-se. Deus controla o clima, porque Ele envia o gelo, a neve e o vento. Ele envia e detém a chuva. Todas estas coisas inanimadas obedecem a voz de Deus e assim executam a Sua soberana vontade. Quando nos queixamos do clima, em verdade estamos queixando-nos da vontade de Deus! Em 1 Reis 17.2-4 lemos que Deus disse ao seu profeta Elias que fosse viver perto de um ribeiro, onde uns corvos o alimentariam. Há muitas outras histórias como estas na Bíblia, que demonstram que Deus controla todas as coisas.
2.
O pecado tem o seu custo. Ora, havia uma passagem específica
nos livros das Escrituras daquela época que parece ter chamado a
atenção de Elias: “Guardai-vos não suceda que o vosso coração
se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos prostreis
perante eles; que a ira do SENHOR se acenda contra vós outros, e
feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua
messe” (Dt 11.16,17). Era exatamente esse o crime do qual Israel
era agora culpado: eles tinham se desviado para adorar deuses falsos.
A Bíblia ensina claramente que as ações de cada pessoa, sejam boas
ou más, são controladas pelo Deus soberano. Os homens podem pensar
que eles são mais fortes que Deus, rebelando-se talvez contra Ele,
porém Deus ri de sua debilidade e do néscio que resultam. Ele é
tão poderoso que pode destruí-los no momento em que assim o deseje.
A questão do pecado se reveste de importância capital pela simples
razão de que seu conceito está diluído em nossa cultura. Para
modernas correntes da Psicologia, o homem não pode ser
responsabilizado por seus atos por ser produto do ambiente. Então,
não existe uma coisa chamada “pecado”. Diz até uma música
popular brasileira: “Não existe pecado do lado de baixo do
Equador”. Pecado é uma atitude diante de Deus, bem mais do que
atos. É desobediência e rebelião. O pecador nunca é um coitado ou
uma vítima do meio, da deseducação ou produto da falta de
oportunidade, no ensino do Antigo Testamento. É alguém que é
pecador porque optou pelo pecado. E o preço do pecado é a morte,
eterna. Aqueles que, com seus atos, estão rebelados contra Deus,
estão sob a ira e o juízo de Deus (Sl 1.5) e enfrentam destruição
total (Gn 13.13; Sl 104.35; Is 1.28). Na história de Caim e Abel, o
pecado aparece como um animal, pronto a atacar, espreitando “à
porta” do coração de Caim, uma fera que fica de emboscada
esperando uma oportunidade de atacar. (Gn 4.7).
CONCLUSÃO
Não podemos entender a estiagem que caiu sobre Israel como castigo
divino; ela foi consequência do pecado, da apostasia, do abandono do
culto a YAHWEH. Toda dor e sofrimento causados pela estiagem não tiveram
outra origem que não o erro de Israel, e Israel errou não porque não
ouviu ou não entendeu, mas porque desobedeceu e se rebelou contra aquele
que os plantou naquela terra, “terra que mana leite e mel” - mas que
sem a provisão de Deus, só produzia cardos e espinhos. A seca
profetizada por Elias questionou a capacidade de Baal controlar as
condições climáticas. Serviu para trazer o povo à razão e ao
entendimento de que a estiagem só poderia cessar com a intervenção do
verdadeiro Deus, e Ele só agiria se houvesse conversão; muito embora sua
misericórdia impeça a pessoa de ter o que merece (no caso, o
julgamento); a graça lhe dá o que não merece - a salvação; YAHWEH traria
a nação ao arrependimento. Deus preservou um pequeno remanescente como
evidência de que Ele não abandonou totalmente o seu povo, sempre haverá
um remanescente! N’Ele, que me diz: “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”
(Rm 12.12), Campina Grande, Paraíba Janeiro de 2013, Francisco de
Assis Barbosa Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere Meu
coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino).
Subsídio para o Professor
O Pai celestial tem diversas
maneiras de disciplinar os seus filhos. No antigo Testamento, uma delas era
provocando longos períodos de seca sobre a nação de Israel. As advertências
sobre este método disciplinar podem ser lidas em alguns textos bíblicos:
Será,
porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em
cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno,
então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: [...] Os teus céus
sobre a tua cabeça serão de bronze; e a terra debaixo de ti será de ferro. Por
chuva da tua terra, o SENHOR te dará pó e cinza; dos céus, descerá sobre ti,
até que sejas destruído. (Dt 28.15,23-24)
Se
eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que
consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se
chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus
maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei
a sua terra. (2 Cr 7.13-14)
A falta de chuva resultaria
em crise econômica, que acabaria por tratar do orgulho, da arrogância e da
idolatria nacional, que chegava a creditar sua prosperidade aos falsos deuses.
A
SOBERANIA DE DEUS SOBRE A NATUREZA
O Pai celestial é soberano
sobre toda a criação. Lembremo-nos do conceito de soberania divina:
“Soberania
não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das
perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita,
eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a
soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com
o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o
fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4;
Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36) ” (CHARLES HODGE).
“O
termo soberania, denota uma situação em que uma pessoa, com base em sua
dignidade e autoridade, exerce o poder supremo, sobre qualquer área, em sua
província, que esteja sob sua jurisdição. Um “soberano” pois, exerce plena
autonomia e desconhece imunidades rivais. Quando aplicado a Deus, o termo
indica o total domínio do Senhor sobre sua vasta criação. Como soberano que é,
Deus exerce de modo absoluto a sua vontade, sem ter que prestar contas a
qualquer vontade finita. Conforme se dá com outras idéias teológicas, o termo não
figura nas páginas da Bíblia, embora o conceito seja reiterado por inúmeras
vezes. Para tanto, as Escrituras apelam par a metáfora de “governante e súditos
[...] (Dn 4.25; 1 Tm 1.17)" . (R. N. CHAMPLIN).
“Autoridade
inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra,
quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus conselhos e desígnios. A
soberania divina está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência.
Deus é absoluto e necessário – todos precisamos dele para existir; sem Ele, não
há vida nem movimento”. (CLAUDIONOR DE ANDRADE).
Ainda para Hodge:
- A soberania de Deus é
universal. Ela se estende sobre todas as suas criaturas, das mais elevadas às
mais inferiores;
- Ela é absoluta. Não se
podem pôr limites à sua autoridade. Ele faz seu beneplácito nos exércitos do
céu e entre os habitantes da terra;
- Ela é imutável. Não pode
ser ignorada ou rejeitada. Ela obriga todas as criaturas, tão inexoravelmente
quanto as leis físicas obrigam o universo material.
A soberania de Deus sobre os
fenômenos naturais é manifesta nas passagens abaixo:
A
terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra,
e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu
caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne,
porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer
juntamente com a terra. [...]Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre
a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus;
tudo o que há na terra perecerá. (Gn 6.11-13,17)
Saía
o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. Então, fez o SENHOR chover
enxofre e fogo, da parte do SENHOR, sobre Sodoma e Gomorra. E subverteu aquelas
cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na
terra. (Gn 19.23-25)
Disse
o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os
filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. [...] Então, o Anjo de Deus,
que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles;
também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles, e ia
entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; a nuvem era escuridade para
aqueles e para este esclarecia a noite; de maneira que, em toda a noite, este e
aqueles não puderam aproximar-se. Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o
SENHOR, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez
retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas. Os
filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual
muro à sua direita e à sua esquerda. Os egípcios que os perseguiam entraram
atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavalarianos,
até ao meio do mar. Na vigília da manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de
nuvem, viu o acampamento dos egípcios e alvorotou o acampamento dos egípcios; emperrou-lhes
as rodas dos carros e fê-los andar dificultosamente. Então, disseram os
egípcios: Fujamos da presença de Israel, porque o SENHOR peleja por eles contra
os egípcios. Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as
águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus
cavalarianos. Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da
manhã, retomou a sua força; os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e
o SENHOR derribou os egípcios no meio do mar. E, voltando as águas, cobriram os
carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no
mar; nem ainda um deles ficou. Mas os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto
pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muros, à sua direita e à sua
esquerda. Assim, o SENHOR livrou Israel, naquele dia, da mão dos egípcios; e
Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. (Êx
14.15-16, 19-30)
Afinal,
chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram
amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés,
dizendo: Que havemos de beber? Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe
mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces.
Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, (Êx
15.23-25)
Tendo
partido o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levando os sacerdotes a
arca da Aliança diante do povo; e, quando os que levavam a arca chegaram até ao
Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão
transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), pararam-se
as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de
Adã, que fica ao lado de Sartã; e as que desciam ao mar da Arabá, que é o mar
Salgado, foram de todo cortadas; então, passou o povo defronte de Jericó. Porém
os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR pararam firmes no meio do
Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão. (Js
3.14-17)
Então,
Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR entregou os amorreus nas mãos dos
filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão,
e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo
se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos? O sol,
pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia
inteiro. Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o
SENHOR, assim, atendido à voz de um homem; porque o SENHOR pelejava por Israel. (Js
10.12-14)
Responde-me,
SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a
ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o
holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava
no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é
Deus! O SENHOR é Deus! (1 Rs 18.37-39)
Respondeu
Elias e disse-lhe: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu e te consuma a ti
e aos teus cinquenta. Então, fogo de Deus desceu do céu e o consumiu a ele e aos
seus cinquenta. (2 Rs 1.12)
Então,
Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para
os dois lados; e passaram ambos em seco. (2 Rs 2.8)
Tomou
o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o SENHOR,
Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro
lado, e Eliseu passou. (2 Rs 2.14)
Sucedeu
que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou
e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. Perguntou o homem de Deus: Onde
caiu? Mostrou-lhe ele o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e
fez flutuar o ferro, (2 Rs 6.5-6)
E
Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe
disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu
o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se
grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não
tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é
este que até o vento e o mar lhe obedecem? (Mc 4.38-41)
Por
volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os
demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho
terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e
soltaram-se as cadeias de todos. (At 16.25-26)
Elias
era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com
instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses,
não choveu. (Tg 5.17)
A estes eventos, dentre
outros, poderiam ser acrescentados as pragas no Egito e o juízo de Deus em Apocalipse.
Como pode ser observado, o Senhor se instrumentaliza dos fenômenos naturais
para disciplinar ou para abençoar os seus filhos.
A
DISCIPLINA QUE VEM DE DEUS
Ora,
na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e
estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho
meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele
és reprovado; porque o Senhor corrige
a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que
perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não
corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado
participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os
nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos
de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois
eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém,
nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua
santidade. Toda disciplina, com
efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao
depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados,
fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos
trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é
manco; antes, seja curado. (Hb 12.4-13)
Os princípios da disciplina
que vem de Deus estão explícitos no texto acima, e deixam claro que:
- A disciplina é motivada
pelo amor que o Pai tem por nós (v. 6);
- A disciplina é uma prova
de nossa filiação espiritual (v. 7 e 8);
- A disciplina produz vida (v.
9);
- A disciplina nos torna
participantes da santidade do Pai celestial (v. 10);
- A disciplina não produz de
imediato alegria, mas depois é produtora de vida correta e de paz (v. 11);
- A disciplina é fonte de
motivação e força para os fracos e cansados (v. 12);
- A disciplina promove a
construção de caminhos retos, uma nova direção e de cura para os mancos (v. 13)
Em toda a Escritura, a
disciplina do Senhor cooperou na transformação e restauração de pessoas, povos
e nações.
Períodos de duradouras secas,
enquanto disciplina de Deus, são vivenciados em todas as áreas de nossas vidas,
para que tempos de prosperidade plena sejam por nós desfrutados para a glória
de Deus!
Como o salmista, poderemos
então dizer:
Tens
feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra. [...] Antes de ser
afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. [...] Foi-me bom ter
eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.
(Sl 119.65, 67, 71).
Aproveite bem a aula e imprima nos seus alunos que, a palavra de um homem de Deus, pode abrir ou fechar o céu, depois que ele ora a Deus.
Bibliografia
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009.
-. http://pt.scribd.com/doc/21991078/A-Vida-de-Elias-capitulos-1-a-8-A-W-Pink
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009.
-. http://pt.scribd.com/doc/21991078/A-Vida-de-Elias-capitulos-1-a-8-A-W-Pink
Grande abraço.
Viva vencendo!!!
Seu irmão menor.
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