Até onde podem ir os contatos íntimos entre pais e filhos?
O italiano que foi preso
em Fortaleza por dar beijos na boca e acariciar uma menina de 8 anos,
sua filha, na praia de Futuro, já voltou à Itália.
O assunto mobilizou a imprensa e estimulou algum debate entre a população e isto é bom.
O caderno Folhateen, da Folha de São Paulo, enfocou a
questão, com o título "O limite da intimidade". As opiniões
dos adultos entrevistados são divergentes, em relação à pergunta feita
na matéria: "Beijo na boca em família vira caso de polícia; até onde
podem ir os contatos íntimos entre pais e filhos?"
O italiano afirmou que a atitude com a filha traduz
apenas um hábito comum na cultura italiana. Será? Acho que não. Será ele
um pedófilo? Acho que provavelmente sim e parabenizo o casal de
Brasília que teve a coragem de fazer a denúncia.
Outras questões começaram a ser discutidas no Folhateen
como: é aceitável que os pais fiquem nús diante dos filhos e vice versa?
Que tomem banhos com os filhos pequenos? Penso que pais e filhos devem
guardar a sua privacidade. Ee essas questões são comumente faladas no
consultório pediátrico. Devemos ter não só como médicos, mas como
educadores que somos, nossa opinião.
A respeito da pedofilia, leiam a entrevista que o
Observatório da Infância fez com o psicanalista João Coutinho de Moura,
há cerca de um ano atrás.
Lauro Monteiro
Editor
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