22 abril 2012

Pastor que morreu no Titanic evangelizou até o último momento

John Harper abriu mão do seu colete salva-vida para ajudar os demais passageiros
 
O naufrágio do Titanic completou 100 anos na semana passada. Entre as muitas homenagens, uma igreja escocesa está lembrando os últimos feitos de um de seus pastores.

Em 1912, a revista comercial The Shipbuilder, descreveu o Titanic como “praticamente insubmergível”. Ficou célebre também, a declaração feita em 31 de maio de 1911, quando um empregado da Companhia de Construção Naval White Star disse: “Nem mesmo Deus pode afundar esse navio”.

O pastor escocês John Harper e sua filha Nana, de seis anos de idade, estavam a bordo na noite fatídica em que morreram mais de mil e quinhentas pessoas. Quatro anos antes, a esposa de Harper falecera e ele sabia que a menina ficaria órfã aos seis anos de idade. Mesmo assim, ele a embarcou em um dos botes salva-vidas e preferiu tentar ajudar os demais.

O motivo de sua viagem era pregar em uma das maiores igrejas dos Estados Unidos na época, Moody Church em Chicago. A igreja estava esperando por sua chegada, pois não somente ele pregaria uma série de mensagens, mas daria oficialmente a resposta que aceitaria pastorear a igreja nos EUA.

Harper era conhecido como um pregador envolvente e havia sido pastor de duas igrejas na Grã-bretanha, em Glasgow e Londres. Seu estilo de pregação era adequado para um evangelista como testemunham as palavras de um pastor amigo. “Ele era um pregador do ar livre acostumado a falar para grandes públicos… Ele possuía uma grande compreensão das verdades bíblicas que lhe permitam combater com sucesso todos os ataques à fé”.

Quando o Titanic bateu no iceberg, Harper, por ser viúvo poderia ter se juntado à filha, mas optou por dar àquelas pessoas mais uma chance de conhecer a Cristo. Há registros que Harper correu de pessoa em pessoa, contando apaixonadamente aos que estavam em pânico sobre a necessidade de aceitarem a Cristo.

Quando a água começou a afundar o navio, Harper foi ouvido gritando: “Deixem as mulheres, as crianças, e os descrentes subirem primeiro nos botes salva-vidas.” Ao ouvir um homem rejeitar seu apelo para que aceitasse Jesus, Harper deu-lhe o colete salva-vida que usava e disse: “você precisa disso mais do que eu.” Até o último momento que esteve a bordo do navio, Harper pediu que as pessoas entregassem suas vidas para Jesus.

Quatro anos após a tragédia, durante uma reunião um sobrevivente do Titanic, um sobrevivente contou como foi seu contato com Harper no meio das águas geladas do Atlântico.

Ele testemunhou que ele estava se agarrando em um pedaço dos detritos quando Harper nadou até ele, fazendo duas vezes o convite bíblico: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Ele disse que rejeitou a oferta na primeira vez.

No entanto, ao ouvir o apelo sendo repetido pelo pastor, sabendo dos quilômetros de água sob seus pés, aquele homem entregou sua vida a Cristo. Logo em seguida disse que viu Harper sucumbindo ao frio e afundando. Ele concluiu seu testemunho na reunião de sobreviventes simplesmente dizendo: “Eu sou o último convertido de John Harper”.

Sua filha, Nana, foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor
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Traduzido e adaptado de Christian Examiner e BP News
Gospel Prime
 
 
No sábado14/04 completou 100 anos que o navio Titanic naufragou. A história tem diversas versões e emocionou o mundo ao ser adaptada para o cinema, que essa semana estreou a versão em 3D no Brasil.
Há alguns pontos interessantes nessa história, entre eles se a última música tocada pela orquestra foi ou não a canção evangélica “Mais perto quero estar”. Um dos momentos mais bonitos do filme de James Cameron é quando os músicos se negam a parar de tocar mesmo sabendo que o barco está afundando.
Contudo não é possível dizer que a canção foi ou não a última tocada por aqueles músicos, dirigidos por Wallace Hartley, que acabaram morrendo. Uma das testemunhas que se salvou chegou a testemunhar que ouviu o hino antes dele abandonar o barco, sendo salvo por um dos botes. Sendo assim não dá para afirmar que essa foi a última canção tocadas por eles.
Mas de fato, o hino que traz uma mensagem tão profunda e forte, serviu para acalmar aquelas pessoas que viam a morte em sua frente. Na catástrofe morreram mais 1.500 pessoas entre homens, mulheres e crianças.
Diante do naufrágio, os músicos da orquestra do Titanic continuaram tocando seus instrumentos no salão de primeira classe tentando acalmar os passageiros. No final eles se dirigiram para a cobertura do navio e ali ficaram, tocando canções até o barco se afundar por completo matando os nove músicos que se tornaram heróis nessa história.
Com informações O Globo e Hype Science

 

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