15 junho 2012

Câmara de BH autoriza compra de rua para construção do novo templo da Batista da Lagoinha

A rua Ipê pode ser usada para a ampliação da sede que tem como objetivo receber 30 mil pessoas por culto

Depois que os vereadores de Belo Horizonte aprovaram uma lei que permite que a igreja católica São José, no Centro, transforme seu templo religioso em estacionamento e fature R$ 30.000,00 por mês com a locação das vagas, agora é a vez dos evangélicos da igreja batista da Lagoinha se apropriarem de um bem público – uma RUA – para a construção de seu novo templo.
A proposta, já aprovada em primeiro turno na Câmara Municipal, é do vereador João Oscar (PRP-Foto abaixo) que é membro daquela igreja. Seu projeto de lei submete o INTERESSE PÚBLICO que o vereador deveria representar ao INTERESSE PARTICULAR do grupo de evangélicos batistas. Isso é ou não é legislar em causa própria?

 
 
por Leiliane Roberta Lopes

A Igreja Batista da Lagoinha conseguiu a aprovação do projeto de lei 1.802/2011 que permite que um trecho da rua Ipê seja usado para a ampliação do templo.
O projeto é de autoria do vereador João Oscar (PRP), membro da IBL, que acredita que o trecho em questão não tem função de via de trânsito. A Câmara de Belo Horizonte aprovou o projeto no final de maio reacendendo a polêmica sobre a venda e permuta de ruas na capital mineira.
“Imagina uma mesa como se fosse um terreno completo. Imagina um traço no meio dessa mesa, é como a rua Ipê na área de 35 mil metros da Igreja da Lagoinha. Parte da rua está dentro do terreno da igreja, por isso é necessário um projeto de lei para a obra de ampliação”, disse o vereador.
O projeto de ampliação da IBL tem como objetivo criar uma sede onde caibam 30 mil pessoas(veja AQUI), atualmente o templo recebe 6.000 pessoas por culto. Para elaborar esse projeto o vereador evangélico precisou consultar algumas secretarias municipais como a do Meio Ambiente e a de Regulação Urbana.
“É óbvio que ser for posto um templo para 30 mil pessoas vai criar um impacto maior, mas isso vai ser discutido depois. Hoje, quando tem culto de domingo, vão para lá cerca de 10.000 pessoas e a igreja comporta apenas 6.000. A Batista da Lagoinha tem quase 47 mil fiéis”, afirma João Oscar.
Apesar de ter recebido o voto favorável de 29 vereadores, a proposta gera polêmica porque os projetos de alienação de terrenos estão na mira do Ministério Público Federal, tanto que no dia 1º de junho o órgão recomendou que a prefeitura retirasse um projeto que prevê a apropriação de 120 áreas públicas da capital mineira.
Pelo que foi decidido, a Igreja Batista da Lagoinha poderá comprar essa parte da rua Ipê ou trocá-lo por um outro terreno, mas caso o pagamento não seja realizado no prazo estabelecido será cobrado multas e outras correções.
Com informações UOL e historiasparaboiacordar

Nenhum comentário:

Postar um comentário