08 junho 2012

Cuitado com o misticismo na igreja: Anjos, Seitas e Heresias!

Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.”        (Mt 4.8-11)

Incensos, velas, construções de templos e catedrais, invocações de anjos e tentativas sucessivas de comunicação com os mesmos. Toda sorte de prática semelhante tem sido incentivada no paganismo para que os homens tenham ajuda de seus anjos. Mas todas essas atitudes não correspondem às atitudes bíblicas com relação a estes gloriosos seres celestiais. Somente há um Único ser em todo o Universo que deve ser adorado. Somente a Deus, devemos qualquer adoração!

Satanás tentou a Cristo, pedindo-lhe adoração e, Jesus lhe respondeu: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”.

O apóstolo Paulo alertou aos crentes da igreja de Colossos, para que não aceitassem esta heresia: “ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Cl 2.18). Os próprios anjos recusaram ser adorados (Ap 22.8,9), posto serem também criaturas e adoradores do Eterno (Hb 1.6).

É mais do que oportuno mencionar aqui as sábias palavras do professor e doutor William Baker, que afirmou: “Existe uma única maneira de desmitologizar as fantasias populares a respeito dos anjos: voltar à realidade bíblica!”.

ANGELOLATRIA: O QUE SIGNIFICA?

Angelolatria é uma palavra composta pelos vocábulos gregos άγγελος (“aggélos”), que significa “anjo” e  λατρεία (“latréia”), que significa adoração, culto. Logo, de forma interpretativa, este termo significa adoração aos anjos, culto aos anjos. Segundo a Escritura Sagrada, o ato de prestar culto aos anjos é um ato herético, ou seja, adorar os anjos é algo doutrinariamente contrário ao que preceitua a genuína Igreja de Cristo (Cl 2.4,18,19).
Com o advento da Nova Era, no final do século XX, a adoração angelical se manifestou fortemente na cultura popular, bem como encontrou apoio para sua ocorrência em igrejas cristãs que se distanciaram da realidade bíblica. Presenciamos tronos erguidos em altares para que um anjo se assentasse, bem como ministros indicando em suas prédicas a presença do “anjo do movimento” ou do “anjo da bandeja de ouro”.

Na epístola aos Colossenses, vemos o apóstolo Paulo alertando aos cristãos acerca da existência de falsas doutrinas, citando claramente a prática da angelolatria naquela igreja. Entendemos com isso, que havia falsos mestres ensinando a adoração angelical, alegando que aqueles seres celestiais eram os que mediavam à comunhão havida entre os servos e o Senhor. Pura heresia!

É importante ressaltar, que os próprios anjos não aceitam para si qualquer adoração! O apóstolo João, ao receber as revelações apocalípticas da parte do Eterno, declina-nos acerca de uma experiência que viveu quanto o ato de adoração angelical (Ap 22.8,9): “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que me mostrava essas coisas, para adorá-lo. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.”

Em Mateus 4.10, Jesus revida o próprio Diabo acerca da adoração aos anjos, naquele caso ao príncipe dos anjos caídos. O Mestre ensina, citando as Escrituras, que a única adoração devida é a Deus. Como cristãos bíblicos, devemos única e exclusiva adoração ao Deus Triuno, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Qualquer adoração distinta a essa é heresia, é idolatria, é pecado!

No século XXI, ainda vemos as igrejas cristãs genuínas reticentes em falar acerca dos anjos. Os anjos são mensageiros de Deus poderosos, reais, e que atuam em favor da Igreja de Cristo, por ordem direta, e única, do Deus Triuno. Ocorre que por desconhecimento, a Angelologia é vista com maus olhos por certos fundamentalistas, os quais alegam que tal estudo não provém de Deus. O que é contrário a Deus não é o conhecimento, a pregação e o ensino sobre os anjos do Senhor, mas sim a adoração, a prestação de culto a estes magníficos seres espirituais. Além disso, vemos dois extremos na Igreja Cristã atual: ou a igreja não dá valor algum aos anjos de Deus ou, contrariamente, festejam, glorificam, geram até uma euforia coletiva através de uma suposta alegação da presença dos mensageiros de Deus! São dois extremos que as igrejas do genuíno Evangelho devem ignorar. Precisamos sim conhecer e entender os conceitos bíblicos destes mensageiros do Senhor, mas sempre ficarmos atentos para que toda honra e toda glória, todo louvor e toda adoração, sejam dadas exclusivamente ao Deus Eterno. 

UM ALERTA SOBRE AS HERESIAS!

Não pode haver heresias se não houver regras para serem cumpridas. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu doutrinas para orientar os cristãos e ao mesmo tempo contrastar com as heresias ocorrentes à sua época (1Co 11.19). Escrevendo à Igreja da Galácia (Gl 5.19), Paulo classificou as heresias como obras da carne. O apóstolo Pedro (2Pe 2.1), da mesma forma, alertou a Igreja de Cristo em sua segunda epístola acerca da existência de falsos mestres e qualificou os seus ensinos como heresia de perdição.

ANGELOLATRIA: UM GRANDE PERIGO!

A Palavra de Deus nos alerta quanto àqueles que incentivam o culto aos anjos (Cl 2.18). Há pregadores que tomam grande parte do sermão, quando não todo ele, relatando experiências mirabolantes que supostamente tiveram com os anjos (1Rs 13.18), deixando a genuína Palavra de Deus em segundo plano.

Lembremo-nos que a terça parte dos anjos do Céu se rebelou juntamente com Lúcifer (Ap 12.4a). Os demônios, seres destituídos da glória de Deus por toda eternidade, podem, com muita facilidade, realizar inúmeras tarefas, inclusive a de se apresentarem aos servos de Deus como se fossem anjos enviados da parte do Eterno. Em Gl 1.8, o apóstolo Paulo declara que existe a possibilidade de um "anjo do céu" ser o portador de um "outro evangelho". Isso é possível, tendo em vista que o Diabo e seus calhordas habitaram as regiões celestiais (Ef 2.2; 6.11), e saberiam, com muita habilidade, criar uma ilusão ou uma imitação, visando, sobretudo, o engano e a confusão dos cristãos incautos (1Tm 4.1).

As Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, estão repletas de relatos de anjos, comunicando-se com homens. Mas não há sequer um relato de homens tementes a Deus, comunicando-se ou invocando os anjos (Js 5.13; Lc 1.11). Todas as vezes que os homens foram visitados por anjos e receberam instruções destes, foi involuntário. Os servos e as servas de Deus que receberam a visita de anjos as receberam não porque pediram, mas porque Deus assim desejou (At 27.23,24). Querer agir fora desse padrão é extremamente perigoso. É realizar uma ação não endossada pelas Escrituras, portanto, a pessoa que age dessa maneira fica aberta à ação de espíritos malignos, os demônios.

Os anjos, a Cabala Judaica e o Esoterismo

Os esotéricos são aqueles que buscam o conhecimento do oculto através de um sincretismo religioso primitivo, adotando pontos de fé de diversas práticas espirituais, sejam elas orientais ou ocidentais. Quanto aos anjos, os esotéricos adotaram os pensamentos da Cabala Judaica (“kabbalah”), uma tradição judaico-mística que surgiu no século XII. A Cabala alega a existência de 72 anjos, cuja existência derivou do seguinte fato: como os judeus ortodoxos não pronunciam o nome de Deus, os cabalistas desdobraram a palavra Yehovah através dos “três versículos misteriosos do capítulo 14, do Livro do Êxodo” e acrescentaram os sufixos “divinos” IAH, EL, AEL, IEL. Com esses desdobramentos e terminações, deram nome aos 72 anjos. Os cabalistas, e conseqüentemente os esotéricos, acreditam que cada anjo tem influência em datas do nosso calendário, e criaram o “anjo do dia”. A eles rendem adoração e veneração, acendendo velas e proclamando supostas orações baseada no Livro dos Salmos. Heresia!

RELIGIÕES, SEITAS E OS ANJOS!

Como é sabido, o mundo moderno está repleto de religiões, seitas e heresias, sendo todas elas uma tentativa do ser humano se ver realizado espiritual e materialmente. Diversas são as religiões que surgiram a partir de falsas revelações de supostos anjos. Por exemplo, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, conhecida também por Igreja dos Mórmons, alega que o mormonismo nasceu através de uma revelação angelical recebida por seu fundador, Joseph Smith Jr. Smith relata que ao orar num bosque, perguntando a Deus qual Igreja devia pertencer, apareceram-lhe “dois anjos resplandecentes” e lhe disseram que todas as igrejas estavam desviadas do Evangelho genuíno e que ele não se unisse a nenhuma. Depois, lhe apareceu outro “anjo” chamado Moroni, o qual lhe indicou as novas diretrizes para o estabelecimento de uma “igreja santa”.

A diferença de religião, seita e heresia

Religião é o conjunto de relações que une o homem a Deus (ou não), englobando os deveres que daí dimana. Infere-se que a religião é um conjunto de ideologia, ética e ritual. Seita é uma palavra originária do latim secta”, cuja raiz indica cortar, separar. Seu sentido mais estrito aponta para partido, facção, divisão. O emprego da palavra seita é feito geralmente para aqueles subgrupos, que se separam de outros já existentes e organizados. Heresias são doutrinas que se opõem as doutrinas bíblicas, às doutrinas adotadas pela Igreja.  

Espíritos enganadores!

No nascimento do islamismo, vemos um fato muito semelhante: aos 40 anos, Maomé começou sua pregação, quando, segundo a tradição, teve uma visão do anjo Gabriel, que lhe revelou a existência de um Deus único, Allah, fato este que iniciou uma nova religião repleta de preceitos contrários à Palavra de Deus.

Para o espiritismo, doutrina que alega ter por base o cristianismo (embora tal doutrina religiosa se desvie muito da doutrina bíblica) , os anjos seriam os espíritos desencarnados que se comunicam com os vivos, encarnados. Por este motivo, seriam chamados de anjos, palavra que significa mensageiros, indicando a comunicabilidade entre vivos e mortos. Ainda, segundo o espiritismo, os anjos seriam os espíritos que já alcançaram a perfeição passível de ser alcançada pelas criaturas. Heresia!

O perigo sutil da angelolatria!

O budismo e o hinduísmo descrevem os anjos, que denominam de “devas”, de maneira semelhante às outras religiões ocidentais. Seu nome deriva da raiz sânscrita “div”, que significa "brilhar", e seu nome significa, então, os "seres brilhantes" ou "autoluminosos". Dizem que alguns deles comem e bebem, e constróem formas ilusórias para poderem se manifestar em planos de existências, diferentes dos seus próprios. O budismo estabelece uma categorização bastante completa para os seus “devas”, em grande parte herdada da tradição hinduísta.

No cristianismo romano, a Igreja Católica Apóstólica Romana não só faz vistas grossas para o ato herético  da adoração angelical, como também apóia completamente tal atitude através de seus líderes, inclusive, criando catedrais em homenagem aos anjos (por exemplo, Igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel Paulista, São Paulo). Os anjos mais adorados pela Igreja Católica são os anjos Miguel (São Miguel Arcanjo), Gabriel (São Gabriel) e Rafael (São Rafael), sendo que este último teve a sua existência unicamente relatada por um dos livros apócrifos, adotados pela Igreja Romana como canônicos.

Além das religiões supracitadas, outras religiões que envolvem a revelação de “supostos mensageiros angelicais" são: a Igreja de Nova Jerusalém, fundada por Emmanuel Swendenborg; a Antroposofia, fundada por Rudolf Steiner; a Comunidade de Realização Pessoal, fundada por Paramanhansa Yogananda e a Unity School of Christianity, fundada por Charles e Myrtle Fillmore. Todas essas religiões surgiram porque os preceitos bíblicos basilares acerca de novas doutrinas foram ignorados (1Ts 5.21; Gl 1.6-8).

Não devemos apagar, esquecer e ocultar o ministério angélico. Os anjos existem e são criaturas gloriosas de Deus, mas, colocá-los no centro de nossa adoração é correr sérios riscos espirituais. A genuína Igreja do Senhor Jesus Cristo não deve se deixar envolver pelos modismos dos que estão de fora, mas deve instruir aos membros do corpo de Cristo, sobre o verdadeiro ensino bíblico a respeito dos anjos. Devemos estar sempre alertas!
 
"Não sejamos como meninos levados ao redor por todo vento de doutrina" - Paulo
 
Meu abraço a todos vocês que me ajudam tanto.
Deus lhes recompense.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor.

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