15 abril 2012

ORDENAÇÃO DE PASTORAS E EVANGELISTAS ASSEMBLEIANAS PELA CEADDIF

Veja os vídeos:

Contrariando a resolução da Assembleia Geral Ordinária da CGADB, realizada de 15 a 19 de janeiro de 2001 em Brasília, após discussão em plenário sobre a ordenação de pastoras nas Assembleias de Deus no Brasil, onde entre cerca de 2.500 ministros presentes, apenas três votaram a favor (cf. Daniel, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 633), e parafraseando a declaração de Paulo a Timóteo (1 Tm 4.12) ao afirmar "Ninguém despreze a tua feminilidade", o pastor Sóstenes Apolo, presidente da CEADDIF - Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal, presidiu uma solenidade com a ordenação de pastoras e evangelistas assembleianas. Dentre as ordenadas estava a ex-ministra e candidata à presidência da República, Marina Silva.
Quais serão as ações da CGADB em relação ao fato?
O que definirá essas ações? A questão politica ou a questão doutrinária?
Quais serão as implicações do fato para o destino das Assembleias de Deus no Brasil?
Como já afirmei, e tem gente que ainda não acredita, a grande tendência nacional em relação à instituição "Assembleia de Deus" é o esfacelamento e a regionalização da mesma, que já caminha a passos largos, e que em muitos sentidos (doutrinários, usos e costumes, políticos, etc.) já é uma realidade.
Agora é orar (tomara que assim se faça) e aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
Altair Germano

Comentário de Wáldson: Prezados leitores, como todos devem saber, pois já deixei isso muito claro aqui em diversas vezes, sou contrário á ordenação de pastoras na AD. Por que na AD? Bem, primeiro porque é minha denominação, é nessa entidade conhecida como Igreja Evangélica Assembléia de Deus, que sirvo ao Senhor e aos irmãos e é dela que sou Pastor. Numa visão bíblica, não sou favorável á consagração de mulheres em hipótese alguma, em denominação alguma. Não por achar que elas não têm compentencia(algumas são até mais competentes que muitos homens), mas por não encontrar na bíblia, nenhum texto bíblico que dê margem á essa ordenação feminina.
Quando Paulo escreve a Timóteo, falando-lhe a respeito dos critérios exigidos para uma ordenação e/ou separação de pessoas ao ministerio, ele o faz usando o pronome masculino. E no caso dos diáconos, ele faz menção das mulheres que poderiam ser separadas á diaconia. Então, pergunto: por que ele, o instrutor, deu seu aval para que mulheres fossem separadas á diaconia, mas não deu o mesmo aval, quando tratou da questão de bispos/presbíteros, diáconos,evangelistas e  pastores?
Em sua Carta destinada á Igreja que estava em Roma, ele recomenda  uma irmã chamada Febe, fazendo menção de que a mesma 'servia' na Igreja de Cencréia. O termo aqui 'servir', é remetido á função já estabelecida na igreja, referente a diaconos. Então, acredito que a irmã Febe era uma diaconisa que servia na igreja.
Como não tenho conhecimento de nenhum texto biblico que dê aval ao pastorado feminino, então não concordo com o mesmo. Acreditando que Deus por vontade própria estabeleceu na igreja, homens, na condução(liderança hierárquica), de Sua Obra.
Diante disso, digo que respeito as irmãs pastoras que são consagradas e/ou ordenadas em outras denominações. Mesmo porque, minha opinião contrária, não vai mudar em nada. Respeito essas mulheres, desejo que Deus as use e que elas possam desempenhar um bom papel em suas igrejas. Porém o fato de eu respeita-las, não muda minha posição que é contrária.
Sei que muitos que estarão lendo este Post, vão dizer que temos hoje no Brasil uma mulher guiando o nosso País. Sei disso e acho que ela está se sobressaindo melhor que seu antecessor. Mas não dá para comparar a liderança de um pais com a liderança de uma igreja, onde cuidamos de almas.
Não vale entrar na questão de que Débora julgou a Israel. Parabéns prá ela. Mas ela não guiou o povo, não estabeleceu sacerdotes, não oficiou no templo, nem foi profetiza, nem sacerdotisa. Ela foi juiza.
Aprecio o trabalho que as mulheres fazem na igreja, com ou sem título. E acredito que não haveria nenhuma necessidade de consagração para elas, como foi feito na AD do Distrito Federal. Se existe uma norma estatutária, e um consenso de mais de 2.500 obreiros contra a ordenação e por causa disso, não foi aprovado a ordenação, penso que o amado Pr. acima nos vídeos, errou ao ultrapassar normas.
Entendo que ele possa ter tido a melhor das intenções, mas diante do Estatuto e do entendimento das Escrituras por parte da liderança e dos obreiros da AD, ele errou muito e poderá agora trazer uma série de dissabores para sí e para outros.
Acredito que o melhor caminho para as ADs no Brasil, hoje, seria a regionalização. Deixando de haver uma Presidencia Nacional e outorgando aos líderes de Região que façam seu trabalho da melhor forma possivel.
Teremos problemas com isso? Sim, sem dúvidas. Mas agora já não os temos?
Veremos o que aconteçerá na próxima AGO.
Que Deus nos guie a atender Sua vontade, que é soberana.
Abraços.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor.

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