Rituais bizarros: Mutilação do clitóris escandaliza o mundo
A mutilação genital feminina (MGF) é a
prática de remoção do clitóris e dos lábios vaginais e até, em alguns
locais, da suturação dos dois lados da vulva em meninas com a idade
entre 4 e 14 anos. Sendo feita sem qualquer preocupação higiênica, com
tesouras, facas, navalhas, agulhas e até pedaços afiados de vidro. Além
disso, os agentes praticantes de tais atos, não possuem, na maioria dos
casos, formação na área médica, agindo de forma arbitrária e não
fazendo uso sequer de ferramentas adequadas e anestesias.
Praticada em muitos países do
continente africano e também do asiático, ela vem levantando muitas
dúvidas e contestações em sociedades outras. Quais as razões e o porquê
disso? E o que acontece às mulheres, vítimas de tamanha crueldade?
Devemos intervir na cultura, nas tradições de outrem para impedir que
tal barbárie continue ocorrendo? Essa prática é vista moralmente ou não o
é?
O CLITOCLATISMO CULTURAL
Muito se discute na sociedade
Ocidental, a barbárie que é a prática do Clitoclatismo em sociedades
ditas como arcaicas do continente Africano e Asiático. Esse assunto
ganhou notoriedade através de celebridades, como a história da ex-modelo
somali Waris Dirie, 44, mutilada aos 5 anos, que virou livro, filme,
rendeu-lhe o título de embaixadora das Nações Unidas e ainda resultou
numa fundação.
Segundo informações presentes em meios
de comunicações como a internet, o parlamento de Guiné-Bissau está
promovendo um caloroso embate, acerca da proibição da mutilação genital
feminina, que está dividindo seus deputados. Ao buscarmos os argumentos
de tais práticas, obsevarmos que o clitoclatismo ou a MGF se baseia em
informações culturais e crendices que, se justificam, segundo as
sociedades as quais estão inseridas, como mecanismos de identidade
cultural, onde, segundo o conceito presente no dicionário dos Direitos
Humanos:
"A identidade cultural é um
sistema de representação das relações entre indivíduos e grupos, que
envolve o compartilhamento de patrimônios comuns como a língua, a
religião, as artes, o trabalho, os esportes, as festas, entre outros. É
um processo dinâmico, de construção continuada, que se alimenta de
várias fontes no tempo e no espaço." (Fonte: http://jus.uol.com.br)
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