Confissão de Pecados: combata o pecado que te mata
“Sonda-me,
ó Deus, vê o meu coração! Prova-me a mim e aos meus pensamentos! Vê se
ando por maus caminhos e conduz-me à senda da eternidade!” Salmos
139.23,24
Dr. H. Bürki
O
homem deita um olhar ao seu coração – do qual Deus está ausente – mas
esse olhar só provoca um arrependimento superficial, resultante do
amor-próprio ferido e de vãos esforços incapazes de levar à regeneração.
Só um olhar de fé – lançado sobre o Filho de Deus crucificado por
nossos pecados – nos leva a reconhecer o nosso pecado e nos conduz ao
arrependimento. Porque é só a Sua ensanguentada cruz que nos leva a
tomar consciência da santidade e do amor de Deus.
As
acusações do diabo só nos dão um vago senso de derrota, de impureza, de
confusão e de acabrunhamento. O Espírito Santo, pelo contrário,
conduz-nos de modo perfeitamente claro a reconhecer o pecado – e age em
nós regenerando-nos.
Como
fazer bom uso da confissão? Calando-nos perante Deus, lendo atentamente
a Bíblia Sagrada, sublinhando primeiro o que nos toca de mais perto, e,
relendo essas passagens – em espírito de oração – tentar descobrir
onde, quando e como o pecado se tem manifestado em nossa vida. Tomaremos
assim consciência da obstinação das nossas tendências, dos nossos atos
repreensíveis e da nossa mentalidade de pecadores. Então, antes de mais
nada, deveremos confessar claramente a Deus os nossos pecados – e
deveremos igualmente estar prontos a confessá-los perante algum crente
espiritual que possa auxiliar-nos com a sua experiência. Fazendo assim,
abrimos caminho à alegre convicção de que nossos pecados nos são
perdoados pelo Senhor Jesus. Tal exame de consciência, seguido da
purificação, está sempre indicado quando o pecado se apossa de nós ou
quando a vida espiritual enfraquece.
Analisemos alguns pecados que muitas vezes nos dominam sem que nos demos perfeita conta:
O ORGULHO
manifesta-se quando se liga ao êxito, à situação social, às aparências,
às aptidões inatas e às honrarias. Provém do desejo secreto de ser
considerado, de reinar ou dominar, de chamar a atenção dos outros para
si na conversação.
VONTADE PRÓPRIA:
espírito insubmisso, querendo constantemente discutir e levantar
objeções; maneira dura e sarcástica de se exprimir – tomada de posição
limitada – avisos dominadores e tirânicos – ser antes de tudo sensível
às lisonjas; pedantismo; movimentos de cólera ou de impaciência; viva
susceptibilidade; espírito de vingança por qualquer censura ou
contradição.
IMPUREZA:
gosto pronunciado pelos prazeres sexuais; intimidade e tendências
deslocadas para com pessoas do outro sexo; imaginação, pensamentos e
atos impuros; imaginação suja; olhares cobiçosos; incapacidade de
resistir às tentações quando se apresentam ocasiões favoráveis.
DESONESTIDADE:
falsificar, torcer ou esconder a verdade; dissimular os seus próprios
defeitos; procurar deixar de si uma impressão pouco conforme com a
verdade; exagerar; falsa modéstia; hipocrisia; falsidade de motivações.
MEDO:
temor físico ou carnal perante os outros; recuo tímido perante as
censuras e os deveres; perante a cruz; temor de sofrer; medo paralisador
perante as pessoas bem situadas; tendência para fugir dos compromissos;
falsa reserva.
CIÚME OU INVEJA:
inveja oculta; sentimentos desagradáveis à vista da prosperidade e dos
êxitos de outrem; tendência para sublinhar os defeitos e não as boas
qualidades dos outros; mentalidade sectária; coração fechado para com
aqueles que não pertencem ao pequeno círculo dos íntimos; frieza e falta
de amabilidade para com os que não partilham nossa opinião; mentalidade
dos que – julgando tudo saberem – recusam o diálogo.
AMBIÇÃO:
largueza de espírito quando se trata de realizar os nossos próprios
desejos; estreiteza, quando isso diz respeito aos outros; retenção dos
donativos que sente devia dar regularmente para a obra da evangelização;
roubar o tempo, os bens e a honra de outrem.
INCREDULIDADE:
desânimo em épocas de trabalho intenso ou em períodos de oposição;
falta de paz interior, do descanso da fé e de confiança em Deus;
tendência para a angústia e para as murmurações em tempos de aflição, de
pobreza; dúvida, desconfiança e reticências perante o caminho de Deus e
as vias da Sua palavra – a Bíblia Sagrada.
FROUXIDÃO ESPIRITUAL:
indiferença, falta de vigor espiritual quanto à fé; egoísmo,
complacência para consigo próprio; amor ao conforto; falta de
solidariedade; falta de amor e de cuidado pela salvação da humanidade;
fé destituída de alegria; tagarelices estéreis e serviço infrutífero. É
na obediência e na purificação diárias, na comunhão de cada dia com o
Senhor Jesus, que se encontra o segredo da pureza do coração, da força
espiritual e da vitória triunfante sobre o pecado.
“Se andarmos na luz, como Ele na luz está – estamos mutuamente em comunhão e o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado.” 1João 1.7
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos purificar de toda a iniquidade.” 1João 1.9
“Confessai-vos uns aos outros, a fim de que sejais curados.” Tiago 5.16
Dr. H. Bürki
Transcrito de um folheto da Difusão de Tratados Cristãos (Suíça).
Combata o Pecado que te Mata: imagens para edificação
Utilizando textos do artigo do Dr. H.Bürki, Confissão de Pecados - Combata o Pecado que te Mata,
elaborei uma série de 9 imagens, cada uma enfocando um pecado
específico. As imagens podem servir como wallpaper (papel de parede),
mas também para você compartilhar de todas as formas possíveis, nas
redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut, enviar para seus irmãos por
e-mail, etc. Use à vontade para edificação e santificação! As imagens
estão em grande formato, clique sobre elas para ampliar.








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